A eutanásia do PCP

Hoje, no Eixo do Mal (SIC Notícias), na sua primeira intervenção, Daniel Oliveira foi de uma genialidade que me deixou impressionado. Faço aqui a minha vénia.

A forma como explica o quanto a posição do PCP está a prejudicar toda a esquerda portuguesa e como explica a diferença entre ocupante e ocupado é de sublinhar.

Entretanto, o PCP segue rumo a uma eutanásia política. A toda a velocidade.

Comments

  1. Santos Ilídio says:

    Eu não vi a intervenção do Miguel Oliveira mas de uma coisa eu tenho a certeza, não foi uma posição coerente, aliás como é seu apanágio, o PCP é coerente com as suas linhas pragmáticas, boas ou más é coerente, como tal e como é costume, o que o Miguel Oliveira diz não é para se levar a sério 😁

    • POIS! says:

      Pois não!

      O gajo nem levou a mota! Nem sequer o capacete!

      Como é que um gajo destes se pode levar a sério? Francamente!

    • Rui Naldinho says:

      Deve ser Daniel Oliveira e não Miguel, como escreveu.

      O PCP é o mais coerente de todos os partidos. O que escreve de certa forma é verdade, mas só no que concerne à política doméstica. A nível internacional as coisas não se passam bem assim. Mas também é isso que os está a matar.
      Enquanto uns marram de forma obsessiva contra o vermelho, a direita, o PCP marra contra as 51 estrelinhas duma bandeira às riscas.
      A posição do PCP relativamente a esta guerra é até de certo modo, acéfala. No caso de “Bucha” querem uma investigação independente. Até aí tudo bem. Já no caso dos Norte Americanos no Afeganistão ou na ex Jugoslávia, não era necessário nenhuma investigação independente. Era para condenar sem investigação e contraditório. Sem apelo nem agravo. Só porque era yankee.
      Se houvesse coerência tinham de adoptar a mesma postura em ambos os casos.
      Já agora, se coerência é ficar amarrado a certos dogmas revolucionários e geo políticos, do passado, então que se lixe a coerência. Eu a isso chamo teimosia e até estagnação intelectual. Um partido não pode ser um vira casacas, como de certa forma é o PS, que faz uma coisa no governo e defende o seu contrário na oposição. Pode-se ser coerente, mantendo no entanto uma linha de evolução, mesmo que cautelosa, face aos novos desafios que se colocam nas sociedades.
      O PCP está a morrer. Mas a sua morte, ao contrário da do CDS, que se suicidou por questões de conveniência, será uma morte terrível. Será lenta e por definhamento, como se de um cancro letal se tratasse.
      Todos nós dizemos que no dia em que tivermos de morrer por qualquer circunstância que nos escapa, ao menos que seja rápido, para não sofrermos. Apesar de tudo é sempre melhor do que uma lenta e dolorosa agonia. Pois a mim parece-me que o PCP escolheu a pior via. Os trabalhadores encontrarão outras alternativas, ainda que neste momento, infelizmente, a extrema direita esteja a ocupar algumas dessas franjas.

