Lembrem-se quando forem votar

“Foi pirateado. Isso só demonstra que há necessidade de haver controlo na Internet” A. Marinho e Pinto.

O advogado parece não saber que há uma lei geral em vigor.

Neste caso concreto, deixou o caderno de notas aberto no jardim da cidade e houve que lá fosse deixar escrito quanto apreço nutre por este sujeito. É a vida.

Daí até extrapolar para a necessidade de “controlar” vai um grande passo. Podia ter referido que quem fez isto, que não foi a “Internet” nem a generalidade de quem a usa, agiu mal. Podia ter aproveitado até para apelar à elevação. Mas não. Sacou do tiquezinho de pequeno ditador, até como explicação lateral para o seu voto que nada teve a ver com isto, e decretou que é preciso controlar a Internet. A seguir, controlam-se os muros, os jornais e o melhor mesmo é fechar as tipografias, não se vá dar o caso de alguém se lembrar de imprimir panfletos.

“A Internet está ocupada por hordas de mujiques e enquadrados por legiões de técnofilos.” A. Marinho e Pinto

Eis a elevação do político, e bem informado, como se percebe.

“O que digo a essas pessoas é que as minhas convicções políticas nunca estiveram em leilão político, nem estarão seja qual for o número de votos que possa ter.” A. Marinho e Pinto

Duvido que este acto de gozo com a nabice do eurodeputado fosse alguma tentativa de o levar a vender o voto. Por outro lado, mais parece ter sido a expressão, mesmo que rude, daqueles que o político não quis ouvir. Sim, este foi um dos representantes dos portugueses junto do Parlamento Europeu que tomaram posição sem se dignar ouvir os seus representados. O próprio Marinho e Pinto o afirmou: não leu nem ia ler os argumentos daqueles que se opuseram à polémica lei entretanto chumbada.

Quanto ao tweet inicial do Viagra, o que há mais são boots a explorar vulnerabilidades como esta. Foi a falta de uso dessa conta por parte do seu dono e da subsequente mediatização do caso que lhe inundou o sítio. Mas se o ego ficar mais elevado por se achar vítima de perseguição, siga então.

Não é preciso leiloar o seu voto, senhor eurodeputado. Basta que se tivesse informado para votar de forma esclarecida.

Mas é bom que se fale de votos. Esta gente não surge do nada. Lembrem-se disto quando forem votar mas próximas europeias.

Cheiro a mijo

Quando um jornal de referência publica um título como “Ricardo Araújo Pereira não mijou fora do penico, considera ERC”, o dia está ganho, porque é como se uma pessoa muito circunspecta usasse um palavrão raríssimo e porque permite imaginar uma votação da ERC com o presidente a dizer algo como “Quem considera que Ricardo Araújo Pereira mijou fora do penico? Muito obrigado! Quem considera que Ricardo Araújo Pereira não mijou fora do penico? Certo! Quem se abstém? Pronto, nesse caso, fica aprovado que Ricardo Araújo Pereira não mijou fora do penico. Vamos, agora, analisar a queixa do doutor Marinho e Pinto relativa ao programa de Ricardo Araújo Pereira.”

Da leitura da notícia, é importante, ainda, realçar a seguinte afirmação de Marinho e Pinto: “Não se pode urinar na cara das pessoas num programa de televisão.” Depreende-se, portanto, que possamos dedicar-nos a essa higiénica actividade, desde que não o façamos no pequeno ecrã. Prevejo, a propósito, o nascimento de um novo nicho de mercado, o da produção e venda da fralda-máscara, que uma pessoa nunca mais estará segura, de acordo com a jurisprudência involuntariamente criada por Marinho e Pinto.

Para que o leitor possa também formar uma opinião sobre assunto tão momentoso, seguem-se dois vídeos: o que motivou a queixa e um, mais antigo, em que Ricardo Araújo Pereira entrevistou Marinho e Pinto, correndo, portanto, todos os riscos menos o de levar com um monumental fluxo urinário nas trombas. [Read more…]

Trottoir

O Marinho acaba de declarar que fará aliança com qualquer (sublinhou: qualquer) partido, aceitando como termos de tal acordo, exclusivamente, a honestidade e a seriedade (estou a tentar manter-me sério enquanto escrevo isto).

