O Costa do pisca-pisca

O Primeiro-ministro António Costa, um cata-vento, acusou Rui Rio (naquilo que foi um baile ao ex-Presidente da Câmara do Porto), líder do PSD, de ser um cata-vento.

O líder do PSD, Rui Rio, um hipócrita, respondeu (numa de Madalena magoada), acusando o Primeiro-ministro de hipocrisia.

Já a seguir, a não perder: André Ventura, um populista, virá a público chamar populista a Suzana Garcia, candidata do PSD à Câmara Municipal da Amadora.

António Costa, como se sabe, é politicamente bígamo: pisca um olho à direita, para a seguir piscar o olho à esquerda. E Rui Rio, como se sente enganado depois de tantas juras de amor ao PS e ao centrão, já decidiu que ficará com a rameira da política portuguesa: o Chega. E tudo isto, sem que o líder dos laranjas se aperceba que o seu novo namorado, o Chega, só anda com ele por interesse, esperando uma morte certa para lhe ficar com a herança.

Imagem retirada do site funchalnoticias.net

A política do centro em Portugal é como uma novela da TVI: repetitiva, chata, sensacionalista e sem interesse.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Se nos atermos ao que está a ocorrer em Odemira com os trabalhadores imigrantes, indefesos, contagiáveis, a viverem sem as mínimas condições de dignidade, a pergunta é:
    O que andou a fazer António Costa e os Ministros que tutelam a área do emprego e segurança social, mas também da saúde, até agora, para evitar este desfecho?
    Nada. Em rigor ignoraram o problema até já não poderem escondê-lo mais, qual esqueleto num armário.
    Se olharmos para a precariedade laboral neste país, com trabalhadores a serem substituídos por outros para as mesmas funções; pior, sem experiência; de três em três anos, finda a possibilidade de renovação dos contratos a prazo, sem que haja razão substantiva para isso, tais como, cessação do posto de trabalho, absentismo, falta de zelo e empenho, incapacidade física e mental, mas só e apenas para não os efectivar, e pergunta que se coloca é:
    O que levou o PS na oposição a criticar a Lei em vigor, a prometer mudá-la, para a seguir nada fazer?
    Apenas mais um acto, dos muitos, de hipocrisia política, com que o PM e o seu governo nos brindou.
    António Costa só difere de Rui Rio no discurso. No resto pouco melhor é. A única diferença que vislumbro entre os dois, é que um está em desespero de causa, o outro está respaldado no receio que o PCP e BE têm do regresso da direita em força com toda a sua artilharia neo liberal, capazes de privatizarem o ar.
    Mais moída menos moída é tudo farinha do mesmo saco.

  2. JgMenos says:

    Isto da dignidade serve para tudo e um par de botas.
    A instrução nos comandos é um atentado à dignidade.
    Os trabalhadores temporários dormem numa camarata, é uma indignidade.
    Ter que vir do fim-do-mundo para apanhar morangos é provavelmente uma indignidade.
    Resolveram que que as empresas devem dar trabalho prá vida, por uma questão de dignidade, logo queixam-se que os põem na rua de três em três anos, o que é uma indignidade.
    Serem esquerdalhos idiotas a tratar a economia privada como se fosse sustentada a impostos sobre a carneirada inerme por submetida a leis, isso não é uma indignidade, é tudo bondade natural…
    Isto para ser digno e seguro é mamar do orçamento.

    • Chega, Menos! says:

      Uma Besta é sempre uma besta, não é Menos?

    • POIS! says:

      Pois tem V. Exa. toda a razão!

      Certamente por culpa dos esquerdeiros, a instrução nos Comandos anda pelas horas da morte! Assim não vamos lá! Quando é que temos um batalhão pronto para recuperar a nossa saudosa Angola É Nossa? Já ninguém está disposta a levar, nem aguenta, umas chapadas bem dadas? A Raça entrou, decisivamente, em decadência! Nos tempos salazarescos não havia nada disto!

      E de que se queixam os temporários? Então não são…um bocado…escuros? Nas saudosas sanzalas, que V. Exa percorria na sua missão patriótica de “instruir” as coitadinhas das nativas, ensinando-as a coser meias enquanto não estavam preparadas para serviços mais complexos, estavam melhor que nas camaratas? Francamente!

      • JgMenos says:

        Sempre se te adivinham os sonhos húmidos…

        • POIS! says:

          Pois não! Não consumo e nunca consumi!

