O que é? Para que serve? ou Pela Boca Morre o Peixe

Na passada segunda-feira, o jornal Público decidiu lançar um vídeo explicativo. No vídeo, intitulado “O que é a NATO? Para que serve?”, a jornalista Cláudia Carvalho Silva explica meia-dúzia de factos. Na publicação da notícia no Facebook, comentei alertando para alguns factos que ficaram por enumerar, entre os quais a inclusão de antigos generais do exército Nazi na NATO ou o massacre levado a cabo nos Balcãs.

Por entre insultos, troço ou desvalorização do assunto que coloquei na mesa, por parte de outros internautas, eis que, entre eles, surge Bruno Vitorino. E quem é Bruno Vitorino? Para que serve?

Não farei um vídeo explicativo, mas poderei lançar umas achas para a fogueira. Bruno Vitorino foi deputado de 2011 a 2019, tendo passado pelas legislaturas do governo PáF e da Geringonça. Bruno Vitorino é militante do PSD-Barreiro, tendo sido o candidato à autarquia nas Autárquicas de 2021 (onde ficou conhecido por meia dúzia de tempos de antena, onde, com laivos de lunatismo, dizia que vivemos numa ditadura comunista – o sr. Vitorino confundiu Portugal com Havana, se calhar porque uma vez passou lá férias e achou que por haver muito sol nos dois lados, é tudo parecido).

No comentário que me dirigiu, fazendo a apologia da máquina de guerra que é a NATO, decidiu apoucar os factos que apresentei. Ora, em 2016, o Bloco de Esquerda apresentou, em sede própria, um voto pela libertação dos presos políticos angolanos e um voto de condenação pela repressão imposta pelo regime angolano sobre o seu povo. Relembro: Bruno Vitorino era, à data, deputado dos conservadores-liberais do PSD. Como terá votado estes dois tópicos? Com uma pesquisa rápida, descobrimos: no primeiro, absteve-se; no segundo, votou contra.

Quando o governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas andava a vender vistos gold a oligarcas russos, quando foram apertar a mão a ditadores como Maduro ou à cúpula do MPLA, deduzo, Bruno Vitorino ficou calado. Digo, deduzo, pois não encontrei notícias que me informassem do contrário.

Portanto, aqui temos um homem, do alto da sua moralidade, onde, na sua fotografia de perfil, nos apresenta uma bandeirinha ucraniana, mas que, enquanto representava os interesses doutros na Assembleia da República, decidiu que há vidas que valem mais e vidas que valem menos.

E desengane-se quem acha que da direita pode esperar coerência, humildade, apoio e humanidade. Não. Da direita espera-se isto: a defesa de interesses económicos, venham eles de onde vierem. Ideologia? Só quando dá jeito. No resto, falta de ética e muito palavreado, o que culmina sempre numa grande palhaçada. Ao senhor ex-deputado, recomendo que não tenha vergonha do seu passado, pois quando decidi expor o assunto, fugiu com o rabo à seringa. E é assim que ficamos a saber o que é um Bruno Vitorino e para que serve. Já aqui o je continuará a dizer muitos disparates, em muitas ou poucas linhas e por muito que alguns achem que estou a soldo de alguém. Não estou; talvez um dia estarei, o que significará que sou só mais um entre todos, tal e qual como o senhor ex-deputado.

Siga a banda.

Bruno Vitorino. Imagem retirada do site do Parlamento.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Passamos de comentar o Twitter para comentar o Fakebook. Ao menos admite-se o colapso dos comentários do cada vez mais pasquim igual aos outros.
    Mas, enfim, a NATO é a NATO, o braço armado da TINA e melhor é impossível, nem que custe a habitabilidade do planeta. Siga.

  2. luis barreiro says:

    Faz-te homem e resolve isso com ele, não venhas é para aqui lavar roupa suja de questões vossas que não interessam a ninguém.

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