A Câmara de Gondomar a dar fome às criancinhas das escolas


Esta é a sopa que deram hoje aos alunos na cantina de uma das EB 2 3 de Rio Tinto. Via-se o fundo do prato.
Já na última quinta-feira, na mesma escola, recusaram a fruta (melancia) a uma criança do 6. ano, com o argumento de que já tinha acabado. Mas a criança, não sendo cega, viu que era mentira.
Foi o primeiro dia de aulas e deu-se um desconto.
Hoje não.
Nesta municipalização da Educação à moda de Gondomar, que inclui ter de pagar uma taxa para carregar o Cartão Escolar obrigatório, ninguém está a salvo.
Numa outra escola do concelho, neste caso secundária, tudo o que os professores consomem (cantina, bar ou papelaria) vai para o livro. Bem, é mais um caderninho mal amanhado onde o professor regista aquilo que consumiu.
Alguém na Câmara de Gondomar esqueceu-se que tinha de emitir cartões para os professores e que as aulas começavam em Setembro. Fizeram para os alunos e mesmo assim chegaram mesmo em cima da hora.
Deve ser a isto que chamam municipalização da educação.
Ao menos, salva-se a forma como a Câmara protege os alunos na saída das escolas – as passadeiras devem ser sagradas. Ou se calhar não…

Comments


  1. Nem por isso, Ricardo. A lamentável municipalização da educação é isso e infinitamente mais e pior. A reversão dos males que o PS tem causado ao sistema educativo e seus agentes afigura-se cada vez mais difícil e morosa. A bem já não vamos lá e eu sei bem do que falo.

    • Ricardo Pinto says:

      É bem verdade.
      Eu adorava a minha profissão… até que chegou a Maria de Lurdes Rodrigues. Era bem melhor professor do que sou hoje.

      • Paulo Marques says:

        O problema é que ninguém sabe o que quer, excepto não querer ter que resolver alguma coisa, mas parecer que sim.

  2. Júlio Rolo Santos says:

    Estes casos nada têm a ver com a municipalização do ensino, mas antes, com a incompetência de quem não faz o seu trabalho com a deligencia que lhe é exigida . A municipalização não deve ser posta em causa por estes caso,antes deve ser acelerada e acarinhada pelos municípios. Significa a descentralização do poder central para o municipal, que tantos reclamam.

    • António Fernando Nabais says:

      Entregar a gestão das escolas a caciques locais não é descentralizar, é mudar de centro. Descentralizar é dar verdadeira autonomia às escolas.

    • Paulo Marques says:

      Desde que seja possível haver controlo democrático e transferências de capital para a responsabilidade; não parece que algum desses esteja em cima da mesa.

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