Selminh… O simplório

Fotografia: Lucília Monteiro

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, disse em tribunal que, no caso Selminho, foi “incauto”.

Para os mais distraídos:

in·cau·to
(latim incautus, -a, -um)
adjectivo
1. Que não tem cautela ou prudência. = DESPREVENIDO, IMPRUDENTE ≠ CAUTO, CAUTELOSO
2. Que é inocente e sem malícia. = CRENTE, INGÉNUO

Eu também sou “incauto” quando fico com a última fatia de bolo do prato. Nunca me aconteceu ser incauto para beneficiar a minha família em negócios imobiliários enquanto presidente de um município.

Cada um com a ingenuidade que lhe é característica…

Conversas vadias 22

António de Almeida, António Fernando Nabais, Orlando Sousa, José Mário Teixeira, Carlos Araújo Alves e João Mendes estiveram de serviço à vadiagem.

A conversa vadiou entre o aniversário do Manuel Dias, covid, os ciganos no Alentejo, a legalidade, a esquerda e a segurança, a esquerda e a autoridade, autoridade e repressão, Rui Tavares e Fernando Medina, o Livre e o PS, Iniciativa Liberal e Rui Moreira, a dívida da Groundforce, Benfica, amor à camisola ou à profissão, as vacinas, Alberto João Jardim, Cuba. E sugestões, muitas sugestões, incluindo um estudo sobre cerveja.

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Conversas vadias 22
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Conversas vadias 14

Desta a vez a vadiagem foi num tom um pouco mais sério, fruto das circunstâncias e, também, dos vadios, – António de Almeida, Carlos Araújo Alves, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando Sousa -, que falaram sobre buscas, testes, lavagem de dinheiro, TVI, Rui Moreira, Selminho, comunicação social, justiça, Espanha, Ceuta, migrantes, Marrocos, cessar-fogo, Israel, Hamas, Palestina, Irão, história e provocações.

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A decorrer: atentado ambiental no areal da Praia do Ourigo

Porto, 20 de Maio de 2021. Poucos dias após o arranque da época balnear, deparo-me com esta fotografia, enviada por um camarada aventador, na qual podemos ver uma estrutura em betão armado, construída sobre o areal da Praia do Ourigo, na Foz do Porto. Será certamente um deleite para os turistas estrangeiros, ali poderem contemplar o Atlântico, enquanto comem e bebem algo chiquérrimo, mas o que ali se passa, verdadeiramente, é um atentado ambiental. Mais um.

Resta saber quem são os cúmplices do construtor e do proprietário, sendo sabido que a zona sobre a qual nasce este absurdo edifício é e continuará a ser propriedade do Estado, logo de todos nós. Isto teve o aval do Ministro do Ambiente, que vêm a ser portuense? A APA aprovou esta aberração? Rui Moreira licenciou? Os ambientalistas já se pronunciaram? O PAN, o PEV, o BE e o Livre, sempre tão activos na defesa do ambiente, já tomaram uma posição relativamente a mais este crime ambiental? Ou estará tudo a assobiar para o lado?

O azar de Rui Moreira

Foi não ter apanhado Ivo Rosa como juiz de instrução.

Se o arco-íris fosse azul e branco, OK.

Não hasteamos bandeiras não protocolares”. Pois. Que chatice, o arco-íris não é azul e branco.

Rui Moreira comenta pronúncia de José Sócrates por Ivo Rosa

Sei, tenho bem presente e defendo a presunção de inocência a que todos os indiciados, arguidos, acusados e pronunciados têm direito até ao trânsito em julgado, mas isso não obsta a leitura política.
Nessa perspectiva, talvez eu seja esquisito em demasia, não me caiu nada bem que Rui Moreira, acusado pelo Ministério Público, tenho usado o espaço de comentário que tem na TVI para zurzir num outro acusado e agora pronunciado, José Sócrates.
O pudor nestas situações, mesmo de quem se sabe inocente, deveria sensibilizar ao recato.

Prémios de Turismo: Paga Zé….