  2. Joana Quelhas says:

    As teorias comunistas nunca tiveram muita adesão por parte do cidadão médio. Com a verificação dos resultados da sua implementação caiu em desgraça ainda maior.
    O comunismo sobretudo a partir do final da década de 50 perdeu tudo.
    Perdeu na política porque produziu ditaduras , perdeu na economia porque produziu países falidos.
    A tentativa desesperada actual é não perder na guerra cultural. Já teria perdido , isso ainda não aconteceu por causa da classe dos intelectuais , que na sua soberba presunção de inteligentes se acham com capacidade de moldar o mundo segundo os seus modelos teóricos formulados no recanto sombrio dos seus gabinetes . E qual teoria lhes confere esse papel ? Pois claro as ideologias esquerdistas.
    Mas finalmente até a guerra cultural parece a começar a estar perdida. Isso deveu-se claro está, ao surgimento da Internet que veio descentralizar a informação e o conhecimento, massificando – o e tornando-o acessível a qualquer um.
    Hoje esta pseudo “inteligentsia” tenta por meios desesperados controlar a Internet, quer seja por tentativas de regulamentação da livre expressão com a criação do conceito censório vago chamado “discurso de ódio”, quer com os “Poligrafos” e também os “cancelamentos”.
    Mas mesmo assim a coisa parece estar a correr mal, muito mal. A varredura do parlamento nas ultimas eleições legislativas é um sintoma fortíssimo disso mesmo. Vamos tarde mas vamos finalmente nos livrar deste peso morto que tem atrasado o nosso país.
    Indivíduos como este rapaz o Daniel qualquer coisa apenas é dos mais perigosos, pois está disposto a moldar os seus princípios ( definição de sem princípios) pela causa. O que lhe interessa é o resultado final (controlo estatal sobre o individuo) , está disposto a tudo , por isso critica esta posição do PCP.

    • Paulo Marques says:

      O direito e ao trabalho nunca tiveram muita adesão por parte do cidadão médio, por isso é que a tomada da bastilha e quejandos nunca aconteceram. Uh huh.

      • Paulo Marques says:

        O direito ao pão e ao trabalho

        • Joana Quelhas says:

          O trabalho não é um direito.
          O trabalho é um DEVER para teres direito ao pão.
          Trocas tudo. é preciso ter paciência …

          Joana Quelhas

          • Paulo Marques says:

            O trabalho ser um dever para ter direito ao pão não faz com que o trabalho não seja um direito.

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            Com que então…

            “O trabalho não é um direito.
            O trabalho é um DEVER, para teres o direito ao pão.
            Trocas tudo, é preciso ter paciência…”

            Digamos que a “mentalidade quelhista” não anda longe do bolchevismo mais puro.

            Talvez por influencia do Pavlov baba-se toda quando bota “filosofia”.

  3. Joana Quelhas says:

    Olha-me este…inteligente
    A tomada da bastilha…
    Quantos presos estavam na Bastilha ?
    6
    Quantos se queixaram de torturas?
    1
    Qual o seu nome?
    Marquês de Sade.

    Fantástico o Marquês de Sade a queixar-se que o estavam a torturar…
    Ainda pensas que a Revolução Francesa foi feita pelo Povão! Que engraçado. deves ter um curso superior.
    Se não tivesses sido cerebralmente estropiado sabias que a RF foi uma revolução da Burguesia endinheirada contra a Nobreza privilegiada e falida…
    Tens de ler mais “papers”…

    Joana Quelhas

    • Paulo Marques says:

      Valha-me deus.
      A tomada da bastilha é simbólica, nem sequer é o evento mais relevante. Aliás, surgiu pela confusão por a burguesia ter tentado criar e controlar a revolução, falhando sempre redondamente, até ao chamado Terror, nem de perto o pior terror, onde decidiu que era melhor tentar voltar atrás do que ceder ao direito ao pão e à constituição de 1793.

      • Paulo Marques says:

        Tal como foi esse medo do espectro que levou a cedências durante mais de um século, preferindo aumentar a brutalidade em sítios longínquos permitidos pela globalização, que deixou de dar uvas e agora entra em completo retrocesso… onde mais espectros se levantam.

  4. Rui Naldinho says:

    “Ainda pensas que a Revolução Francesa foi feita pelo Povão! Que engraçado. deves ter um curso superior.
    Se não tivesses sido cerebralmente estropiado sabias que a RF foi uma revolução da Burguesia endinheirada contra a Nobreza privilegiada e falida…”

