Perante a baixa do preço do barril do petróleo, logo surgem os discursos atentos de que ainda demora a sentir-se o efeito, porque os combustíveis que se compram agora foram antes adquiridos a preços ainda em alta, foram no mercado de futuros, etc. e tal.
Perante um conflito armado que interfere com o comércio do crude, o preço dos combustíveis sobe imediatamente e o discurso sobre a aquisição em mercado de futuros ou da aquisição em tempo de baixa de mercado, dos combustíveis que estamos a pagar agora, desaparece.
Presumo que seja mais uma prova do bom funcionamento do mercado livre.
Ah, a mão invisível tem uma curiosa tendência para nos apalpar a carteira. Malandreca.
Um ensaio com semelhante título deveria constituir um debate alargado e aprofundado de várias centenas de páginas. Os conceitos de religião e de reprodução social são, por si só, controversos, estando a proposta de trabalho que o título encerra em desacordo com as melhores hipóteses de estudo do campo religioso. Desde que Tylor (1871) e Frazer (1887), na perspectiva evolucionista e positivista (racionalista) do século XIX, decidiram que a religião era o preâmbulo da ciência, o tema tem sido debatido no campo do ideológico. As próprias contribuições de Marx e Engels (1844, 1846, 1867, 1878, 1892) abordaram geralmente a religião enquanto um conjunto de representações que desaceleram a passagem de uma a outra forma de trabalho na história dos povos. Durkheim e a tradição que fundou, prolongada em Malinowski, Radcliffe-Brown, Mauss e Lévi Strauss, separam do campo do quotidiano os assuntos que constituem matéria de acções e pensamentos que são criados mas não entendidos.







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