Primeiro foi o Elidérico Viegas que denunciou o esquema e entretanto foi corrido (disso já se falou no Aventar)

Já se sabe que a brincadeira com o nosso dinheiro custou mais de 80 mil euros em Braga. E como foi no Porto (e em Lisboa sem esquecer a Madeira e o Algarve)? Só para a malta saber e perceber. Sobretudo, perceber como se criam mitos de génios da gestão, como se justificam salários milionários de certos gestores públicos e como os responsáveis do Turismo de Portugal nos vendem a banha da cobra.

Autárquicas 2021: No Porto está tudo alegre

O Rio está contente. O Vladimiro está feliz. O Rui Moreira está que nem pode de tanto rir. Acima de 10% é vitória…

O FC Porto não é o clube da cidade do Porto

O FC Porto é o Porto, quer queiram quer não!
— Pôncio Monteiro (1940-2010), 7 de Março de 2002

O FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade.
— Rui Moreira, 12 de Maio de 2018

… e quem tiver amor à cidade não pode deixar de ter ao FC Porto.
— Pinto da Costa, 31 de Maio de 2020

***

Como muito bem escreve Ana Gomes, «Rui Moreira e acompanhantes na lista do Conselho Superior do FCP não se enxergam». Efectivamente, depois do blá-blá-blá (“o azul não tem qualquer conotação clubística“) e da afronta (“o FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade“), só faltava mesmo a Rui Moreira a rampa de lançamento no conforto da estrutura do FC Porto e uma inadmissível espargata entre o comando dos destinos da cidade do Porto e a ambição de ser presidente do FC Porto. Com a rampa de lançamento montada, é claro, veio a anunciada passagem de testemunho. Tudo isto é, obviamente, ridículo e, pior, esta promiscuidade política/futebol é inaceitável.

O FC Porto é um clube da cidade do Porto e merece da parte de Rui Moreira exactamente o mesmo respeito, carinho e interesse que merecem todos os outros clubes onde se pratica futebol na cidade do Porto. Clubes como o Boavista, o Pasteleira, o Salgueiros, o Bom Pastor, o FC Foz, o Académico, o Ramaldense, o Desportivo de Portugal, o S. Vítor ou o Sport Clube do Porto merecem tanto respeito como o FC Porto. O Porto não tem clube de futebol. A Associação de Futebol do Porto tem uma selecção e é muito boa. Mas o Porto, como tereis ainda agora lido, não tem clube de futebol. Dois dos melhores futebolistas portugueses de sempre (o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto) são portuenses, nunca jogaram no FC Porto, não são portistas e foram ídolos do Glorioso. Sou portuense, sou benfiquista ferrenho e até sou sócio do Benfica, mas Rui Moreira e Pinto da Costa, garanto-vos, não gostam mais do Porto do que eu. Convém que haja menos propaganda e menos mistura de assuntos sérios (a gestão da cidade e as condições de vida de quem mora e trabalha nessa cidade) com futebolices, vaidades pessoais e rampas de lançamento.

***

Os factores da TVI e o distrito do Porto

I’m not asking you to believe anything you can’t prove. I’m just asking you to prove it.
Will Graham

***

O pedido de desculpas da TVI levou-me a ver um bocadinho do Jornal das 8 de ontem e a encontrar mais uma prova quer da utilidade grafémica das letras consonânticas cê e pê, quer da concomitante inutilidade do Acordo Ortográfico de 1990. O direto, fixado por alguém na moldura daquele oráculo informativo, borra a pintura. Contudo, como sabemos, ‘factores’ são uma prova de que há esperança.

Há muitos anos, no Manhunter, houve um diálogo extremamente interessante entre o Hannibal Lecktor (exactamente, Lecktor e não Lecter) e o Will Graham. No mais recente Hannibal, tivemos o Will a fazer de Lecktor e a Beverly Katz a fazer de Will.

O Will perguntava:
Do you have the file with you?

A Beverly respondia:
Yes.

O Will retorquia:
And pictures?

E a Beverly repetia:
Yes.

É verdade: felizmente, há imagens.

