Another esquema do Chega, exposed

Ontem foi dia de um daqueles eventos que começa a ser um clássico por cá. Uma manifestação contra os preços obscenos dos combustíveis, alegadamente espontânea e de iniciativa popular, era afinal mais um truque mal disfarçado dos suspeitos do costume. Suspeitos esses que se estão nas tintas para o preço, que não pagam ou não lhes pesa, mas que pretendem, através destas acções de guerrilha, cavalgar o descontentamento popular. Nada de novo, claro está. Copiado do textbook do facho Bannon.

Quanto ao preço dos combustíveis, nada de novo também. Mais uns cêntimos, para tornar ainda mais revoltante uma situação já de si insustentável, que não há meio de ser invertida, pese embora a esmola ontem anunciada. Mas não é só nos combustíveis que esta situação se tornou insustentável. É a factura global, a todos os níveis, que assumiu proporções de assalto à mão armada. O problema, contudo, não são os impostos. O problema é a não proporcionalidade do retorno que daí resulta. Deixarei essa reflexão para uma outra posta, mas deixo desde já uma declaração de interesses, que não será particularmente popular: sou a favor de um modelo de gestão pública no qual os impostos, sempre progressivos, são necessariamente elevados. A contrapartida, porém, não pode ser um Estado falido, mas um Estado que devolve esse esforço aos cidadãos sob a forma de uma rede de serviços públicos abrangente, funcional e gerida com rigor. É assim nas democracias mais avançadas do planeta, e é isso que sonho, um dia, para o meu país. Um país livre de flatulências trumpistas, sublinhe-se.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    O meu pormenor favorito, que não está aí, foi a lista de empresas a boicotar por mês ordenada da mais barata para a mais cara.
    Ao menos discordam do AO, é qualquer coisa.

    • POIS! says:

      Também fui ver, e gostei imenso!

      Principalmente daquele apelo “dia 21 greve geral para tudo sentados num sofá podemos mudar o mundo” (fim de citação. Não coloquei virgulas para não estragar o efeito).

      No entanto, há quem queira mesmo estragar tudo. O primeiro comentário é deveras lamentável: “tenho que ir trabalhar”. Francamente!

      Vejo é que se estão a preparar muitas manifestações. Estão lá milhares convocadas. Não tenho nada contra. Acho até que cada português devia convocar uma manifestação.

      O meu apelo é que todas as orquestras sinfónicas do país se reúnam à porta do São Carlos, deixando em casa os instrumentos habituais e formando naipes de vuvuzelas.

      O Venturoso Enviado promete estar presente, praticando um arriscado número de funanbulismo entre a zona de S. Bento e a Rua de São Caetano, acompanhado pelo Braulio de São Braz de Alportel a voar a jato, aproveitando os vapores gerados por uma rigorosa dieta á base de alfarroba.

      • Abstencionista says:

        Até sinto vergonha alheia com as graçolas deste gajo!

        • British says:

          What ?????

        • POIS! says:

          Pois não se coíba…

          de sentir a sua própria. Que bem merece, ó Abstencioneiro Marrante!

          Sim, porque alguém que apelida de proxeneta o paizinho de um qualquer comentador só porque não gosta do estilo, só pode sentir vergonha!

          E estou á espera que Vosselência coloque aqui finalmente os links para os comentários que eu “plagiei”! De outro modo só pode sentir vergonha!

          E também o link para a minha afirmação “o mestrado faz-se sem estudar”, depois transformado pela mente aldrabona de Vosselência em “o mestrado faz-se a ir ao Google”. Ponha lá, se faz favor! Não me mande a mim procurar o que não existe. Não se envergonha por isso?

          Ah! Tá bem! Agora sente a “vergonha alheia”! Até os crocodilos do Zoológico, desta vez, choram compulsivamente, tal a comoção!

  2. POIS! says:

    O problema é que há gente que leva estas coisas muito a sério!