Não sei o que te diga, Marinho. Ou, bem vistas as coisas, não precisas que te diga nada: sabe-la toda, oh lá se sabes!…

“Caprichos onanísticos”

O líder de um partido político que se refere à adopção e co-adopção por casais homossexuais como “disponibilizar crianças para satisfazer os caprichos onanísticos e preconceitos heterofóbicos dos gays e das lésbicas” deve saber que está a descer ao nível mais baixo da política, aquele em que não se hesita em aviltar um conjunto de cidadãos para marcar uma posição face a um adversário político. É isto que faz Marinho e Pinto neste artigo. Degrada e calunia tanto as famílias compostas por casais homossexuais que já existem como aquelas que poderiam vir a formar-se, reduzindo a vontade de dar um lar a uma criança a “caprichos onanísticos” e manifestação de “heterofobia”, e fá-lo porque encontrou nisso uma arma de arremesso político que ele provavelmente entende que pode valer-lhe uns votos.

Marinho e Pinto poderia esgrimir argumentos contra a adopção homossexual, ou não tivesse ele o direito a opor-se a essa possibilidade, mas não o faz, opta pela generalização ofensiva e aviltante. Poderá ser porque não sabe fazer melhor do que isso ou apenas porque é esse o caminho mais fácil. Seja como for, e para usar as palavras dele, “é bom que o país saiba o que pode esperar”, caso tenha andado distraído até aqui.

(Via Malomil)

Um politico zangado

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Foto: Lucília Monteiro / Expresso

Marinho e Pinho, eurodeputado a prazo, foi entrevistado por Maria Flor Pedroso. Retrato de um político zangado, a derrapar nas curvas do seu próprio discurso. Cativará os votos do crescente magote de insatisfeitos com os políticos?  Eu cá acho difícil mas, depois de  meia dúzia de tiros ao lado, prognósticos só no fim do jogo. Vale a pena ouvir.

25 de Abril sem chaimites, sempre

José Xavier Ezequiel

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Marinho e Pinto, nada à vontade com a utilização pouco católica da célebre barriga de aluguer, que agora o obriga a assumir a paternidade da criança e a ganhar um vergonhoso ordenado no Parlamento Europeu, fundou hoje o seu próprio partido.

Foi em Coimbra. Chamou-lhe Partido Democrático Republicano, uma ideia praticamente genial. Não só é democrático, como é mesmo republicano, o clássico dois-pelo-preço-de-um do Minipreço. Melhor ainda, fez a sua activação (como agora se diz no mundo da publicidade) no dia da República. É muito bem visto. Assim, à primeira vista.

Contudo, em Portugal, onde (excepto o hilariante PPM) todos os partidos são republicanos e, até por razões constitucionais, são também democráticos, chamar a um novo partido — Democrático Republicano — é o mesmo que chamar vinho tinto ao vinho tinto e vinho branco ao vinho branco. Ficamos a saber o mesmo. É um PRD sem general, aquele perfume revolucionário na frase, “Tal como as nacionalizações não foram irreversíveis, as privatizações também não o serão”, a incessante busca de um novo e verdejante “25 de Abril sem chaimites”.

No mundo empresarial, este expediente seria liminarmente proibido: não se pode registar um cabeleireiro chamado Cabeleireiro, uma tasca chamada Tasca ou um bordel chamado Bordel. Porém, no subportugal partidário, tudo é possível. Para usar a sonora adjectivação do arrependido do MPT, um autêntico “regabofe”.

A verdade é que ainda existe um Partido Popular Monárquico (tudo junto, no mesmo partido) e até um Partido dos Animais e da Natureza. Por isso, já nem consigo ficar espantado por ver o fundador de um novo partido afirmar, no exacto dia da sua fundação — “Queremos pôr termo ao monopólio dos partidos.”

E porque não com o CDS-PP ou BE?

-Há que ter a mente aberta…

As convicções e ambições de Marinho e Pinto

A menina do papá e o filho da mãe

José Xavier Ezequiel

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A rapaziada de esquerda entrou em pânico com os resultados eleitorais das Europeias no Reino (dito) Unido e ‘na’ França.

