Há que dizê-lo…


Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…

Excelência da gestão privada (2)

Depois dos CTT, o aeroporto de Lisboa. Em 132, conseguiu ser o pior.

Novamente, em causa está o argumento que se usou para justificar a privatização (o privado faz melhor) e não se a gestão é pública ou privada. Os maus exemplos não escolhem lados.

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Kramer contra Kramer

É sem surpresa que se verifica a tentativa de fazer do Comendador Joe Berardo o “bode expiatório” da gigantesca rapina de que foi – e é – objecto o povo português.

Quem tenha assistido à audição do empresário na II Comissão de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, terá ficado a pensar que de um lado estavam os representantes da República e do Estado Português, e do outro lado um milionário habilidoso procurando iludir as suas responsabilidades. Mas não foi isso que sucedeu. Na verdade, de um lado estava o Estado a fazer perguntas e do outro estava também o Estado, representado pelo senhor Comendador Joe Berardo, a responder a essas perguntas de modo juridicamente adequado. Ou seja, estava o Estado a fingir que inquiria o Estado e este a fingir que respondia.

Não é fácil, convenhamos, descobrir um caminho virtuoso neste jogo de espelhos. Mas pior é continuar a permitir a grotesca impunidade daqueles que, em nome e representação do Estado e da República, são cúmplices da rapina e da destruição do património comum, rapina e destruição que servem depois como argumento falacioso para esmagar os direitos da população que é seu dever servir.

Flor de sal

Vem para a rua

Que a vida é partilha universal

Vem para a luta

Munido de amor e flor de sal

É o tema que se segue.