Crónica de Basileia

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Basileia é uma cidade interessante e agradável, à qual se vai porque há viagens «low cost». Tem especial interesse nesta altura do ano, com o seu típico Mercado de Natal, que dá um colorido muito especial às ruas da cidade.
Mercado de Natal só para ver, claro, não para comprar. A principal nota deste fim-de-semana na Suíça é mesmo o nível de vida. Basileia é mais cara do que Paris, Londres, Dublin ou Reiquejavique. Tudo caríssimo, quase insuportável para a bolsa de um português médio. Nos restaurantes e mesmo nos supermercados – só para dar dois exemplos, um pão normal (um molete pequeno) custava o equivalente a 80 cêntimos, um frasco pequeno de café instântaneo, tipo Mokambo, quase 10 euros. A somar a tudo isto, a dificuldade da conversão dos francos, para quem não está habituado a pensar senão em euros.
Passando ao lado do frio intenso, que se suporta com muita roupa em cima do corpo, existe a grande dificuldade do idioma. Estando Basileia na fronteira com a França e com a Alemanha (visite-se com tempo a Esquina dos 3 países), esperar-se-ia que tudo estivesse escrito em alemão e em francês. E em Inglês, a língua universal. Nada, apenas em alemão. Entrei e saí da Suíça sem perceber patavina do que li, como se pode ver pelo cartaz que fotografei e que estava à entrada de uma igreja.
Em Basileia, deve-se destacar a excelência dos transportes públicos. Uma rede com várias linhas de eléctricos rápidos cobre todo o centro da cidade. Praticamente não se vêem automóveis. Para além dos eléctricos, que se cruzam a uma velocidade incrível (a cada 2 minutos está um a chegar), existem por todo o lado as ciclovias, que têm prioridade em relação aos carros. A certa altura, decidimos ir por uma rua pedonal, mas quando nos aproximámos vimos que não era pedonal – as pessoas é que andavam todas pelo meio da rua. De quando em quando, chegava um automóvel.
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Do muito que haveria a dizer, fica a palavra para um dos «ex-libris» de Basileia, o «vinho quente» que nos aquece o corpo e a alma. Vendido no Mercado de Natal a 5 francos, em canecas que podemos trazer por mais 3 francos, é conservado em grandes caldeirões e servido a ferver. Pelo que percebi, é composto por vinho tinto, maçã, canela e açúcar – uma espécie de sidra, talvez, mas de maior teor alcoólico.
Quanto aos suíços, não sei muito bem o que hei-de dizer. Não são especialmente simpáticos, mas também não são antipáticos. É assim uma coisa.

A seguir: galeria fotográfica de Basileia.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Não vista os esquilos em liberdade, nos jardins?

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