***

Nótula: Por uma questão de clareza quanto ao número de pessoas infectadas com COVID-19 em Portugal, talvez fosse bom que o Ministério da Saúde e a comunicação social portuguesa deixassem de tratar os casos do distrito do Porto dentro da região NORTE DE PORTUGAL (assim, com maiúsculas, como nos oráculos sensacionalistas da TVI).

Neste caso concreto das pessoas infectadas com COVID-19, o distrito do Porto deve ser analisado à parte.

O NORTE DE PORTUGAL é identificado no mapa do Ministério da Saúde como a região que, para quem vem de Barcarena, começa nos concelhos de Espinho [Read more…]

Sindika Dokolo, cidadão de mérito (???) do Porto

Rui Moreira teve razão

For example, in cases where investigators of language change express violent disagreement with their predecessors, a closer look tends to reveal that a strong rebuttal of an earlier position may still crucially presuppose some determinative phrasing of scholarly questions, an indispensable collation of the facts, or pioneering paleographic spadework by the previous researcher being criticized.
Janda & Joseph

“Somos Porto”. É fácil dizer [ˌsomuʃˈpoɾtu].
Rodolfo Reis

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Segundo o Record, Rui Moreira retorquiu

Isso é mentira,

depois de Fernando Madureira ter escrito

Houve falhas de segurança graves e tiveram de ser os seguranças e os populares a restabelecer a ordem.

Se virmos o episódio pela perspectiva de um leitor do Record, o presidente da Câmara do Porto teve razão, pois Fernando Madureira escreveu houveram. Efectivamente: houveram:

Houveram falhas de segurança graves e tiveram de ser os seguranças e os populares a restabelecer a ordem!

De facto, é mentira que Fernando Madureira tenha escrito ‘houve’.

 Continuação de um óptimo domingo.

***

Obrigações e distracções

Em 2013, Rui Moreira dizia: «No JN, já sou obrigado a escrever de acordo com o acordo ortográfico». Em 2018, continuamos a ler no JN: «o autor escreve segundo a antiga ortografia». Isto anda tudo ligado.

«La vie n’est pas un roman»

Caballeros, parte de madurar es aceptar las cosas que a uno no le gusta.

— Chepe Santacruz Londoño

O azul não tem qualquer conotação clubística.

— Eduardo Aires

La vie n’est pas un roman. C’est du moins ce que vous voudriez croire.

— Laurent Binet, “La septième fonction du langage

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O fim-de-semana está à porta. É uma óptima notícia, semelhante àquela da recaída do Expresso.

Todavia, eis o desastre:

No sítio do costume? A vergonha habitual.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
Guilhermina-Rego-Rui-Moreira
Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

Rui Moreira, cercado por culpa própria

Já muito se escreveu no Aventar sobre as mais recentes movimentações em torno da recandidatura de Rui Moreira à CM do Porto, pelo que não quero bater na mesma tecla. Tenho a sensação, tal como o Fernando, que esta decisão já estava tomada há algum tempo, e não engulo a teoria de que as declarações de Ana Catarina Mendes, que me parecem normalíssimas, tenham feito transbordar o copo. Outra razão haverá.

O PS, experiente e mais versado nestas coisas do eleitoral, não perdeu tempo e anunciou Manuel Pizarro como seu candidato, que não sendo uma das figuras mais brilhantes da constelação socialista, me parece agora a melhor opção que o PS tem para correr contra Rui Moreira. Porquê? Porque Rui Moreira assim o quis. Porque, apesar da ruptura que provocou com os socialistas, faltou-lhe a hipocrisia dos carreiristas quando elogiou o agora candidato do PS pela sua “lealdade” e “competência”, afirmando mesmo a intenção de convidar Pizarro para seu vereador. E se é o seu adversário quem o diz, os socialistas não perderão a oportunidade de retirar máximo partido das declarações do autarca. [Read more…]

O mal amado?

