Da série “é preciso comprar o Expresso para saber o que se passa no país”

O desfecho das eleições alemãs está em destaque na edição online do Expresso e ocupa o topo da página web. Entre as várias peças, citações e considerações, há um nome que se destaca: Pedro Passos Coelho. O líder da oposição está preocupado com a extrema-direita alemã mas, assegura, o que se passa no domínio da chanceler nada tem a ver com a situação portuguesa. Até porque, pelo menos por enquanto, nada mais por cá há do que um partido fascista sem expressão eleitoral e um outro, outrora moderado, que apoia um candidato que foi acusado de roubar o discurso da extrema-direita. Um candidato xenófobo com sonhos molhados sobre penas de morte e castrações químicas. Pelo que importa dar destaque à preocupação de Passos Coelho com a ascensão da extrema-direita, não vá essa esquerdalhada injusta e ingrata querer ligar o homem a gente dessa. Ainda bem que temos o Expresso para saber o que se passa no país.

Uma nuvem suástica que paira sobre Berlim

Fotografia: Bernd Settnik/DPA@Berliner Morgenpost

Com as urnas fechadas e os votos contados, as conclusões a retirar destas legislativas alemãs parecem-me muito óbvias: a CDU/CSU de Angela Merkel sofre uma queda aparatosa, dos 45,3% de 2013 para 33%, o SPD de Martin Schulz obtém o pior resultado de sempre, ficando-se pelos 20,5%, após os 29,4% de 2013, e o grande vencedor do acto eleitoral é o partido de extrema-direita AfD, que nas eleições de 2013 não conseguiu eleger um único deputado e que agora consegue uma votação de 12,6% e 94 dos 709 assentos disponíveis no Bundestag. [Read more…]

Jamaica ou GroKo?

Afinal, não há GroKo (palavra do ano em 2013). Talvez Jamaica (Jamaika, para os germanófonos).

Primeiros resultados das eleições na Alemanha

Extrema direita com ca. 13% no parlamento (vindos sobretudo do leste (ex-RDA)), partido de Merkel com o pior resultado desde 1949, SPD de rastos, Linke e Verdes na mesma e os (neo-)Liberais regressam ao parlamento.

Isto dá vontade de emigrar.

Venturas alemães ganham terreno na corrida ao Bundestag

com a diferença que, na Alemanha, a extrema-direita não costuma brincar aos social-democratas.