É oficial: a extrema-direita tem sede de sangue e já não o esconde

O editor de um jornal do Alabama, de seu nome Goodloe Sutton, afirmou, em artigo de opinião publicado no seu jornal, que “É tempo de o KKK voltar a atacar de noite”, que “Os democratas planeiam aumentar os impostos no Alabama. Esse ideologia socialista-comunista soa bem aos ignorantes, incultos e simplórios” e ainda que “Se pudéssemos fazer com que o Klan subisse lá e limpasse Washington DC, ficaríamos melhor. Vamos tirar as cordas do cânhamo, enrolá-los num tronco alto e enforcá-los a todos”.

Este, meus caros, é o pensamento dominante entre os apoiantes de Trump, mas também de Bolsonaro, ou Viktor Orban. É aquilo com que sonham os Marios Machados que as TVIs desta vida humanizam, que, podendo, enforcarão também todos quantos não pensarem como eles. E sim, existem uns quanto alegados democratas, que não só não se incomodam com este tipo de declarações, como estão prontos para negociar com esta gente. Muitos deles estão no CDS-PP, alguns no PSD, e outros ainda, mais oportunistas e com maior sede de poder, saíram de um destes partidos e fundaram o seu próprio estabelecimento de extrema-direita.

Os democratas de todo o mundo, de esquerda e de direita, têm de abrir a pestana e decidir de que lado estão, porque a democracia precisa urgentemente da sua ajuda. Entre um fascista, um apologista da violência e da discriminação, e um democrata, não pode haver a mínima margem de dúvida. Ou, qualquer dia, sem darmos por ela, estaremos de mãos atadas de frente para o cadafalso.

Comments

  1. JgMenos says:

    Sociólogo de incontestados méritos, analista internacional familiar de sondagens incontestáveis , analisou – pensou – dixit!!!

    • ZE LOPES says:

      Pois. Há quem não analise, não pense e diga na mesma. Por exemplo, V. Exa!

    • Paulo Marques says:

      Olhe que não, os camaradas do Cruz são tão básicos que nem é preciso pensar.

    • Ricardo Almeida says:

      Por muito que os Trumps deste mundo esfreguem parece que não é possível branquear a extrema-direita de todo. Estes “alt-rights” podem ter gozado um período de estranha legitimização, muito auxiliados pelos partidos ditos de direita “normal”, no seu desespero de recuperarem alguma relevância depois da devastação que causaram pela Europa e Mundo com as suas TINAS austeras. Os EUA foram dos últimos a dar ouvidos a esta escumalha mas ao menos também parecem ser os primeiros a conseguirem livrarem-se deste cancro social. A afluência de lideres sensatos e capazes de reconhecer os verdadeiros problemas que afectam a sociedade, ironicamente motivados por tão fraca liderança por parte desta direita, contrasta com a inutilidade, nepotismo, falta de ideias e resultados que caracterizam os meninos que gostam de queimar cruzes nos relvados. A única defesa desta gente consistiu em gritar “Venezuela”, “Socialismo” e “Extrema-esquerda” por meio dos seus esbirros na Fox News, como se isso tivesse algum significado ou mérito só por si. Tal apenas veio engrossar as fileiras dos que já há muito aceitaram que a direita só serve para ser humilhada e para limpar sarjetas. Visto que já não conseguem assustar ninguém com os velhos papões da Guerra Fria, resta-lhes pois revelarem o que realmente são por baixo dos fatos caros e gravatas de seda: um bando de inúteis frustrados com a sua própria insignificância. O ódio aos imigrantes e minorias não é mais do que uma vã tentativa de projectar as suas inseguranças noutros, distraindo-os por forma a conseguirem sacar mais um ordenadozinho antes que o patrão perceba bem a inutilidade que habita naquela carcaça. Do Mário Machado ao David Duke – não passam de ranhosos incapazes de se destacarem em quer que seja na vida que não no ódio irracional a qualquer pessoa melhor que eles e proporcional falta de inteligência.

  2. Miguel Bessa says:

    Que crime… Uma pessoa escreveu umas palavras!

    Isso num país que é tão racista que uma pessoa para ser vítima de um crime racista tem de pagar a dois nigerianos!
    Realmente os racistas estão aí ao virar da esquina.

    • ZE LOPES says:

      “Que crime… Uma pessoa escreveu umas palavras!”

      Pois. mas isto de palavras tem que se lhe diga. E se eu lhe dissesse que houve aqui um sujeito que, em nome da superioridade do capitalismo e do combate ao “políticamente correto” escreveu umas palavras de apoio a um tipo chamado Bolsonaro que teceu loas a um torturador – o Coronel Ustra – que chegou a torturar homens e mulheres em frente aos filhos crianças? Já não me lembro de quem foi mas era um nome assim como Raniel Testa, ou Gabriel Pessa, ou Mariquel Bossa, ou Rafael Besta…

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