
Isto não é Portugal
Condecorem os estrategas geopolíticos de Vladimir Putin, já!

De forma inteligente e educada, e com o Kremlin enquanto alvo das suas declarações, o presidente finlandês explicou, há dias, o porquê do seu país estar à beira do fim de uma longa tradição de neutralidade, estando já em processo de adesão à NATO:
– Foram vocês que causaram isto.
Compreende-se. Se eu vivesse num país que partilha 1300km de fronteira com a Federação Russa, já teria metido os papéis mais cedo.
Sim, já sei que vou levar com malta a falar dos crimes da NATO. Não os ignoro. Nem vou perder tempo a argumentar porque a complexidade dessa discussão daria para um outro post, ou vários, mas não será este.
[Read more…]The Valongo-Panamá Connection: o regresso de Agostinho Branquinho (e de Marco António Costa)

Ao contrário daquilo que normalmente acontece no PS, onde qualquer militante da mais recôndita freguesia, quando em contacto com alguém que esteve em contacto com alguém que esteve em contacto com Sócrates, corre risco iminente de ser imediatamente infectado com o vírus da corrupção, no PPD-PSD a vida tende a ser mais tranquila. Ou, como um dia lhe chamou Paulo Portas, “O PPD é o Estado em movimento. É a versão carnal, física do Estado”. Em princípio é isto.
Veja-se o caso de Dias Loureiro, que, tal como José Sócrates, não foi ainda condenado por coisa nenhuma, mas que, ao contrário do antigo PM, faz a sua vidinha na descontra, sem que perigosa imprensa controlada pela esquerda e pelo PS ouse incomodar a paz de um dos banqueiros por trás desse grande sucesso de bilheteira que foi o BPN. Tirando um ou outro meme, inócuo, com o qual ocasionalmente nos cruzamos numa qualquer rede, já não me lembro de ouvir ou ler uma linha sobre Dias Loureiro. A última vez que me recordo ouvir falar nele, foi quando Pedro Passos Coelho, nos idos tempos de além-Troika, decidiu elogiá-lo e apresentá-lo ao país como um exemplo de sucesso.
Violação na Suíça: culpar a vítima, desculpabilizar o agressor. Outra vez.
Na Suíça, um violador português condenado a quatro anos e três meses de prisão efectiva viu a pena ser-lhe reduzida, por via de um clássico, por cá sobejamente conhecido: afinal, a culpa é da vítima.
O argumento usado pelo violador, para recorrer da decisão da primeira instância, resume-se a isto: o violador viu a mulher entrar num WC com outro homem e deduziu tratar-se de uma rapariga fácil, disponível para relações sexuais desprotegidas e não consentidas.
[Read more…]Pelo direito a decidir morrer