O que sucedeu no ‘reyno de sua majestade’ não interessa para nada. No que diz respeito à questão Europeia, quero eu dizer. Qual lady Godiva, sempre esteve com um pé no estribo e o outro arreado. Só o facto de não ter aderido ao Euro, diz tudo. No fundo, nada de novo. Já Churchill afirmava — “Nós estamos com eles, mas não somos como eles”.

No entanto, o que se passa em França conta. E muito. Já que mais não seja porque, juntamente com a Alemanha, foi um dos dois grandes países fundadores da hoje União Europeia. Se ainda se lembram, durante décadas falava-se do eixo Paris-Bona. Agora, infelizmente, resta o eixo Berlim-Berlim. [Read more…]

Um Marinho incomoda muito mais

Isto da análise política feita por militantes partidários, tem coisas engraçadas.
Muito se fala em cidadania, da participação de cidadãos na política livres de militâncias e coisa e tal.
Mas, do rescaldo das eleições europeias, conclui-se com facilidade: se um cidadão incomoda muita gente, um Marinho incomoda muito mais…

Eis a próxima coligação de Governo em Portugal

seguro e marinho

Marinho e Pinto: Por quem os sinos dobram

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O ainda bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, escreve no JN sobre “O crime de corrupção jornalística (2)”.

Eu hesitei no título deste post. A dúvida foi entre “Eu sei o que fizeste no verão passado” e “Por quem os sinos dobram”. No primeiro caso por um conjunto de motivos que considero importantes para o caso: o facto de, pelo que vi escrito por um dos principais consultores de comunicação nacionais, Marinho e Pinto já ter exercido, no passado, funções na área da consultoria/assessoria de imprensa; por o autor do artigo do JN já ter sido jornalista; por saber que a sua revolta actual nasce da fraca adesão da imprensa aos momentos (supostamente) mediáticos da candidata que apoia e, relevante a meu ver, por ter apoiado Marinho e Pinto no passado na chamada “comunicação 2.0”.

Acabei por escolher “Por quem os sinos dobram” graças à semelhança entre Marinho e Pinto e o “Jordan” de Hemingway. AMP começou, cedo, a aprender a mexer em explosivos e não hesita, nem por um instante, em fazer explodir seja uma ponte, um simples veículo de quatro rodas ou mesmo um canídeo. Em suma, ele faz explodir tudo o que mexe. No caso em apreço: jornalistas, jornais, consultores de comunicação, consultoras, políticos, candidatos a tudo e mais qualquer coisa. Tudo corrido à bomba.

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Foi hoje de manhã, no programa «Querida Júlia»

Marinho e Pinto pede demissão da Ministra da Justiça

Bandalheira, Vergonha!

Advogados, Bolonha, Universidades, Exames
Os senhores advogados novos, os que acabam os estudos nas universidades, têm de fazer um exame à respectiva Ordem para poderem exercer a actividade.
Assim foi em Janeiro último, com os resultados a serem tornados públicos agora.
Chumbaram 59% dos admitidos a exame, sendo que dos aprovados raros foram os que tiveram notas superiores a 14/20.
Dos candidatos oriundos das Regiões Autónomas, nenhum foi aprovado.
O senhor Bastonário da Ordem veio a terreiro dizer que não se admirava nada com os resultados apresentados, já que os senhores advogados não vinham preparados devidamente, e que os principais responsáveis eram as Universidades, quer públicas quer privadas que, após Bolonha, definiram programas de acordo com os seus interesses económicos abandalhando os programas e prejudicando o ensino devido aos estudantes.
A ser assim, se eu fosse um dos candidatos no exame à Ordem dos Advogados e tivesse chumbado por manifesta falta de preparação (ou mesmo que tivesse sido aprovado), de imediato poria a minha Universidade em Tribunal, processando-a por burla ou trapaça ou outra coisa qualquer, já que se no fim do curso, no qual tinha sido aprovado, eu não usufruía de conhecimentos necessários à prática da profissão, e a culpa dessa “impreparação” não poderia nunca ser minha. Para além disso, o senhor Bastonário iria por certo ser minha testemunha.