[Rui Naldinho]

Para um leigo que olha para o panorama político português através dos vários meios de comunicação social e das redes sociais, constato, dessa leitura, que a imagem de autarca modelo de Rui Moreira, não é assim tão consistente como parecia ser, apesar de muita propaganda em torno das suas acções. Também verifico que a sua margem de manobra como vencedor incontestável nas próximas eleições autárquicas, no Porto, parece não ser tão confortável.

Eu não estou a criticar a sua gestão no município. Longe disso. Mas, face aos últimos acontecimentos políticos, apenas me revejo naquele ditado popular:

“Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades!”

Manuel Pizarro e Rui Moreira

Manuel Pizarro e Rui Moreira

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Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

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Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

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Rui Moreira

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Miguel Teixeira

Faço uma avaliação positiva do mandato de Rui Moreira à frente da Câmara Municipal do Porto e, provavelmente, votaria nele se fosse eleitor naquele concelho. Dito isto, acho que ao “descartar” o apoio do PS , que participou lealmente na governação do município, ajudando Moreira a consolidar o poder e a criar uma imagem positiva do executivo nos últimos 4 anos, o atual Presidente da Câmara do Porto não esteve bem.
As palavras da Secretária Nacional do PS, ao referir “que se Rui Moreira vencer, será uma vitória do PS”, são quanto a mim, um argumento mesquinho usado por Moreira para rejeitar o apoio do PS. É óbvio que se um qualquer partido político, que não é um partido qualquer, sendo o partido que governa o país, abdica de apresentar candidato e decide apoiar uma candidatura independente, por reconhecer que essa candidatura é importante para a cidade, essa é uma atitude que revela humildade. [Read more…]

Crónicas do Rochedo XV – De uma decisão há muito tomada…

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Rui Moreira não precisou do PS para ganhar as eleições autárquicas no Porto em 2013. Só precisou no dia seguinte. Para ter uma maioria estável e governar na paz do Senhor durante os quatro anos do seu mandato. Será que precisa para ganhar as eleições deste ano?

Obviamente que não. Nem do PS nem do PSD e muito menos do Bloco ou da CDU. Para ganhar não precisa. Mesmo para governar tenho dúvidas pois estou convencido que, sozinho, consegue os 44% mínimos para ter maioria absoluta. Mas já estive mais convencido disso há uns meses do que hoje por um motivo muito simples: a abstenção fruto do “já ganhou”.

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Ajustes directos à lupa – Porto

Como nos municípios anteriores, baseámos este estudo na análise do site base.gov. Relativamente à Câmara Municipal do Porto, foram feitos quase 1800 ajustes directos desde o início do mandato de Rui Moreira, num total de quase 45 milhões de euros.
Comecemos pelos escritórios de advogados. Em 3 anos e meio, a Câmara liderada por Rui Moreira entregou 9 contratos por ajuste directo à Cuatrecasas. O mais polémico é provavelmente o caderno de encargos do concurso de concessão do Pavilhão Rosa Mota. A Cuatrecasas no Porto, recorde-se, era à época liderada por Paulo Rangel, dirigente da Associação Comercial Portuense durante o mandato de Rui Moreira. E o advogado da sociedade que ficou com o contrato da Porto Lazer foi Filipe Avides Moreira, hoje o director da sociedade no Porto, actual director da Associação Comercial Portuense e marido de uma assessora jurídica da Câmara do Porto. No total, os contratos ajustados directamente à Cuatrecasas, em conjunto, ultrapassaram os 400 mil euros + IVA.
Já que estamos a falar de advogados, a Câmara Municipal ajustou directamente por 3 vezes com uma outra sociedade, a de Paulo Samagaio. No total, foram 167 500 euros + IVA. O que volta a ser curioso. É que Paulo Samagaio era o advogado que, à data da tomada de posse de Rui Moreira, defendia os interesses da Selminho contra a Câmara do Porto. Dois anos depois, estava a representar o Município. Tinha passado de um lado para o outro… ou esteve, afinal, sempre do mesmo lado?
José Pedro Correia Caimoto, Filipe de Lacerda Machado Barbot Costa, João Manuel de Amaral Regadas, Fernanda Paula Marques de Oliveira, Santos Pinto & Associados, Albuquerque & Associados, Miguel Veiga, Neiva Santos e Associados, Raposo, Sá, Miranda & Associados, Campos Pereira, Pedro Alhinho, Leopoldo Carvalhaes, Candida Mesquita & Associados, JPAB-José Pedro Aguiar-Branco & Associados, TELLES DE ABREU E ASSOCIADOS SOCIEDADE DE ADVOGADOS, Marco Almeida & Associado, Saraiva Lima e Associados, Garrigues Portugal e Sofia Nogueira Pinto (ufa!) foram outros dos advogados/sociedades de advogados que receberam ajustes directos. Mais 24 contratos e mais 545 mil euros.
No total, a Câmara de Rui Moreira gastou com advogados, em ajustes directos, mais de 1 milhão de euros – 1 114 833 euros, se quisermos ser precisos. + IVA. É caso para perguntar o que está a fazer o verdadeiro batalhão de advogados que trabalha na Câmara se, para tudo e mais alguma coisa, é preciso recorrer a ajustes directos ao exterior?

