
PCP e Chega, a mesma luta – parte II
16/04/2022 by

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Já cheira a desespero.
Este tipo de discurso do PCP é tão demagógico como alguns que a direita fez e faz. E não é necessário evocar o Chega.
Eu dou um exemplo. O exemplo da salário mínimo nacional que subindo levaria à falência de milhares de empresas. Aliás ainda não mudaram o discurso e ainda nestas últimas eleições assistimos a um valente exercício de hipocrisia por parte deles. Mas dou outro exemplo, porque está agora na berra. Durante anos os partidos da ex PàF argumentaram que os transportes públicos nas grandes metrópoles não podiam ser tendencialmente gratuitos, porque o resto do país também não usufruía deles, o que até é falso, e que esse custo seria suportado também por eles.
Um monumental embuste. Toda a gente sabe que quanto mais pobre é uma região, menos impostos paga. Recebe mais do que aquilo que contribui. Não têm culpa, claro. Gostariam que fosse diferente, com toda a certeza. Mas infelizmente é a realidade que vivemos.
São as regiões mais ricas as que contribuem para o grosso do PIB nacional. Daí ser demagógico esse argumento da borla metropolitana nos transportes públicos.
Mas podíamos também ir pela velha luta explicada pelos partidos da direita, entre o público e o privado. Pior demagogia não há. O privado tem uma função e o público outra. Um vive do lucro, muitas vezes até de forma desregulada. Outro corrige assimetrias locais, regionais e sociais.
Voltando à NATO. Podes não gostar, mas se a maioria aceita ou prefere lá estar, tens de aceitar. Eu não concordando com tudo o que fazem prefiro lá estar. O mais provável é Portugal estando fora da NATO, um dia destes acordar espanhol.
Por outro lado, se és membro da Aliança Atlântica e estás na sua estrutura militar, é o caso de Portugal, então só podes estar à altura dos acontecimentos, participando nas ações de defesa dos países integrantes. Isto não é de birras. Ou estás, ou não estás e sais fora.
O resto, como atrás referi nos exemplos citados, é pura demagogia. Esta vinda do PCP que vê a NATO como inimiga, só porque tem Norte Americanos.
Estamos em guerra e ninguém nos avisou? É essa a actualização da desculpa para perder salário?
Depois continuem a perguntar como pode ganhar a Marine.
Já andamos a perder salário desde 2010. Ou não é isso que dizem as estatísticas?
Na altura não havia a Guerra na Ucrânia.
Utilizar a Guerra da Ucrânia para fazer demagogia é o mesmo que utilizar a dicotomia público privado, ou litoral interior, para fazer demagogia, com salários, transportes ou rede viária.
Se isso não é uma verdade insofismável, então não sei o que vos diga.
Eu sou contra a Guerra e não alinho de forma acrítica no apoio à NATO. Pelo contrário. Agora também não alinho na hipocrisia do PCP. As motivações do PCP neste contexto bélico são apenas ideológicas.
Aquando da invasão da URSS à Hungria, Checoslováquia e até Afeganistão, o PCP apoiou-as.
Qual é a coerência?
Nenhuma.
Perdemos poder de compra à bem mais que isso, um bocadinho mais tarde aqui por causa do suborno de coesão.
Mas, pronto, vou concordar que fazer propaganda com 1.2m€ é demagogia, o problema é mesmo o resto. Mesmo que não precisemos de entrar em circos para ficarmos na NATO.
Claro, o problema é mesmo o resto. Os detalhes estão nos “restos”.
Num ano em que se prevê um crescimento da produtividade de 3.5% e um decréscimo dos salários reais de 0.8%, para onde vai o dinheiro?
Chega e PCP sempre governaram tão mal que pelo andamento ainda levam de novo e mais uma vez Portugal à bancarrota.
Dizer que o aumento do salário mínimo nacional levaria à falência de milhares de empresas é obscurantismo mercantilista, politico, económico e social . Assim falam os pobres de espírito em economia, sem contar com a direita reacionária que faz disso uma forma de pegar o António Costa pelos colarinhos e ele com medo de perder a maioria diz que não vai aumentar os salários só para combater a inflação quando o problema já vem de trás e assenta numa perspectiva de miséria nada condizente com os países desenvolvidos.
Deve haver cursos de aritmética em qualquer lugar…
Pois há!
Por isso, Vosselência ainda vai a tempo de tirar algum.
Deve dar jeito lá para a mercearia. Aumenta-se o arroz por causa da inflação e a culpa é da mulher da limpeza.
Essa parte é perfeitamente razoável, por acaso. Só que são empresas completamente inviáveis que só se podem manter vivas através do constante atraso da economia – o que pode ser aceitável durante curtos períodos, mas 20+ anos é um bocadinho demais. E criou muitos clones a apostar na continuação do disparate.