E se fosse um adepto?

Na última segunda-feira, após o jogo entre o Moreirense vs FC Porto, um agente desportivo agrediu um jornalista. Obviamente, a discussão foi tornada num debate clubístico em que se tenta provar que uns são melhores do que outros. Parece que ainda não perceberam que é impossível racionalizar algo que apenas mexe com emoções. Mas pior do que isto foi não ter visto quase ninguém a falar do alegado crime em si – uma agressão. Também não vi ninguém a defender um tratamento especial aos agentes desportivos a partir de agora. O que não seria se tivesse sido a agressão de um adepto? Aí caía o Carmo e a Trindade. Aí teríamos de acabar com as claques. Aí teríamos de calar os adeptos. Aí teríamos uma ação policial digna de criminoso terrorista.

Não esqueçamos que, neste mês, houve episódios de abuso policial sobre adeptos do Sporting que foram apenas esperar a sua equipa. Vai haver cartão do polícia? Houve uma discussão grave que envolveu o treinador do Sporting e noutro episódio envolveu o treinador do FC Porto. Vai haver cartão do treinador?

Para melhorar toda esta situação, a amostra de Ministro da Educação que temos veio afirmar que “momentos como aquele tornam mais difícil” regresso do público aos estádios. Se há coisa que a pandemia nos mostrou é que os adeptos são os últimos culpados dos problemas no futebol. Culpar os adeptos pelo estado do nosso futebol é uma atitude de cobarde de quem não quer enfrentar os cães grandes. É cair no facilitismo e discriminar pessoas por uma simples escolha: apoiar. O combate à violência não se faz com repressão sobre pessoas inocentes.

Para terminar, deixo-vos com um tweet maravilhoso do João Ribeiro, um dos presentes no debate sobre o Liberalismo: “Felizmente o Cartão do Adepto trouxe paz ao futebol. Antes dele era só adeptos a bater em jornalistas, adeptos com braçadeira de treinador à porrada uns com os outros nos túneis e a insultar os árbitros, adeptos a bater em adeptos com bastões e a disparar balas de borracha…UFA!”.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    um agente desportivo agrediu um jornalista

    Tem a certeza de que tal se passou?

    Lá por um jornalista se queixar de ter sido agredido, não quer dizer que tenha mesmo sido.

    Eu não vi a cena, não sei julgar. Mas sei que há quem tenha visto e tenha dito que não houve agressão nenhuma.

    • Nascimento says:

      Não senhor! Ora essa!!! ” ó meu filho da puta … eu parto-te as fuças todas…” Ora,isto que eu vi e ouvi foi um Sinal de Amor do Senhor Agente Desportivo! Não foi Laboura?
      Já agora; ó Laboura apanhas-te o tripé? Aquela merda ia caindo da bancada mas por causa da Ventania do Carago!ehehehehe
      Esta malta é Linda! A sério… o ” órdinario” sou eu!? eheheheheh
      vai badamerda, pá!

  2. CARLOS ALMEIDA says:

    “Mas sei que há quem tenha visto e tenha dito que não houve agressão nenhuma.”

    O mandante de mãos nos bolsos, de certeza

  3. Paulo Marques says:

    A agressão à camera continua a ser agressão à pessoa; como em tudo, há níveis.
    Adiante. O tal cartão de adepto foi e sempre será uma peneira para tapar o único conjunto de adeptos organizados que não só não se acalmou nas últimas décadas, como é incentivado a não o fazer por um clube e os seus cartilheiros. Apesar disso, tal como outro qualquer grupo potencialmente violento, não vem mal à liberdade por poderem ser observados em caso de necessidade; o problema é quem é, porque sim, e não são as claques com certeza. Pelo menos não a que matou, traficou, incendiou e etcs sem nada acontecer.

    • Filipe Bastos says:

      Desculpe, só para confirmar: não está outra vez a reduzir a coisa à máfia e aos hooligans do Benfica, tentando assim branquear a máfia do FCP, o porco mafioso Pintinho e hooligans do FCP como o inenarrável macaco, pois não?

      • Paulo Marques says:

        Tirando dois ou três casos de ameaças sem ponta por onde se pegue em credibilidade, genuinamente não me lembro da última vez que li algum incidente relevante das claques portistas. E, tirando a invasão, idem para as do Sporting.
        Já o grupo de adeptos que não é claque…
        Quanto aos negócios, o mal é político.

      • Filipe Bastos says:

        Bem me parecia que nada havia de realmente mau lá pelo seu clube; são só calúnias. Campanhas negras, né?

        O Pintinho, o filhote, o ‘empresário’ da porrada, o macaco, o mafioso D’Onofrio, o alternadeiro Teles, o célebre guarda Abel… campanhas negras e política. É isso.

        • Paulo Marques says:

          O Jorge Nuno e o Alexandre roubam mais o clube do que outra coisa, o Abel não sei se é verdade, mas onde isso já lá vai… Não, pá, refiro-me a alegados casos de ameaças públicas (graffitis) que não têm lógica de alvo ou de motivo.

      • João Soares says:

        Que linguagem porca que o Filipito usa .És mesmo atrofiado rapaz.Porque não vais ajudar a tua mãe a fazer bolinhos de
        cócó (não é côco) para o teu lanchinho ?Cada vez que se fala no FCP a tua hipófise entra logo em colapso.

      • Filipe Bastos says:

        Não é a hipófise, João, é o estômago: tenho alergia a pulhas e corruptos. Fazem-me vomitar. Aliás, o seu Pintinho faz vomitar qualquer um.

  4. jorge paulo sanches da cruz says:

    Estão todos acagaçados com medo, e quando o medo chega, a solução são os pontapés e o meter medo…

  5. Filipe Bastos says:

    Além das suas fantasias liberais, onde o liberalismo e o capitalismo são conceitos puros, jamais corrompidos por egoísmo ou ganância, por cartéis, oligarquias, monopólios, mamões e criminosos, o Chico Figueiredo tem esta fantasia do adepto puro.

    Como se os adeptos não fossem pelo menos coniventes com a máfia da bola; como se não tolerassem e até incentivassem as falcatruas, os valores obscenos, os dirigentes rufias, os agentes mamões, os comentadeiros e restante fauna.

    Não: para o Chico os adeptos são apenas vítimas. Coitados, tão bem intencionados, mas não conseguem evitar ser carneirinhos deste esgoto a que chamamos futebol profissional.