O Mandatário para a Juventude

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A Geringuejola PS/CDS-PP

Estava eu a tomar café e a ler a posta do Carlos, que sendo um indivíduo da Invicta conhecerá os meandros da sua autarquia melhor que eu, e dou por mim confrontado com algo que já tinha lido por aí. Que o presidente Rui Moreira é na verdade um boneco articulado do PS Porto e do senhor Pizarro. Será mesmo?

Parece-me bizarro que um indivíduo como o senhor Pizarro tenha tamanho ascendente sobre Rui Moreira, o super-“independente” que limpou a câmara do Porto ao PSD, apoiado por uma Geringuejola PS/CDS-PP. Mais bizarro ainda me parece que o CDS-PP, tão anti-esquerda e actualmente a roçar a extrema-direita, aceite continuar a apoiar um candidato alegadamente manietado pelos perigosos socialistas. Aceite? Esperem, não fiz jus à coisa. O que realmente aconteceu foi uma decisão unânime da concelhia centrista do Porto, que fez uma “análise globalmente positiva” do trabalho do autarca. Do autarca ou do PS? [Read more…]

Embuste na Câmara Municipal do Porto

Acredito, piamente, na primazia da democracia sobre todos e quaisquer outros sistemas políticos. Para mais quando nos dias de hoje, vários estudos técnicos, nomeadamente, os efectuados sobre a denominada “sabedoria das multidões” permitem conferir àquela convicção, alguma sustentação científica. Mas, obviamente, ninguém pode decidir bem se a informação recebida que fundamenta a sua opção, foi pervertida ou adulterada.

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Turismo de Portugal?????

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Estou admirado? Não. Espantado? Não. Surpreendido? Também não. Mas, pelos vistos, muitos estão. O que me espanta é ver alguns admirados.

Ora vamos lá contar uma história. Aliás, os blogues também servem para contar histórias. Era uma vez um país chamado Portugal. Os seus governantes decidiram criar uma coisa chamada “Turismo de Portugal” para fazer aquilo que competia a uma Secretaria de Estado do Turismo. Os governantes desse mesmo país, não satisfeitos, decidiram criar uma espécie de “delegações” desse tal de Turismo de Portugal (TP): o Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Turismo do Centro, o Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (este não se entende muito bem pois já tinha o Turismo de Portugal por sua conta), o Turismo do Alentejo e o Turismo do Algarve. Sem esquecer o da Madeira e o dos Açores tutelados pelos respectivos governos regionais. Só não criaram o Turismo das Selvagens (olha o Aventar a dar ideias).

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Porto e Gaia, muito mais que um Rio… a separar

De lugares comuns está a blogosfera cheia e poderia aqui recorrer ao chavão de que o rio une, não separa e tal… Mas, a unanimidade instalada em torno de Rui Moreira não permite a similitude total entre as duas realidades políticas das margens, esquerda e direita, da foz do Douro.

