Paz para a Ucrânia, armas para os ucranianos, condolências para o PCP

Foto de Waldemar Walczak

Eu também quero paz para a Ucrânia. Porém, ao contrário dos líricos e dos colaboracionistas dissimulados, também quero que as democracias continuem a apoiar os ucranianos com ajuda humanitária, dinheiro e sobretudo armas. Muitas armas. Armas para se defenderem das tropas invasoras, para rebentarem com os seus tanques, para abaterem os aviões que bombardeiam, para explodir com os veículos de lançamento de rockets e outros shells, para transformar a vida dos imperialistas russos num Inferno. Porque isto não é uma guerra. É uma invasão. Uma invasão onde existe um agressor, que invadiu, e um agredido, que resiste como pode. E é do lado do segundo que se devem posicionar os democratas.

Afirmar, como o PCP, que tudo o que contribuiu para aumentar a capacidade de resistência dos ucranianos é “contribuir para a escalada do conflito” é indigno do legado de todos os comunistas que combateram e morreram a combater a ditadura fascista do Estado Novo. Imaginem o que seria se o mesmo argumento fosse usado quando a URSS financiava a resistência antifascista portuguesa. Que não podiam continuar a apoiar a sua causa para evitar a escalada do conflito.

Que pretende o PCP? Que Putin ocupe e anexe a Ucrânia sem resistência? Que continue a sua marcha em direcção à Lisboa, como sugeriu Medvedev? E porque raio não está o PCP a criticar uma investida imperialista e totalitária de um regime de extrema-direita como o russo, que representa e financia aqueles que querem precisamente destruir o que resta do comunismo? O povo ucraniano merece-lhe menos respeito que o palestiniano ou jugoslavo? Triste suicídio, este feito em nome de um canalha como Putin.

Comments

  1. Joana Quelhas says:

    “…é indigno do legado de todos os comunistas que combateram e morreram a combater a ditadura fascista do Estado Novo. …”

    Bonito, muito bonito , mas o que é que comunistas queriam implantar em Portugal após o derrube do fascismo ? ….
    Uma ditadura ( convém aqui relembras as palavras de Edmundo Pedro : nós combatíamos a ditadura de Salazar mas queríamos implantar uma ditadura muito pior)!

    Só por isso parece fazer sentido o trecho seguinte:

    “Imaginem o que seria se o mesmo argumento fosse usado quando a URSS financiava a resistência antifascista portuguesa”.

    Você que me está a ler não notou esta subtil contradição entre luta por Liberdade e Luta por Ditadura.
    Não atingiu que o que a URSS queria fazer em Portugal era o que está afazer agora no Ucrânia , mas por procuração ?

    Repara bem que o escriba está a transferir as características heroicas do corajoso povo Ucraniano para os comunistas nacionais que tentavam derrubar o estado Novo. Omite deliberadamente e ardilosamente que no nosso caso se tratava exatamente do mesmo, só que a URSS em vez de estar a usar militares seus , usava os vendidos dos comunas.

    É isto. Se não tinha percebido não fique admirado, segundo os estudos de Festinger , Skinner e muitos outros , uma eficaz maneira de quebrar o espírito crítico é provocar um contradição óbvia como se lógica fosse, pois isso irá criar na cabeça do individuo uma dúvida cuja culpa atribuirá a si mesmo. Pensa que não deve estar à altura de compreender o fenómeno e desiste de do assunto .
    É este o esquema mental dum comunista.

    Joana QUelhas

    • Paulo Marques says:

      [citation needed]

    • POIS! says:

      Pois não me diga, ó Quwelhass!

      Que o Festinger, o Skinner e os “muitos outros” passaram a vida a elaborar teoria a pensar unicamente no esquema mental comunistas. Até lá tinham uma meia-dúzia em gaiolas para experiências.

      A Dona Quelhas ainda se ofereceu para servir de variável independente, mas foi rejeitada por ausência de sinais de atividade cerebral.

      Foi pena.

  2. estevesayres says:
  3. Joana Quelhas says:

    Realmente ! Não querem saber … o PCP acha horrível que os ucranianos matem SOLDADOS russos… Já os soldados russos matarem civis está tudo bem…

    Joana Quelhas

    • Paulo Marques says:

      São os dois imperdoáveis. Não é a posição de nenhum partido que o legado vai ser impensável quanto mais se assinta, mas devia ser.

    • Paulo Marques says:

      E não esquecer que há alguns inergúmenos ucranianos comprovadamente a matar civis que não podem passar. Sim, alguns, para a primeira e para a segunda parte da frase, não é justificação de mais porra nenhuma.

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