Polígrafo entrevista André Ventura

Fotografia: Micaela Neto

O Polígrafo entrevistou André Ventura.

Quando soube disto, achei um absurdo um “fact-checker” estar a dar ainda mais palco à extrema-direita, sentimento reforçado quando me lembrei que, segundo o próprio Polígrafo, o líder do Chega foi o político que mais mentiras acumulou em 2022.

Depois deste impulso, fui ler a entrevista. E só tenho de dar os parabéns à Salomé Martins Leal pela condução da mesma, pois fez o jornalismo que já há muito era exigido que se fizesse ao wannabe Bolsonaro cá do burgo, o Bolsonaro da Wish, como uma vez lhe chamou o meu amigo João Mendes. Assertiva, fez perguntas directas e incómodas, encostou o pequeno proto-ditador à parede várias vezes, não o deixando fugir a algumas perguntas e deixando que este se emaranhasse na dualidade do seu próprio discurso. Um must.

Dir-me-ão: “sim, ó João, mas isto só dá mais palco à extrema-direita e pode ser um catalisador para os fazer crescer”; eu respondo-vos que não discordo da sentença, mas que entre deixá-los crescer sozinhos de qualquer forma (sim, a realidade é essa) ou fazer-lhes frente apresentando contraditório, eu preferirei sempre a segunda opção.

Quando alguém quiser voltar a entrevistar este moço de recados do capital reaccionário, recomendo que leia a entrevista e que aprenda alguma coisa com o trabalho que a jornalista Salomé Leal fez; terão muito a aprender. Fica um aperitivo: ao que parece, a IURD, esse antro de bons rapazes, financia o Chega.

Nota para a frase escolhida para ilustrar a primeira parte da entrevista, dita exactamente dessa maneira por André Ventura, que tropeçando nas próprias palavras admite, por mais do que uma vez, que sabe que mente em muitos assuntos.

Entrevista do Polígrafo a André Ventura: 

  • Parte 1: “Eu não minto para ganhar votos”

  • Parte 2:“Não gosto de coisas ilegais. Acha que devemos aceitar pessoas ilegais cá?”

Comments

  1. JgMenos says:

    Contraditório?
    Acusatório, típico de comadre de vão de porta a dizer mal da vizinha!

    • Paulo Marques says:

      Como é que alguém tem o desplante de questionar o entrevistado, onde já anda a pouca vergonha!

      • João L Maio says:

        Ainda hoje me questionei se o nosso animal de estimação estaria doente! Afinal, deu de si. E vem igual a si próprio: saudosista do Estado Novo!

        Nunca desilude, pelo Menos.

    • POIS! says:

      Pois foi!

      Deviam ter aprendido com Vosselência, homem de fino trato, respeitador dos opósitos, que nunca levanta o dedo acusador contra ninguém!

      Infelizmente, esta malta nova tem destas coisas. Começa por implicar com aquilo da conferência do Sócrates ter sido há dez anos, como se tal fosse importante e vai por aí fora. Dez anos! A morte do Conde Andeiro foi há mais, e ainda hoje se fala disso!

      Até leu nos escritos do Pastorinho que, antigamente, tinha outra posição sobre o aborto e a eutanásia, quando aquilo que ele escreveu foi quando estava em transe por ter acabado de experimentar umas fumaças de haxixe, porque queria experimentar, em pessoa, se valeria a pena legalizar a coisa.

      Mas depois de umas 245 sessões de fumaça, chegou à conclusão que não.

  2. luis barreiro says:

    longa vida ao chega morte aos regimes comunistas

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