A Justiça na Mão de Chicos-Espertos

Copiasteis? Nivelemos por cima: nota 10.

Copiaram e passaram? O crime compensa!

Marinho e Pinto tem dias melhores e dias piores. Hoje está num dos bons, e acha que os putativos magistrados apanhados no copianço devem repetir a prova. Concordo.

Mas, prevendo que tudo fica em águas de bacalhau, como é que devemos dirigir-nos a essas doutas personagens? Digníssimo juíz? Meretíssimo?

Nem pensar! O máximo possível, por aproximação fonética, será meretríssimo.

A finura e a delicadeza de um Bastonário

Manuel António Pina, que por acaso é um dos maiores portugueses vivos, acusou o Bastonário da Ordem dos Advogados , na sua habitual coluna de opinião do JN, de ter sede de protagonismo, ainda a propósito da «greve» às eleições de 5 de Junho.
Marinho e Pinto, respondendo ao nível a que nos habituou, chamou-lhe cretino (8 vezes), medíocre, megalómano, desonesto, canino (mais as variantes caniche e mastim), ocioso, parolo, frustrado, desesperado, senil, rancoroso, complexado e cobarde. Termina por dizer que ele precisa é de uma boa dose de iodo, recorrendo a um trocadilho especialmente inspirado: «Vá para uma boa praia e… ioda-se!». Calcula-se que o imperativo do verbo ioder.
Com a sua habitual fleuma, Manuel António Pina lá teve de responder à caricata personagem que «tenho um princípio de sobrevivência na estrada que consiste em dar sempre prioridade a um camião destravado (ainda por cima, este vê-se bem que faltou a alguma inspecção). Meto, pois, travões e ele que passe. É certo que, na sua fúria em contramão, o camionista atropelou repetidamente, provocando-lhe traumatismos vários, a pobre gramática da língua portuguesa. Mas gramática e ele que se entendam. Eu não me queixo. Podia ser pior, sei lá se o homem tem tomado a medicação.»
Li algures que Marinho e Pinto desta vez ultrapassou todos os limites. Não, não concordo. O decoro e a educação de Marinho e Pinto não conhecem limites. Digo eu, que sou um cretino…
Mas como a crónica de Marinho Pinto no JN, «Um cretino é um cretino», é absolutamente imperdível, aqui fica na sua totalidade:

«Comecemos por onde estas coisas devem começar: o escriba que diariamente bolça sentenças nesta página e que dá pelo nome de Manuel António Pina é um refinado cretino. Posto isto, assim, que é a forma honesta de pôr este tipo de coisas, nada mais haveria a dizer. Citando um treinador de futebol dado a elucubrações epistemológicas, «um vintém é um vintém e um cretino é um cretino». E… Pronto! Estaria tudo dito. Além disso, só se MAP não fosse tão cretino é que valeria a pena mostrar-lhe por que é que ele é tão cretino.

Não costumo responder a cretinos. Mas, correndo o risco de este, como todos os outros, se tornar ainda mais agressivo, vou abrir uma excepção e descer ao seu terreno para lhe responder com as mesmas armas que ele tem usado contra mim, até porque este é um cretino especial, do tipo intelectual de esquerda. [Read more…]

Greve à democracia, sr. Marinho e Pinto?

Já dei várias vezes o beneficio da dúvida a Marinho e Pinto mas desta vez concluo que as suas opiniões muitas vezes extravagantes não vão além do sound bite.

Bastonário dos advogados admirado com os portugueses que ainda votam
Marinho e Pinto incita a “uma greve à democracia”
16.04.2011 – PÚBLICO
«Era a grande punição democrática para a mediocridade, oportunismo e incompetência de todos os políticos portugueses. Era envergonhá-los publicamente perante a Europa e o mundo», acrescentou.
Marinho e Pinto entende que só assim seria possível aquilo que classifica de uma “refundação da República, sem velhos recursos a estereótipos revolucionários”.

Ignora este cavalheiro que não importa a dimensão da votação para validar a eleição? E que pouco importa aos políticos quantos votaram mas sim que percentagem de votos tiveram?