    O meu vizinho resolveu aderir ás 10, porque estava em teletrabalho nos Sapadores Bombeiros a resolver uma derrocada, teimou em parar o carro dentro de casa.

    Ainda conseguiu subir o primeiro lanço de escadas, mas raspou por baixo e teve de parar em frente ao elevador. Ainda lá está.

    É bem feito para a vizinha do quinto andar que teima em andar de cadeira de rodas (e ainda pede que a empurrem!). Gabou-se de votar no “Chega”? Pois aí tem!

    • POIS! says:

      Na segunda linha é “o meu vizinho resolveu aderir, e às 10, (…)”

    • Abstencionista says:

      Um gajo que é capaz de gozar com deficientes motor é má rês!

      • POIS! says:

        Pois pois!

        E chamar proxeneta aos pais dos comentadores de que não gosta é um ato de humanidade! Que, aliás, será recompensado, espero eu, com um raio vindo lá de cima e que vai entrar direitinho pelo fundo das costas de Vosselência!

        Não gozei com ninguém ó Marrante! Vosselência é mesmo parvalhão!

        A minha casa nem sequer tem quinto andar. Não mora lá nenhuma vizinha que necessite de cadeira de rodas.

        O meu vizinho não é bombeiro sapador e não está em teletrabalho a resolver derrocadas.

        Não está nenhum carro em frente ao elevador.

        E eu sim, tenho familiares que andam de cadeira de rodas que são capazes até de se rir de uma boa piada!

        Tá satisfeito, ó Marrante?

        Então repito:

        E estou á espera que Vosselência coloque aqui finalmente os links para os comentários que eu “plagiei”!

        E também o link para a minha afirmação “o mestrado faz-se sem estudar”, depois transformado pela mente aldrabona de Vosselência em “o mestrado faz-se a ir ao Google”. Ponha lá, se faz favor! Não me mande a mim procurar o que não existe!.

        • Abstencionista says:

          Mote:

          “… com um raio vindo lá de cima e que vai entrar direitinho pelo fundo das costas de Vosselência!

          Glosa:

          Este Pois é cientista
          Daqueles que nos anima
          Reparem que descobriu
          Um raio pelo cú acima

          Treinou muito, Pois então
          Na EDP experimentou
          Mas esta cortou a luz
          E a experiência acabou

          Sentou-se então na tomada
          Que era de marca sueca
          Mas também nada sentiu
          Pois não tirou a cueca

          Em desespero de causa
          Foi ao parque passear
          A ver se um raio o atingia
          Pois estava de cú pro ar.

          O tal raio não apareceu
          Mas a Deneuve surgiu
          “Que belo traseiro ”, disse
          Quando o cú do Pois emergiu.

          “Toca de aproveitar
          Pois fez a depilação”
          A experiência teve sucesso
          Esta é a grande lição!

          • POIS! says:

            Abstencioneiro! A marrar mais uma vez? ‘da-se!

            Pronto! Vosselência é um verdadeiro artista! Já pode sentir a sua própria vergonha, que bem merece. Já lá dizia o outro:

            “O pueta Abstencionista,
            A puesia descobriu.
            Só lhe falta mandar versos
            à pueta que o pariu”.

            Pois é! Vosselência é um cómico do caraças! É pena que o “proxeneta” não faça parte do “puema”. Para ficar mais claro a “boa rês” que é Vosselência.

            Mete um piadão, não há dúvida!!

            Agora passemos ao seguinte:

            Estou á espera que Vosselência coloque aqui finalmente os links para os comentários que eu “plagiei”!

            E também o link para a minha afirmação “o mestrado faz-se sem estudar”, depois transformado pela mente aldrabona de Vosselência em “o mestrado faz-se a ir ao Google”. Ponha lá, se faz favor! Não me mande a mim procurar o que não existe!.

          • POIS! says:

            Pois, e resta-me dizer-lhe, ó Marrante Abstencioneiro…

            Que, ao menos no “mote” acertou!

            Sim, porque não sei se reparou que “Vosselência” se referia precisamente a Vosselência Abstencioneiro Marrante.

