Mais festa no Aventar: Pedro Correia ganha o prémio UCCLA

No ano em que o Aventar festeja 10 anos de vida, o nosso A. Pedro Correia desengavetou os seus escritos, concorreu ao prémio UCCLA e ganhou. Nada que nos surpreenda, mas que nos deixa naturalmente orgulhosos.

Praças é o título do livro. Será apresentado na Feira do Livro de Lisboa e será vendido nas livrarias FNAC e com o jornal Público.

Deixo mais abaixo a opinião de quem pôde e soube ler estes escritos. É o Pedro Medina Ribeiro, também escritor e que, ainda há pouco, nos deu a honra de um texto comemorativo dos 10 anos cá de casa. Tomai e lede:

Há um par de anos li um grande livro. Ao prazer que retirei da leitura acrescentaram-se outros prazeres.
Em primeiro lugar, tinha sido escrito por um amigo e senti um orgulho enorme naquele amigo que escrevia tão bem.
Em segundo lugar, era prosa inédita. Não é muito bonito dizer isto, mas senti uma ponta de vaidade por ser detentor de conhecimento privilegiado: eu era das poucas pessoas que sabia que, um dia, aquelas folhas viriam a ser publicadas e lidas com o entusiasmo que merecem.
O A. Pedro Correia anunciou ontem que este seu livro ganhou, entre quase oito centenas de manuscritos, o prémio União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa.
E eu fico muito feliz.

Ao contrário do que escreve a TVI,

Rui Correia não disse que “a distração [diʃtɾɐˈsɐ̃ũ̯] faz parte da aprendizagem“. Disse [diʃtɾaˈsɐ̃ũ̯] (4:38), portanto: “distracção”. Efectivamente.

Os homens de poder

Quis, certo dia, um homem de poder explicar-me sucintamente a sua visão sobre o mundo, a qual determinava tudo o que ele fazia. Disse-me assim:
– Eu gosto de ver o Porto ganhar aos 95 minutos de jogo, com um penálti inventado.

A confissão não pedia resposta. Era uma espécie de lição gratuita do presumido mestre em “petas e lérias” ao ingénuo aprendiz que se lhe apresentava em inferioridade.

Sou do Porto. Mas não sou do mesmo Porto daquele homem de poder. Sou do Porto que ele ajudou a matar. Do Porto que ganha porque é melhor. Do Porto que perde porque não soube mais.
Aquele homem de poder simboliza a derrota do que é mais valioso na humanidade. Simboliza a traição ao esforço de superação, à determinação inquebrantável dos que acreditam poder criar força das suas fraquezas, dos que enfrentam os obstáculos transmutando o medo em energia vital, dos que não se submetem ao destino que qualquer falso deus lhes quis impôr.

Aquele homem de poder é um símbolo da batota e da fraqueza. Na verdade, ele não é do Porto. Ele é de quem ganha.
Lembrei-me dele por causa desta história dos professores e do golpe palaciano urdido pelo primeiro-ministro.

Livro dos Fariseus

Disponível a partir de hoje em formato e-book, na Amazon, o Livro dos Fariseus, de Alburneo, foi escrito no ano 2000, o tal ano do qual o mundo não passaria. E não passou.