Há que dizê-lo…


Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…

Comments


  1. !! Por favor não me mostrem mais cavernas tenebrosas dentro da caverna da quadrilha !!!

    Ficamos deprimidos e revoltados demais para podermos ser ainda um poucochinho felizes…..posso ?

  2. Paulo Marques says:

    É o mercado livre a funcionar, António. Se não fosse para isso, era para o BCP ou outra coisa qualquer.

  3. António de Almeida says:

    O mercado livre pode e deve funcionar. O negócio dos Bancos é emprestar dinheiro, pois que o façam, mas exijam garantias, não entrem em negociatas para pagar favores políticos… Tivesse a PT ficado nas mãos da Sonae e continuaria hoje em mãos nacionais. Até agora não vi a Sonae metida nestas negociatas…

    • ZE LOPES says:

      Ou seja ( en français, comme il faut), et comme disait le Grand et Etónniant Economiste Liberalier Antoíne d’Almeyda: “Le capitalisme liberal et finacier est bel! Son les Berados e les politiciens qui l’on aidé qui donne cap d’el”!

    • Luís Lavoura says:

      Tivesse a PT ficado nas mãos da Sonae e continuaria hoje em mãos nacionais.

      Voltamos aos “centros de decisão nacionais” de Cavaco Silva?!

      Eu acho ótimo, excelente, que a PT tenha ido parar a mãos estrangeiras. Só fomenta a concorrência. Desde que passou para a Altice, a PT passou sem dúvida a ser muito melhor gerida.

      • António de Almeida says:

        Nunca tal defendi. Mas é um facto. Não tenho certeza se a PT melhorou ou não, há muitos anos que deixei de ser cliente. Mas sei que graças à concorrência o mercado das comunicações melhorou e muito. Sejam nacionais ou não, sou dos que defendem a liberalização dos mercados…

    • Paulo Marques says:

      Primeiro, eles pediram garantias. Segundo, queria que pedissem outras garantias pela bondade do seu coração? Desregulação é isto.
      A gestão da Sonae também tem muito que se lhe diga, mas de qualquer forma, parece que haver menos concorrência era bom para o mercado então.

      • António de Almeida says:

        Não confundir desregulação com incompetência ou corrupção. Nem esquecer que o governo Sócrates esteve envolvido até à medula nisto, da tentativa de recusar a OPA à guerra no BCP. Ainda me lembro da foto do comendador de punho erguido à saída da assembleia de accionistas…
        A Sonae tem concorrência e forte…

  4. ZE LOPES says:

    Pois, ó Almeyda! “Há que dizê-lo”! Pois pois! (Dizê-lo é muito faicilê-lo, o pior é ser coerentêlo)

    Já o dizeu? E depois? Como fiquei eu? E outros co’meu?

    V. Exa. é perito em proclamações! E depois? Será que “a gente” come uns melões?

    Até qure rima carago! ò Almeyda, há gajos que querem….que leves á tua avozinha uns bolinhos, à tua mãezinha outros, “et commeci, comme ça”.


  5. Pois, tal é a nossa sina. Temos capitalistas que não acreditam em ganhar dinheiro. Tudo o que fazem é por motivos ideologicos.

    • António de Almeida says:

      Sobram oligarcas e plutocratas, faltam capitalistas…

      • ZE LOPES says:

        V. Exa. é, no entanto, protegido por… uns tipos que acham que há gente, COMO EU, que lhe dão “caneladas”! Oiça Almeyda: Saiba que V. Exa. não vai mais ser “canelada” por mim! Esteja V. Exa. descansado! Há um cordeiro que o protege!

      • Paulo Marques says:

        Não há diferença.


  6. Todos AmigOs & Todos BlidadOs.

  7. Luís Lavoura says:

    Nada foi feito de ilegal. Tudo foi feito de acordo com as regras da economia de mercado.
    Recordo também que a anterior administração do BCP foi condenada, pelo Banco de Portugal, por ter cometido diversas ilegalidades.

    • António de Almeida says:

      No mínimo, existiu incompetência na avaliação da concessão dos créditos e exigência de garantias. Muitos de nós estaríamos no desemprego e ninguém nos daria trabalho perante tamanha incompetência. Mas quando olhamos para os envolvidos, verificamos que não estão a sofrer consequências dos seus actos…

      • Luís Lavoura says:

        existiu incompetência na avaliação da concessão dos créditos e exigência de garantias

        É verdade. Mas, essa incompetência era, à época, comum em muitos bancos e em muitos casos. Qualquer bancário, mesmo de direita (exemplo: a Maria do blogue Corta-Fitas), lhe confirmará isso. Nada permite afirmar que a incompetência no caso do crédito da CGD a Joe Berardo teve motivações políticas ou que foi orquestrada pelo governo.