Fotografia via The Local
David Goodall viajou até à Suíça, onde agendou a sua morte medicamente assistida para o dia de ontem. Aos 104 anos, e com a sua saúde a deteriorar-se mais do que o botânico australiano pretendia suportar, David decidiu morrer.
Não o pôde fazer na Austrália, como não o poderia ter feito na maior parte dos países do planeta, porque a liberdade individual é um conceito relativo. Mesmo nas orgulhosas democracias ocidentais, ainda existem aqueles que defendem que o direito a colocar um ponto final na nossa vida, ainda que manifestado por alguém na posse de todas as suas faculdades, lhe está vedado. Como se a vida de cada um fosse propriedade do Estado ou dos defensores do politicamente correcto. [Read more…]
Bem vindos ao Swissleaks
Uma história de fraude fiscal denunciada pelo ICIJ, com epicentro na filial suíça do banco HSBC, através da qual centenas de multimilionários fugiram aos impostos nos seus países. Não perca o próximo episódio porque nós também não!
Não pagamos, dizem eles
Na Suiça há €24 mil milhões não declarados, fugidos de Portugal. Nós pagamos.
Limpeza étnica no futebol suíço
(Fonte: Extra3)
Ainda que por escassa diferença (50,3%), a Suiça disse este Domingo “Sim” à introdução de restrições à circulação de cidadãos da União Europeia no seu território. E enquanto a extrema-direita festeja e os dirigentes da União avisam que este uso “desregrado” da democracia terá consequências, o blog alemão Extra3 publica uma montagem daquilo que seria a selecção nacional suíça sem os seus imigrantes ou descendentes. O Mundial do Brasil estaria seriamente comprometido para o que restasse dos helvéticos. Em Portugal resolvia-se o problema com “vistos-talento”.
José Sócrates começou a trabalhar
Ao fim de 55 anos de vida, finalmente começou a trabalhar. Alguma vez haveria de ser a primeira. Só é pena que seja numa empresa ligada à Máfia, mas temos de ter em conta que é um trabalhador inexperiente a dar os primeiros passos no mundo do trabalho…
Este Schengen não é para pobres
A Suíça planeia fechar as suas fronteiras a espanhóis, italianos e portugueses (notícia em castelhano).
Guerra Santa – Kadhafi não esquece os minaretes
Cá se fazem cá se pagam. Leiam porque é que o espaço de Schengen se encontra seriamente ameaçado. Se a perda de poder solidário do ocidente no mundo continuar, qualquer dia nas nossas relações com os países muçulmanos verificar-se-á uma obediência antecipada da nossa parte. Será o fim das nossas liberdades democráticas.
Rolf Domher
SPIEGEL ONLINE, 02/26/2010
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Alpine Jihad: Libya’s Gadhafi Declares Holy War Against Switzerland
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The feud between Libya and Switzerland has been simmering for months. On Thursday, Moammar Gadhafi went on the offensive, calling for a jihad against the Alpine country.
You can download the complete article over the Internet at the
following URL:
http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,680525,00.html
Inverno e árvores de cimento
Inverno. Neve, frio, fogo dentro de casa, a hospitalidade dos amigos, a trompetista Hilaria Kramer e Luigi Abbondanza, com quem partilhei algumas aventuras teatrais.
E esta sua casa, em Lugano, construída em 1920 por um seguidor de Gaudi.
As árvores que fotografei são colunas da casa, feitas de cimento.
Inverno (do meu contentamento) e árvores de cimento.



Crónica de Basileia em imagens
Continuação daqui

Mercado de Natal

Servindo Vinho Quente (Gluhwein) no Mercado de Natal

Simpático grupo de suíços bebendo Vinho Quente (Glühwein) no Mercado de Natal

Rede de eléctricos rápidos no centro da cidade
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Crónica de Basileia

Basileia é uma cidade interessante e agradável, à qual se vai porque há viagens «low cost». Tem especial interesse nesta altura do ano, com o seu típico Mercado de Natal, que dá um colorido muito especial às ruas da cidade.
Mercado de Natal só para ver, claro, não para comprar. A principal nota deste fim-de-semana na Suíça é mesmo o nível de vida. Basileia é mais cara do que Paris, Londres, Dublin ou Reiquejavique. Tudo caríssimo, quase insuportável para a bolsa de um português médio. Nos restaurantes e mesmo nos supermercados – só para dar dois exemplos, um pão normal (um molete pequeno) custava o equivalente a 80 cêntimos, um frasco pequeno de café instântaneo, tipo Mokambo, quase 10 euros. A somar a tudo isto, a dificuldade da conversão dos francos, para quem não está habituado a pensar senão em euros.
Passando ao lado do frio intenso, que se suporta com muita roupa em cima do corpo, existe a grande dificuldade do idioma. Estando Basileia na fronteira com a França e com a Alemanha (visite-se com tempo a Esquina dos 3 países), esperar-se-ia que tudo estivesse escrito em alemão e em francês. E em Inglês, a língua universal. Nada, apenas em alemão. Entrei e saí da Suíça sem perceber patavina do que li, como se pode ver pelo cartaz que fotografei e que estava à entrada de uma igreja. [Read more…]
A democratização das viagens aéreas
Estou a escrever este «post» a bordo de um «Airbus 319» da EasyJet, que dentro de um quarto de hora vai aterrar no Aeroporto de BSL – Basel-Mulhouse-Freiburg (Basileia, seus incultos!). Parti do Porto às 9 menos um quarto, regresso amanhã ao fim da tarde. No total, paguei 55 euros por uma viagem de ida e volta. Com dormida, a festa fica por menos de 120 euros.
Há alguns anos atrás, seria impossível a um português da classe média, como eu, ir passar um fim-de-semana à Suíça e gastar tão pouco dinheiro. Durante muitos anos, aliás, nunca passei de Tuy, na fronteira com Valença. Lembro-me perfeitamente das cabines, onde eram controlados os documentos oficiais, e dos sacos de caramelos que os meus pais traziam de lá – os duros e os moles.
A globalização, a economia de mercado e a União Europeia trouxeram-nos muitos aspectos positivos. A democratização das viagens áereas, às quais tem acesso, hoje em dia, a generalidade de classe média portuguesa, foi uma delas.
P. S. – Alguém sabe se há minaretes em Basileia?
As mulheres e o fim dos minaretes na Suíça
Devo dizer que acho muito mal que nunca mais se possam fazer minaretes na Suíça.
Para além de uma intolerável intromissão na vida privada dos casais, ignoram-se desta forma os direitos das mulheres, que nunca mais podem contar com um bom minarete. E o prazer delas, onde fica?
Eu cá acho mal!
A máquina do tempo: a Suíça e os minaretes

