Saudosismo

A forma como a opinião pública tratou Otelo Saraiva de Carvalho aquando da sua morte e como trata, agora, o antigo ministro de Salazar, antigo presidente do CDS, Adriano Moreira, é sintomático de como o saudosismo está impregnado neste pequeno quintal chamado Portugal.

Não que o Otelo merecesse mais loas. O ex-ministro de Salazar é que não merece tantas. Portugal lava… e lava… e lava… e lava… e às tantas já nem nos lembramos que muitos foram activos colaboracionistas da ditadura do Estado Novo.

Campo de Concentração do Tarrafal. Em 1961, Adriano Moreira, então Ministro do Ultramar, mandou reabrir a prisão com o nome Campo de Trabalho de Chão Bom.

Conversas Vadias 49

Em mais uma edição, a 49.ª, António de Almeida, Carlos Garcez Osório, Fernando Moreira de Sá, João Mendes e José Mário Teixeira vadiaram sobre: Alexandre Guerreiro, Passos Coelho, Putin, Biden, sanções, opinião pública, oligarcas, repressão, propaganda, China, Tiananmen, boicotes, Organização Mundial do Comércio, indústria, Aznar, revalorização das Forças Armadas, integridades nacional, Projecto Europeu, União Europeia e a união da Europa e, imagine-se, Ucrânia.

Por fim, as sugestões: [Read more…]

Conversas Vadias
Conversas Vadias
Conversas Vadias 49
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Olaf Scholz e a opinião pública alemã

Foto: Michael Kappeler / dpa

The chancellor of Germany said that a military solution to the war in Ukraine “makes no sense” and urged for a diplomatic solution. I urge @OlafScholz to come to Mariupol and try his “diplomatic solutions” to stop Russian shelling.

O Chanceler alemão, Olaf Scholz (SPD) pode estar a ser o primeiro líder europeu a recuar por motivos económicos. Já sei que muitos dirão que se estava mesmo a ver e a célebre frase “É a Economia, estúpido” será a primeira a surgir. Só que o problema de Olaf é outro.

Obviamente, o preço do barril do petróleo, do gás ou dos cereais está a gerar pânico em muitas das grandes empresas alemãs e imagino a pressão que devem estar a exercer sobre o governo alemão. O problema do chanceler é outro. A sociedade alemã. Ou seja, os eleitores. No último estudo de opinião conhecido (Instituto FSB), 49% dos alemães eram favoráveis ao envio de tropas da NATO para a Ucrânia – e este estudo foi publicado na última semana de Janeiro, ainda antes da invasão e existe a noção que esta percentagem hoje é maior. Além disso, em Berlim, realizou-se uma das manifestações mais participadas na Europa a favor da Ucrânia. Ou seja, a opinião pública alemã está de um lado e os grandes interesses económicos alemães estão do outro.

Falta saber de que lado da barricada se vai posicionar Olaf Scholz. Sobretudo quando já se percebeu o lado que os Liberais e os Verdes, seus parceiros de coligação, escolheram. A opção que o Chanceler alemão tomar vai ser um importante indicador para o que podem vir a fazer os restantes líderes europeus. Esta pode mesmo ser a primeira grande batalha entre a opinião pública europeia e os seus lideres, depois de  boa parte dos especialistas terem afirmado que até agora foram os primeiros a impor aos segundos o caminho a seguir.

Conversas Vadias 48

Na quadragésima oitava edição das Conversas Vadias, marcaram presença António de Almeida, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, João Mendes, Orlando Sousa e (imagine-se!) Carlos Garcez Osório.

E os temas vadiados, foram: Miss Universo, guerra e paz, Ucrânia, oligarcas russos, Putin, capitais, Médio Oriente, hackers, opinião pública, geografias, culto de personalidade, China, Israel, Taiwan, Europa, EUA, Ocidente, mercados, Sporting e petardos.

No fim, e como sempre, as sugestões: [Read more…]

Conversas Vadias
Conversas Vadias
Conversas Vadias 48
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A ilusão da verdade

As legendas não serão as melhores, porém claras o suficiente para absorver o conteúdo deste pequeno vídeo que se debruça sobre estratégias de condicionamento da opinião pública, nomeadamente a criação de verdades absolutas pela via da repetição exaustiva de uma ideia que poderá ser totalmente falsa. Qualquer semelhança com as estratégias partidárias da ruling elite ou com a forma como alguma comunicação social nos apresenta os seus conteúdos é pura coincidência.

Da manipulação da opinião pública

UPNRS

E era isto. Boa noite!

via Uma Página Numa Rede Social

Receita de Bordoada à Portuguesa

Receita simples embora de elaboração faseada e justificando alguns cuidados. Da autoria de Miguel Macedo, chef ora premiado com uma estrela do Guia Internacional do Golpismo Mediático

Ingredientes:

Uma manifestação em dia de Greve Geral, umas dezenas (poucas) de imbecis com pedras (ou de pedras com imbecis), toda a PSP de Lisboa disponível e indisponível, um Comando, um Ministro.

Preparação prévia:

a PSP vai receber no próximo ano 796.9 milhões de euros, mais 13,2 por cento do que em 2012, a GNR 937.9 milhões de euros, mais 9,9 por cento.

Fonte

Horas antes da manifestação, a polícia visitou os comerciantes da zona, aconselhando-os a encerrarem portas e protegerem os estabelecimentos, com o seguinte comentário: «Isto hoje vai ser duro».

Fonte
 Utensílios de cozinha: [Read more…]

Assim se delapida um país

Infelizmente neste país não faltam exemplos de delapidação do erário público no interesse de grupos privados. O caso do BPN é apenas mais um, mas possivelmente um dos mais escandalosos de sempre, sendo um dos melhores exemplos da maior degenerescência da nossa democracia: a promiscuidade entre a política e os negócios privados.

Um grupo económico cria um banco por onde passam muitos milhões de Euros em negócios ruinosos para a própria instituição bancária. Dir-se-ia que o banco se assaltou a si mesmo. O que não é difícil pois a história já provou que os maiores assaltos não se fazem de arma de fogo em punho, mas sim com uma simples caneta. [Read more…]

António Barreto – entrevista ao (i) – 1

Citando :

 

Dependência " conheço pessoas com receio de falar"

 

"O que se passa com a Justiça entristece-me muito, mas tambem me irrita. A nossa Justiça está hoje refém"

 

" Há uma falta óbvia de capitalistas. As elites são fracas e têm uma noção medíocre de serviço público"

 

" Se não houvesse a Europa e ainda houvesse Forças Armadas, já teríamos tido golpes de Estado"

 

"Depende-se de muita coisa: de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado"

 

" Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres"

 

" A opinião pública pode ser a grande parteira da democracia "

 

"Portugal está à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente"

 

" O Presidente da República devia enviar mensagens à Assembleia da República"

 

"A Justiça está refém de grupos profissionais e os portugueses sem esperança"

 

Este é o retrato desencantado de alguem que conhecemos como um homem de bem, um estudioso e que agora se dedica a tempo inteiro à presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde estuda Portugal e os portugueses.

 

É a isto que chegamos !