Para mudar o panorama político o que se pode fazer é convencer as pessoas a inscreverem-se massivamente nos partidos políticos, esses mesmos que elas abominam, não importando em quais. O líder do PS foi eleito com uns escassos milhares de militantes (cerca de 28 mil). O mesmo se passará com o PSD e nos outros partidos ainda menos militantes escolherão quem se apresentará a eleições. É aí que se pode mudar. Escolher quem se apresenta a votos, em vez de nos queixarmos das escolhas que nos são apresentadas.

Eleições Ordem dos Advogados:

António Marinho e Pinto ganhou em todo o lado. Apenas resta saber Lisboa – para já vai na frente. O mesmo se diga quanto à lista para o Conselho Geral apoiada por AMPinto.

Está quase.

Ordem dos Advogados: Marinho e Pinto Vencedor Destacado*

Segundo informações que nos chegam, Marinho e Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados e candidato a novo mandato, lidera  a contagem de votos no Porto, Coimbra e Açores com grande vantagem. Resultados até agora.

O Aventar estará atento e actualizará os resultados sempre que possível.

* Contagem de votos a decorrer, resultados provisórios.

Eleições da Ordem dos Advogados: José Sócrates apoia Marinho e Pinto

Só pode. Era uma injustiça que assim não fosse.
Afinal, estamos em presença de uma pessoa que era radicalmente contra o(s) Governo(s) e os políticos enquanto simples jornalista e advogado (quando chamou arrogante, pesporrento e malcriado a Mário Soares) e, a partir do momento em que foi Bastonário, se tornou incrivelmente dócil. É a pesosa ideal para presidir à Ordem dos Advogados.
Quem não se lembra da forma calorosa e vigorosa como Marinho e Pinto defendeu José Sócrates no Jornal de Sexta da TVI? Quem não se lembra que só 3 ou 4 escritórios de advogados é que têm acesso às mordomias do poder? E por que não o meu, terá pensado Marinho e Pinto algures no tempo?
Quanto a mim, espero sinceramente que Marinho e Pinto sofra uma derrota estrondosa. É que, farsola por farsola, ao menos os seus antecessores nunca escondiam ao que iam e por que razão estavam naquele cargo.

Quem fala assim…

…não é gago e também não gosta do Mariano.

E além do blogue…

…anda igualmente pelo Twitter e pelo Facebook sem esquecer, como recordou o J. Mário, o  Combate Desigual o seu blogue.

Um candidato muito dado às redes sociais. Faz muito bem!

A recandidatura de A. Marinho e Pinto a Bastonário

Já foi tornado público, aquilo que há algum tempo eu esperava: A. Marinho e Pinto vai recandidatar-se ao lugar de Bastonário da Ordem dos Advogados. Embora a formalização da sua candidatura seja apenas em Junho.

Apoio a sua recandidatura, como apoiara já as suas candidaturas de 2006 e de 2008.

Não é fácil falar daqueles a que estamos ligados por laços de amizade.

Para evitar riscos maiores, direi que apoio a recandidatura do actual Bastonário por razões de convicação num audacioso programa que ainda falta cumprir, e porque a sua recondução no cargo poderá dar alento às transformações que são necessárias fazer quer dentro da Ordem dos Advogados – com especial relevo para o acesso à profissão e seu exercício – quer na sociedade portuguesa.

Seria bom que os principais contestários ao actual Bastonário se apresentassem em candidatura própria, que assumissem a frontalidade do combate de ideias, ao invés de se organizarem por trás de uma candidatura única que visa, exclusivamente, derrubar a actual Direcção.

As próximas eleições serão fundamentais para a escolha de um de dois caminhos: o da mudança ou o do retrocesso.

Ainda se critica Marinho e Pinto…

Relata a TVI24/IOL  que Conceição Gomes, directora executiva do Observatório Permanente da Justiça, afirmou hoje que «A Justiça é cega para os problemas sociais. O que me preocupa é que não há aqui uma multiópticas que nos ajude. Não se vislumbra como tratar esta cegueira» e que «Em vários aspectos, é verdade que há uma Justiça para ricos e outra para pobres».
Nada de novo, pois, para quem ouve os constantes alertas do Bastonário da Ordem dos Advogados. Para quem quer ouvir, obviamente…

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