Primeiros resultados das eleições na Alemanha


Extrema direita com ca. 13% no parlamento (vindos sobretudo do leste (ex-RDA)), partido de Merkel com o pior resultado desde 1949, SPD de rastos, Linke e Verdes na mesma e os (neo-)Liberais regressam ao parlamento.

Isto dá vontade de emigrar.

Comments

  1. Democrata says:

    Apesar de toda a propaganda feita em prol de Angela Kasner, a principal candidata da extrema-direita apresentada pelo neoliberalismo ás eleições de 2017 na República Federal da Alemanha, o resultado ficou aquém das expectativas, não deixando de ser impressionante que dos 6 partidos de extrema-direita neoliberais existentes neste país, 3 deles, a União Democrata-Cristã (CDU), Partido Democrático Federal (FDP), e Alternativa para a Alemanha (AFD), conseguiram uma votação expressiva o que pode colocar em risco a credibilidade do projecto europeu e a democracia.

    Quanto ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e restantes forças progressistas, devem tirar ilações desta pesada derrota e fazer uma profunda reforma na maneira como actuam e nos seus programas políticos, de maneira a corresponderem ás necessidades dos cidadãos alemães.

  2. Rui Naldinho says:

    Não festejo a vitória de Angela Markell, mas também não a diabolizo. Por muitos defeitos que Markell tenha, já fez mais pela Europa, mesmo que poucochinho, do que a tralha Barrosista, Junckeriana, e personagens bizarras como Hollande, alguma vez fizeram. A Europa hoje é um antro de oportunistas, e foi preciso ser uma mulher vinda da ex RDA, a mexer alguma coisa nesta Europa de burocratas taxistas.
    Poupem-me a choradinhos fúnebres, de uma esquerda obtusa, que prefere levar no engodo gente que apenas aspira a uma condição de vida digna, nada mais do que isso, enquanto se arranjam uns tachos e negócios ruinosos para alimentar seitas e amigos, travestidos de Socialistas.
    Abomino mais um gajo de esquerda que me trai, do que um de direita que nunca me pode trair, porque não acredito nele.
    Rigozijo-me sim, com a derrota do SPD. E muito. Para mim quem trai os seus ideais não merece ser respeitado.
    E necessário refundir a social democracia, já.
    Mas não é com esta trupe, de certeza!

    • Ana Moreno says:

      Concordo Rui, o SPD traíu os ideais, traiu a esquerda e não merece sair do buraco em que está porque continua a fazer o jogo neoliberal. Introduziu na Alemanha as “reformas” que precarizaram o trabalho e que depauperam um grupo crescente de pessoas. Num país tão rico, em que se anda a discutir o que se há-de fazer aos cofres cheios, é inadmissível que haja gente a trabalhar a tempo inteiro e ainda tenha de ir à “sopa dos pobres.” Não está mal esta reportagem:
      https://www.rtp.pt/play/p3032/e307108/linha-da-frente

      A Merkel… o problema maior dela é a subserviência à indústria, a crença (e nela até acredito que seja crença) de que, se a economia funcionar bem, todos acabarão por ser beneficiados. Já era mais do que tempo de ter percebido que a fórmula não resulta, mas está visto que isso nunca lhe entrará na cabeça. O que lhe atiram aqui à cara é a abertura da sua política de refugiados e andar a fazer “política do SPD”; quando mais do que isso, é o SPD que anda a fazer a política dos democrata-cristãos.
      Sou contra a sua política, mas admiro o seu formato. NUNCA, em todos estes anos, a ouvi deitar outros abaixo para se elevar; nunca aponta o dedo, apenas diz: conseguimos isto e isto. Nos tempos que vão correndo, acho notável.

      • Rui Naldinho says:

        Ana, eu estou a enviar-lhe isto, Li esta manhã na minha pagina pessoal do Facebook.
        Uma advogada amiga já me tinha dado a conhecer a noticia que consta do JN Porto.
        Mas o Francisco Louçã fez-nos o favor de se referir a ela, com mais pormenor.
        E necessário gritar bem alto contra este tipo de energúmenos que vivem no tempo das cavernas. Juízes incluídos.
        Cumprimentos.

        Só o coloquei nesta pagina, para não interferi com o seu ultimo artigo.

        • Ana Moreno says:

          Rui, isto é de tal modo inacreditável, que me pareceria um fake, se não fosse o Rui alertar e a Isabel Pires publicar. Estou longe, mas se isto é assim, não chega gritar, é preciso fazer alguma coisa concreta. Tem alguma ideia? Conte comigo para a realizar dentro das minhas possibilidades.

    • Rui Naldinho says:

      Por lapso, ontem nem me tinha apercebido que o corretor ortográfico por defeito, em vez de assumir a palavra “refundar”, me atirou para a palavra “refundir”, o que não é bem a mesma coisa.

  3. JgMenos says:

    Quando os da esquerda nem se dão ao trabalho de demonstrarem que têm um sistema económico alternativo ao capitalismo e se limitam a tentar desacreditar os pressupostos da sua existência, esperam o quê?

    • ZE LOPES says:

      Desacreditar o capitalismo? Ná! Eu ia lá prejudicar a existência de tão lindo regime económico! Eu sou de esquerda, mas não tenho nada contra o capitalismo e os capitalistas. Até acho que cada português deveria ter um capitalista

      • JgMenos says:

        Um ridículo que diz bem do quanto têm claro o que projectam.

        Na verdade, cada esquerdalho só se contenta em ser capitalista ou em que não haja nenhum;
        na primeira hipótese evita os horrores do mercado e procura chegar-se às mamas do Estado;
        na segunda espera fazer o mesmo a tempo de que a miséria sobre para os outros.

        • ZE LOPES says:

          V. Exa. não entendeu. Eu não quero ser capitalista,. mas respeito os capitalistas. E até acho que cada português devia ter um capitalista. Eu, por acaso já tenho. Se V. Exa. é capitalista, não perca a esperança, que averá um português que o vai adotar, não tarda nada. Desde que o BES, etc. faliram que há muita falta…

  4. Tá lindo, tá…

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  1. […] Afinal, não há GroKo (palavra do ano em 2013). Talvez Jamaica (Jamaika, para os germanófonos). […]

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