          E que descaramento!

          V. Exa é que tresanda a humidade! O seu amigo fuzileiro até se queixa lá na tasca de excesso de trabalho!

    • João L. Maio says:

      O Menos urra demais.

      Ó homem, urre de menos.

    • Paulo Marques says:

      Mas sabemos o que não é indignidade nem problema para a economia, lavar dinheiro do país para o Panamá.

  3. estevesayres says:

    Nem todos podem ser sérios, democratas e patriotas…Mas os que o são; defende estes princípios políticos e porque não ideológicos:

    A catástrofe está iminente.
    Mobilizemos os meios para a conjurar!

    Apoiando-se no poder político e militar dos Estados onde têm a principal base de acção, um pequeno punhado de capitalistas está a pôr em acção um plano feroz para açambarcar lucros e rendas, sem qualquer espécie de consideração pela vida e pela sobrevivência dos operários e das camadas intermédias da sociedade, sobretudo nos países que são dominados pelo poder económico e militar das grandes potências imperialistas, à cabeça das quais se encontram os Estados Unidos da América e a China, mas que incluem também, entre outras potências de segunda ordem, o directório de quatro ou cinco governos que mandam na União Europeia.

    O governo do Costa age como um simples peão de brega desta pequena oligarquia capitalista e das grandes potências imperialistas. É um governo com carne de obedecer e que é movido apenas pela ambição que os seus membros e respectivo séquito de lacaios alimentam de virem a receber recompensas e sinecuras pelos serviços prestados ao grande capital.

    Esta condição de agente do grande capital e de máquina repressora cripto-fascista contra os trabalhadores e o povo português, foi sempre a imagem de marca do governo do Costa desde que entrou em funções com o apoio das suas muletas. Há muito que este governo devia ter sido forçado a demitir-se, e inúmeras foram, durante os últimos seis anos, as ocasiões para haver mobilização e indignação populares capazes de impor uma tal demissão.

    Nunca, desde o regime fascista, foi um governo tão incensado pela imprensa e nunca um governo do grande capital deveu tanto a sua sobrevivência à inacção e à cumplicidade por parte dos partidos da oposição parlamentar e das principais organizações sindicais.

    Uma “gestão da pandemia”, alinhada com as farmacêuticas e a reconfiguração do sistema, anuncia a desgraça nesse capítulo (novas variantes do vírus cada vez mais infecciosas, mortais e resistentes às vacinas que o sistema de confinamento, imposto por governos sabujos como o do Costa em todo o mundo, promove), acelera o processo de monopolização em inúmeros sectores produtivos pela liquidação maciça dos concorrentes mais fracos atirando-os para a miséria, e propicia condições para o telecontrolo generalizado das populações.

    Ao mesmo tempo, alimentado pelos ventos doentios de Bruxelas e Washington, anuncia como soluções para o mundo, nas quais “estaremos entre os primeiros”, as “transições” energética, digital e verde. Por trás prepara, à imagem de todos os outros governos imperialistas, os instrumentos para executá-las: leis fascistas e polícias fascistas de mãos livres.

    Para isso conta com todo o parlamento. O mote foi dado no 25 de Abril. Não foi preciso muita atenção para perceber o estado de unidade dos partidos parlamentares em torno dos “desígnios nacionais”, incluindo o fascista com o seu jogo enganoso de patranhas.

    É por força da atitude de capitulação por parte das centrais sindicais que o governo do Costa se abalança, de novo ao arrepio dos seus compromissos eleitorais, a uma nova revisão do Código de Trabalho, agora à luz de um “Livro verde sobre o futuro do Trabalho”, e que consegue ser ainda mais gravosa para os trabalhadores do que a actual versão, aprovada pelo governo de traição nacional Passos/Portas/Cavaco, ao propor uma regulamentação do teletrabalho, entre outras, totalmente favorável ao patronato. Trata-se, como é bom de ver, de um dos elementos do plano de acção capitalista para se salvar ao mesmo tempo que transporta a pobreza e a insegurança na vida dos trabalhadores para níveis de escabrosidade nunca antes alcançados.

    Não esperem pela resposta!

    HORÁRIO MÁXIMO DE 35 HORAS SEMANAIS!
    REDUÇÃO DE HORÁRIO SEM PERDA DE SALÁRIO!

    Retirado parte de um texto do jornal online Luta Popular, que eu subscrevo

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