        • António de Almeida says:

          Recordo Berardo saindo de punho erguido em ar de gozo, à saída da assembleia de accionistas. À época deu várias fotos. Recordo que a guerra pelo poder no BCP acabou por levar o dueto Santos Ferreira/Armando Vara para a administração. Recordo ainda que o interesse de José Sócrates era a compra massiva de títulos da dívida portuguesa, que lhe permitiram adiar o inevitável. Por último recordo o ano 2009, quando Manuela Ferreira Leite (em quem não votei) foi gozada por ter dito que não havia dinheiro para nada, quando o PS garantia que havia dinheiro para tudo e que o caminho era o investimento público.
          Claro que poderemos acreditar que não existiu ligação entre os factos ou que tudo esteve sempre ligado, mas aí já entramos no domínio da crença. E eu no PS tendo a não acreditar de todo…

          • Luís Lavoura says:

            O António não percebeu o alcance do meu comentário.
            Se conceder créditos para comprar ações oferecendo como garantias somente essas ações era uma coisa comum à época, isso quer dizer que não terá havido especial favorecimento de Berardo por parte da CGD. Porque a CGD sabia perfeitamente que, se não concedesse aquele crédito a Berardo, outro banco (o BES ou o BPI) o faria. Tratava-se tão-somente de um crédito normal, feito pelo CGD como poderia ter sido feito por outro banco, que não tinha por especial objetivo favorecer Berardo.
            A operação de Berardo foi somente um caso de “leveraged buy-out”, uma operação financeira em que se compra uma empresa oferecendo como garantia a própria empresa, uma coisa muito comum no capitalismo financeiro a partir da década de 1980, uma coisa perfeitamente legal embora financeiramente e eticamente de mau gosto.
            Se o António não gosta desta operação, queixe-se do capitalismo financeiro e não de Berardo nem da CGD. Berardo e a CGD apenas jogaram as regras do jogo da mesma forma que outros as jogavam.

  8. Ernesto says:

    “Nada foi feito de ilegal. (…) administração do BCP foi condenada, pelo Banco de Portugal, por ter cometido diversas ilegalidades.” – Ai! Já vale tudo. Até escrever uma coisa e o seu contrário no mesmo comentário! Estás a trabalhar bem, lavouraz!


  9. …” Berardo, no pico da crise acionista do BCP, chegou mesmo a ser considerado pelo comentador Marcelo Rebelo de Sousa a figura empresarial do ano…” !!!!

    http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2019/05/quem-fez-joe-berardo.html

  10. António de Almeida says:

    Luís Lavoura
    Não é uma questão de queixume, sabe que até nem aprecio regulações. Mas também não pactuo com lucros privados e prejuízos públicos. O pecado original consiste a meu ver e desde 2008 ter-se aplicado à Banca o conceito “too big to fail”.
    Se os Bancos fossem deixados falir, queria lá eu saber se a instituição A ou B iria encerrar porque entrou em falência, devido à irresponsabilidade dos créditos concedidos.
    Também gostaria de ser investidor a risco 0, sabendo que me me vão cobrir o prejuízo provocado pelas minhas más decisões. E se pelo caminho ganhei bom dinheiro em prémios, tanto melhor para mim.
    Em caso algum defendo a Banca nacionalizada, mas qual será o racional? Até quando vamos ser chamados a cobrir prejuízos? Onde fica a responsabilidade de quem tomou decisões ruinosas? Nos EUA Maddoff há muito que cumpre pena, em Portugal como é? (não invalida que continue convencido que para além dos jogadores que citou, em Portugal o governo de então exerceu pressões e influências várias).

    • Paulo Marques says:

      Se os bancos falissem, a comodidade moeda passava a ser escassa, a começar com o mercado interbancário, e o desemprego massivo era a única coisa a impedir a hiperinflação. O António sabe isso.

      • António de Almeida says:

        De forma sistémica, sim. Mas a ameaça de possibilidade de falência funcionará como travão, será a forma dos bancos evitarem práticas ruinosas, de contrário, se tiverem sempre almofada, irão ser tentados a arriscar. E no final quem paga?

        • Paulo Marques says:

          Que os bancos seriam salvos ninguém sabia, mas não serem também não salvou ninguém em 1929, muito pelo contrário.

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