Prendam-se os drogados, as prostitutas e os paneleiros

“Câmara do Porto pede ao Governo que criminalize consumo de droga na rua”


O consumo foi descriminalizado, mas não despenalizado. Consumir substâncias psicoativas ilícitas, continua a ser um ato punível por lei, contudo deixou de ser um comportamento alvo de processo crime (e como tal tratado nos tribunais) e passou a constituir uma contraordenação social. [sic]

(fonte: SICAD)

Não sei se os senhores do Porto, o Nosso Movimento, do PS Porto e do PSD Porto conhecem a lei, mas convinha, antes de fazerem e/ou aprovarem propostas populistas de perseguição e opressão, lerem o que já está estipulado na mesma para não fazerem figuras de antas.

O consumo de certas substâncias já é punível por lei, caso o mesmo seja feito na via pública. Um cidadão pode estar na posse de x gramas de y substância psico-activa, sem que isso constitua um crime; o consumo na via pública também não é criminalizado, mas é punível (em primeira instância, como uma contra-ordenação em que o cidadão é instruído a apresentar-se na Comissão Para a Dissuasão da Toxicodependência – caso re-incida, poderá ter penas acessórias de trabalho comunitário a que poderão acrescer multas). [Read more…]

O que me salva

A bem da Humanidade, só saio de casa depois de tomar café. Hoje a Humanidade correu um grande risco, e nem chegou a sabê-lo, porque eu decidi ir tomar o pequeno-almoço… (rufo de tambores, por favor) ao sítio a que chamam “o pão-quente”. Ora, esta operação tem a sua complexidade porque implica descer as escadas de casa, andar uns duzentos metros, cruzar-me com vários indivíduos, esperar pelas luzes verdes de semáforos, entrar, por fim, no sítio a que chamam “o pão-quente”, sentar-me tão longe quanto possível da Humanidade presente e pedir o desmedido luxo calórico do menu “croissant e meia-de-leite”.

Àquela hora, a Humanidade resumia-se a sete velhotes que alternavam a atenção entre o mergulho cauteloso da torrada no galão e o programa da manhã da RTP1. Entre observar as manchas de gordura que ficam a boiar à superfície do galão e o programa da manhã, eu sei o que preferia e não era a RTP-1, mas não tinha escolha, porque ninguém desliga a televisão nestes sítios e porque eu abomino essa prática do mergulho. [Read more…]

António Barreto – entrevista ao (i) – 1

Citando :

 

Dependência " conheço pessoas com receio de falar"

 

"O que se passa com a Justiça entristece-me muito, mas tambem me irrita. A nossa Justiça está hoje refém"

 

" Há uma falta óbvia de capitalistas. As elites são fracas e têm uma noção medíocre de serviço público"

 

" Se não houvesse a Europa e ainda houvesse Forças Armadas, já teríamos tido golpes de Estado"

 

"Depende-se de muita coisa: de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado"

 

" Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres"

 

" A opinião pública pode ser a grande parteira da democracia "

 

"Portugal está à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente"

 

" O Presidente da República devia enviar mensagens à Assembleia da República"

 

"A Justiça está refém de grupos profissionais e os portugueses sem esperança"

 

Este é o retrato desencantado de alguem que conhecemos como um homem de bem, um estudioso e que agora se dedica a tempo inteiro à presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde estuda Portugal e os portugueses.

 

É a isto que chegamos !