Do lado direito, Rui Moreira acaba de receber o apoio do PS e estarão a caminho outro tipo de apoios. Sinto-me tentado a partilhar da opinião do Ricardo no Manifesto74. Não tanto porque sinta como obrigatória a apresentação de uma candidatura do PS a todas as autarquias, mas porque é do debate que nasce a Luz. O Porto vive uma encruzilhada civilizacional – com a crescente presença do Turismo em todas as dimensões da cidades, importa equacionar os caminhos a seguir, nomeadamente no que aos residentes diz respeito. Nunca, em Democracia, o silenciamento que o unanismo provoca pode ser uma opção. E, só por isso, seria mais interessante o aparecimento de ideias e projectos com olhares diferentes para a cidade, que, de uma maneira ou de outra, tem um papel central no futuro do nosso país. Percebo, de qualquer moda a coerência de Manuel Pizarro que abraçando de corpo e alma a cidade durante quatro anos preferiu seguir este caminho, claramente, coerente – admito, até, que no seu lugar tomaria exactamente a mesma opção. Mas e permita-me, caro leitor, que leve o texto para o território das emoções: gostaria de ver mais opções para o Porto. [Read more…]

A Escola do Sócrates

Carlos Silva

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Aprendi, já há algum tempo, que na política há os sérios e os que precisam do marketing.

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Enquanto Rui Moreira anda a brincar aos aviões, o Museu das Marionetas do Porto vai fechar


Pois é, o Museu das Marionetas do Porto, como o conhecemos, vai fechar na rua das Flores. Depois de um investimento brutal da companhia no restauro de um prédio do centro histórico, numa rua que na altura não era chique, o sonho sonhado por João Paulo Seara Cardoso desaparece porque os novos proprietários decidiram um novo destino para o edifício. Não sei qual será esse destino, mas não me admirava que fosse o mesmo que aqui há atrasado a Daniela Major abordou relativamente a Lisboa.
E no entanto, não teria sido preciso assim tanto para dar um fim diferente a esta história. O Museu das Marionetas até tinha direito de preferência na aquisição do prédio. Teria bastado um bocadinho de vontade política.
Mas essa, sabemos por onde anda. Enquanto o Museu das Marionetas é desalojado, o Presidente da Câmara do Porto anda entretido a brincar aos aviões e a publicar livros sobre o assunto. É que há muita gente a andar de avião e não tanta assim a ir às marionetas. A TAP dá muitos votos e Rui Moreira já se arvora em representante de todos os nortenhos. Uma ampla região que vai desde os galos de Barcelos até, quem sabe, às salsichas frescas de Vigo.
O Fredo Brilhantina, que podem ver no vídeo aqui em cima, é que a sabia toda.

Privatização dos transportes no Porto:

O Governo fez um estudo. Mas também fez um caderno de encargos que descura as necessidades de serviço público. Rui Moreira não alinha. Mais info aqui.

Verdade, essa vingativa

Perdoem-me que regresse a temas locais.

O Porto tem um belíssimo teatro municipal, o Rivoli, um edifício de inícios do século XX, e que após um período de remodelação reabriu, em 1997, como um dos principais equipamentos culturais da cidade. Durante os mandatos do executivo liderado por Rui Rio, e no âmbito da sua política de “contenção de despesas”, o teatro foi entregue a uma empresa privada, a do encenador Filipe La Féria.

O actual executivo de Rui Moreira herdou um teatro entretanto vazio (La Feria saiu há anos) e abriu um concurso público para a escolha de um director artístico do Rivoli e do Teatro Campo Alegre. O escolhido foi Tiago Guedes, que, na sua primeira entrevista nessa qualidade, afirmou que encontrou um teatro que havia sido deixado “em muito mau estado pelo Filipe La Féria”, afirmação que parece ter enfurecido Álvaro Castello-Branco, líder da distrital do CDS-Porto, e que foi também vice-presidente durante os mandatos de Rio, e que para além de acusar Guedes de “ignorância e arrogância”, se declarou “preocupado porque pelos vistos há um avençado da Câmara Municipal do Porto que quer ter opinião política”. [Read more…]