    A mim parece-me mais que a 🐞 não consegue interpretar os factos tal como eles são.
    Uma revolução é sempre feita “pelos que estão em baixo contra que estão em cima”. Se quiser, dos que não têm privilégios contra os que os têm.
    Sendo a burguesia endinheirada, nem era tanto assim, mas, finjamos que era, uma casta sem o estatuto da nobreza, nessa época, o natural seria haver enormes tensões sociais. E havia. Até porque, essa burguesia nada tinha a ver com a de hoje. Era muito mais volátil, dependente das concessões dadas pela coroa, para a actividade comercial, precisamente por não ter estatuto nobre.
    Nessa altura ainda não se tinha iniciado a Revolução Industrial.
    Nessa época, dentro da burguesia, havia até transferência social de baixo para cima e no sentido inverso. O que não havia era ascensão ao estatuto nobiliário da realeza. Nesse tempo a burguesia era a cúpula mais bem sucedida do povo.
    Como em todas as revoluções, os cabecilhas nunca são os sem abrigo ou indigentes, os alcoólicos ou as prostitutas, os vagabundos ou serviçais. “Esses são a carne para canhão”.
    Numa revolução quem comanda e instiga a ação, são por norma intelectuais, patentes militares intermédias e eruditas, burgueses e liberais, … aqueles para quem a ditadura, o absolutismo, a autocracia, são no mínimo, um estorvo. Por vezes uma aberração.
    Com a revolução industrial em meados do século XIX, a burguesia ascende ao estatuto anteriormente ocupado pela nobreza, passa a dominar, e esta tende a desaparecer, com o ocaso das monarquias. Estamos no prelúdio das Repúblicas modernas, no qual os EUA 🇺🇸 fazem a sua aparição. Contaminam à posteriori todo o seu continente, as colónias de outros continentes, e até a Europa.
    Depois vem a revolução bolchevique, dita operária, se quiser, comunista, a qual, por muito que lhe custe aceitar, alterou completamente as relações de produção nuns casos, e de trabalho noutros, no século XX, nomeadamente a partir do fim da Grande Guerra, que ao contrário do que muita gente pensa, foi a de 1914-1918.
    A História é muito linda e ensina alguma coisa, mas saber lê-la é bem mais importante do que decorá-la.

  5. Joana Quelhas says:

    “Numa revolução quem comanda e instiga a ação, são por norma intelectuais, patentes militares intermédias e eruditas, burgueses e liberais, … ” .
    Estamos então de acordo quando digo:
    “Ainda pensas que a Revolução Francesa foi feita pelo Povão! ”

    Queria ainda dizer que quando aconteceu a Revolução Russa e o subsequente golpe de estado Bolchevique em Outubro de 1917 ainda não tinha acontecido a revolução industrial na Rússia!

    Sim o melhor é mesmo compreender em vez de decorar.

    Joana Quelhas

    • Rui Naldinho says:

      Sabes ler?
      Se calhar não sabes.
      Falei na Revolução Francesa, ou não terá sido isso que a 🐞 abordou?
      Ou será que para si, a Revolução Industrial foi antes da Revolução Francesa?

  6. Joana Quelhas says:

    O trabalho não é um direito.
    O trabalho é um DEVER, para teres o direito ao pão.
    Trocas tudo, é preciso ter paciência…

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      Com que então…

      “O trabalho não é um direito.
      O trabalho é um DEVER, para teres o direito ao pão.
      Trocas tudo, é preciso ter paciência…”

      Digamos que a “mentalidade quelhista” não anda longe do bolchevismo mais puro.

      Talvez por influencia do Pavlov baba-se toda quando bota “filosofia”.

  7. Paulo Marques says:

    Já vi. Nada o impediu de escrever sobre os tais assuntos que se sente constrangido a falar, como hoje não impede outros que o conseguem, como mostra a Carmo Afonso. Simplesmente não achou importante ou não se achou capaz, acontece a todos. Achar que vai ser a paz podre possível alimentada à base da maior destruição e revanchismo possível que vai permitir o diálogo e a mudança já é puro lirismo, que ninguém vai celebrar, mas vai haver muitas palminhas nas próprias costas a dizer que estiveram todos muito bem.

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