Aqui estou, Manuel Acácio

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, vai, na semana que vem, apresentar a proposta do próprio para a introdução de transportes públicos gratuitos na capital. Não é que Carlos Moedas queira muito, mas como a esquerda tem maioria na CML, lá vai ter de fazer o frete e cumprir com uma das medidas que lhes prometeu.

Com isto, muita coragem, sr. Moedas: no PSD ficará ligado à introdução de uma medida que o próprio PSD apelida de… “coisa de extrema-esquerda”. Depois de há uns anos ter ouvido Pedro Passos Coelho a defender o “Imposto Mortágua”, tudo é possível. Parabéns, Carlinhos!

Fotografia: Bruno Gonçalves.

Comments

  1. Alexandre+Barreira says:

    …como diria o outro……”uma moedinha pró ceguinho”…..!!!

  2. francis says:

    Transportes gratuitos na capital ? Boa!. A malta vai e vem e entra e sai quantas vezes quiser e lhe apetecer, um fartote. Porreiro, pah. Quanto é que isso vai custar aos contribuintes portugueses ? ( Sim, porque não serão os italianos a pagar nem um benemérito privado)

    • Paulo Marques says:

      Custa pagar menos em multas por poluição ambiental e em perda de produtividade por demoras em transportes.
      Mas, boa, vamos perguntar porque é que havemos de pagar por uma sociedade, e correr o risco de alguém perguntar porque há-de pagar por escolas e estradas vazias, como alguém se lembrou de perguntar porquê pagar por centros de saúde e postos de correio para ninguém. Tenho a certeza que é mesmo boa ideia ser cada um por si.

  3. jose valeriano says:

    Se por ventura os Lisboetas tiverem transportes de borla como ficam os outros Portugueses que não habitam em Lisboa?
    Será que há dois tipos de contribuintes?
    Vamos esperar para ver.

    • Rui Naldinho says:

      Esse é um argumento falacioso. E já está um pouco gasto.
      Os Lisboetas ou Portuenses também podem evocar que contribuem mais para o PIB nacional do que o habitantes de Arronches, Maçào, Bragança ou até Viseu. E não é mentira nenhuma. A cintura industrial de Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro ou Braga têm um impacto na economia muito mais forte que a Guarda, Viana do Castelo, Vila Real, Évora, Beja Santarém, …
      Mas esse desiderato advém de estarmos em regiões densamente povoadas com forte investimento público e privado.
      Claro que o interior não tem culpa disso.
      Os Lisboetas não devem evocar esse argumento fiscal por exemplo, para querer benefícios, tal como as outras regiões não podem evocar a presumível borla aos lisboetas, apenas porque “não beneficiam dela”. Os transportes públicos gratuitos em Lisboa a existirem têm sair dos recursos municipais, ainda que possa haver alguma ajuda governamental.
      Eu passo parte das minhas férias no concelho de Sabugal, numa aldeia a 10km. De carro demoro dez minutos a chegar à vila ou vice versa. E a fazer o percurso à velocidade de 60km hora.
      Em Lisboa 10km são uma eternidade. No Porto igual.
      Acresce que na província também há transportes gratuitos. Não há é com a frequência das grandes metrópoles. Nem pode haver. As aldeias são habitadas por reformados. Muitas delas em extinção.

  4. JgMenos says:

    Eis o cenário:
    – O homem prometeu nas eleições transportes gratuitos.
    – A esquerdalhada tem maioria na CMP
    Donde se conclui: mais uma vitória da esquerda que concordou com transportes gratuitos.
    Espero que isso venha a ser à conta da multidão dos tachos que amesendam essa cambada de parasitas.

    • POIS! says:

      Pois continuamos deveras preocupados…

      Com o que estamos a ver.

      O Menos com um testículo pendurado da nuca? Com um calcanhar cravado na omoplata? Com a perna esquerda a dar duas voltas ao pescoço? E…a mijar pela cova do braço???

      O Menos está mesmo todo torcido! Isto é grave, meus senhores! Pelo Menos, o prognóstico é reservado!

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