O fato é parâmetro preferencial

Phenomena in physics are also conditioned by all kinds of extra-physical parameters, which may be biological, chemical etc. Would physicists try to explain physical phenomena by extra-physical causes before having tried physical explanations? Would anybody believe that extra-physical explanations are superior to physical ones per se?

Tobias Scheer

Penny meant “if he were a purple leprechaun”. Penny forgot to use the subjunctive.

Sheldon

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Depois de termos ouvido Searle a pronunciar-se sobre o modo que exprime acções e estados ainda por realizar e hipóteses ou acções e estados irreais, hoje é a vez de ouvirmos (e lermos) o Sheldon a exprimir-se sobre o conjuntivo. Relativamente a ontem, esta é a grande novidade que me apraz registar. No sítio do costume, lamento imenso, continua tudo exactamente na mesma.

Continuamos com contatar (e contactar!):

Aliás, abrindo um parênteses, esta tendência não é exclusiva do Diário da República — também sofrem do mesmo mal quer a Lusa, quer quem divulga os despachos (os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume, por este alerta):

Fechado o parênteses, mantêm-se os fatos:

Até há mais fatos: [Read more…]

Portugal a saque

Não bastavam os partidos políticos, temos também a Igreja Católica, para mais num país que se diz laico. Ao que parece o favorecimento vem dos tempos em que Cavaco Silva era primeiro-ministro, de então para cá, sucessivos governos de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Passos Coelho e António Costa, nada fizeram para alterar a aberração de conceder isenção fiscal a uma Universidade que deveria concorrer com as demais. Há uns tempos indignaram-se por uns crucifixos nas salas de aula, apenas tostões, já que sobre os milhões não ouvimos uma palavra aos políticos ao longo dos anos.

A ler…

CGD serviu para “comprar aliados”. E há mais uma “bomba prontinha a explodir”

ADSE: está tudo bem.

Devemos confiar nas instituições e nos seus representantes. O senhor Dr. João Proença é o Presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, pelo que, não duvidemos, rapidamente resolverá esta questão da alegada chantagem dos operadores privados. A bem de todos, como é seu timbre.

ADSE

A alegada chantagem que as empresas privadas do sector da Saúde estão a fazer sobre o Estado, no caso da ADSE, só teria efeitos práticos se esse mesmo Estado tivesse prévia, inadvertida ou intencionalmente, enfraquecido o Serviço Nacional de Saúde em benefício objectivo das empresas que agora exercem a tal chantagem, ao ponto de o tornar incapaz de cumprir as funções para que foi criado e a que está obrigado constitucionalmente.

O Serviço Nacional de Saúde existe e foi instituido para ser universal, gratuito e para responder às necessidades de todos, sejam eles funcionários públicos, funcionários de outra coisa qualquer, ou mesmo que não funcionem.

As informações que têm vindo a ser prestadas pelas autoridades vão no sentido de afirmar o vigor e a qualidade do SNS. O próprio senhor Primeiro Ministro afirmou já, por repetidas vezes, o seu propósito de defender e fortalecer o Serviço Nacional de Saúde, no espírito dos preceitos constitucionalmente consagrados, pelo que não se percebe onde reside o problema com a dita e alegada chantagem. Essa alegada chantagem apenas produziria efeitos no caso de, na verdade, o Serviço Nacional de Saúde estar, tal como, aliás, afirma o líder do PSD, a “rebentar pelas costuras”, caracterização que não concorda com o compromisso e a garantia do senhor Primeiro-Ministro.