A Suiça escolheu o medo
"Quem luta com monstros deve velar para que,
ao fazê-lo, não se transforme também … o abismo
também olha para dentro de ti."
Friedrich Nietzsche
O Osama Bin Laden, se ainda for vivo, hoje deverá estar a esfregar as mãos de contente. Com efeito, devido ao medo subliminarmente sentido perante uma islamização, com o seu voto de hoje, a Suiça abandonou praticamente o seu estatuto de país neutro tornando-se, visível perante todo o mundo, um “combatente” ao lado de god’s own country and his partners in misleadership. Welcome to the crew, Switzerland!
Tal como todos os outros vizinhos e restantes países do assim chamado 1º mundo, a Suiça optou pela reacção em vez da acção. E acção teria significado, identificar as mais profundas causas espirituais-psíquicas desse crescente insegurança, para seguidamente passar à acção: p.ex. no sentido do meu esboço estratégico “New Deal”. Lembrem-se: a única solução pacífica que evitará uma enorme tragédia a nível mundial, é mudarmos do nosso actual comportamento introvertido-egocêntrico para um comportamento extrovertido-sóciocêntrico.
O que provavelmente irá acontecer agora, é que com o voto dos suiços a ameaça por forças antagónicas, até aqui apenas latente, se materialize. Por exemplo através de atentados de forças islámicas radicais ou apenas a sua ameaça. Portanto, os “monstros” até aqui apenas existentes nas cabeças das pessoas, darão lugar a “monstros” reais os quais precisam de ser combatidos.
E isto significa: com os “monstros” a aparecerem, as pessoas ver-se-ão confirmadas nos seus mais profundos receios o que irá atiçar uma espiral negativa – tal como nos restantes países que resolveram combater os problemas reagindo com meios materiais-mecanicistas e não agindo com medidas energéticas-estratégicas. Nesta situação, no fim poderá acontecer que na tão civilizada e idílica Suiça situada em pleno coração da Europa, ganhe, nas próximas eleições gerais, um governo populista da direita a maioria absoluta. Vade retro satanás!
E o que está a acontecer com a nossa Alemanha em vias de ficar sem rei nem roque que já encontrou o seu “monstro” no Afeghanistão e continua incapaz de aperceber-se que o “inimigo” vem de dentro em consequência dos nossos próprios actos?
RD
Rolf Damher – convidado
A Suíça é uma mentira
Um dos mais falsos neutrais países do mundo voltou hoje a mostrar a sua verdadeira face, impregnada de uma cínica xenofobia.
A Suíça é uma daquelas coisas estranhas que prefere nunca tomar posição, mas tomando-a sempre. Seja sob a capa do implacável negócio, onde o dinheiro é que mais ordena, seja sob a capa de uma qualquer igualdade. Como no caso dos minaretes.
A Suíça é uma mentira.
A máquina do tempo: Guilherme Tell e a grande oportunidade perdida

Diz a tradição que foi a 18 de Novembro de 1307, faz hoje 602 anos, que se deu o episódio de Guilherme Tell, a história da flecha, da maçã e da cabeça de seu filho. Todos conhecem a lenda que inspirou poetas, escritores e o grande compositor Rossini que criou uma ópera com o nome do herói suíço, cuja abertura é particularmente famosa. A história é assim: Guilherme Tell e o filho, ao passarem pela praça central de Altdorf não saudaram, como era obrigatório o símbolo do domínio dos Habsburgos, o chapéu de Gessler, o tirano que, em nome dos austríacos, governava o território. Presos, Tell foi condenado a disparar com a besta uma frecha sobre uma maçã colocada em cima da cabeça do menino.


Estas fotos são fresquinhas. Foram tiradas agora mesmo.








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