            Não brinque! Eu se fosse a Vosselência não saia de casa em dias de trovoada! Assim, just in case….

  3. JgMenos says:

    « o preço, que não pagam ou não lhes pesa»

    A posta de soalheiro, de regresso com a azia.

  4. Filipe Bastos says:

    Tenho certa dificuldade em ver o tal esquema do Chega.

    “Cavalgar o descontentamento popular” não é o que fazem todos os partidos que não estão no poder, incluindo o BE e o PCP?

    É porque o Chega se esconde atrás de outro nome? Duvido que outros não façam o mesmo; e neste caso qual o benefício de não identificar a autoria do protesto, que nem é ideológico?

    Qualquer carneiro pode perfeitamente parar o carro, protestar e depois votar PSD. Ou PAN. Ou BE. Ou não votar.

    O Mendes suspira pelas “democracias mais avançadas do planeta”. Quer dizer partidocracias menos más; e olvida dois detalhes:
    — os políticos de lá não são os pulhíticos tugas;
    — o povo de lá não é o povo tuga.

    • Paulo Marques says:

      Cavalgar a espuma dos dias do descontentamento popular é mau, e correu mal quando o BE o fez. Mas só um partido adopta isso como programa, escondendo com frequência a origem até ver se a coisa corre bem ou mal.

  5. Tuga says:

    Filipe Bostas

    ““Cavalgar o descontentamento popular” não é o que fazem todos os partidos que não estão no poder, incluindo o BE e o PCP?”

    Sempre a branquear o ter partido Neo Nazi – o CHEGA , não é verdade, Bostas.?

    O mesmo partido que tem um eleito na Junta de Freguesia que disparou uns tiros contra uma autocaravana com uma família sueca com 7 crianças la dentro a passar pela aldeia do Concelho de Moura onde o selvagem foi eleito.

    Não, mas disto não falas !

    Muito bla bla bla pseudo esquerdista, que já não engana

  6. Filipe Bastos says:

    Tuga-coisinho, para troll continua fraco.

    Aprecio tanto o Chega como um balde de merda. Branqueamento é o que por aqui se faz quase todos os dias à máfia PS.

    A nossa antipatia pelo Chega é de facto algo diferente: a carneirada abrileira e woke, da qual v. deve fazer parte, só bate na tecla fascista / racista do pulha Ventura. Ora isso é mero folclore.

    O que mais me repugna nele não é esse folclore, mas ser um lacaio de mamões que polui ainda mais a atmosfera pulhítica; uma falsa alternativa que só reforça o Centrão e une carneiros como v.

    Daí aquilo que julga a ser a minha defesa do Chega: este é sempre apresentado como o bicho-papão a banir, como se o resto fosse o ‘mal menor’ e pudesse continuar. Não é. Não pode.

    • Tuga says:

      Cala a fossa garotão, que cada vez enganas menos pessoas.
      Não percebo como te aturam, pois é vira o disco e toca o mesmo.
      Não conhecias esta frase pois não, pós adolescente nojento

      • Filipe Bastos says:

        Bem, eu tentei.

        Daqui em diante só leva de bardamerda para baixo.

        • Tuga says:

          Filipe Boatas

          “Daqui em diante só leva de bardamerda para baixo.”

          No teu caso devia ser bardamerda para cima.

          Bom proveito, garotão

    • Paulo Marques says:

      Pois não o incomoda, é esse o problema, só lhe interessa o umbigo, e se batem nos outros, azarito, que o mundo é injusto.

  7. Amora de Bruegas says:

    Vê se ganhas juízo e aprendes a respeitar os portugueses, nomeadamente os que têm paciência para te ler, ao invés de teres um discurso demagógico, pateta.

  8. Antônio Araujo says:

    Enfim um país que desde 74 somos governados por esquerda e direita e sempre mal governados lá vem a preocupação de uma artimanha do chega (diz o senhor com a mania de eu é que sei)
    Vê se começas a postar coisas de interesse

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