Pode estar em preparação novo golpe palaciano na distrital do PSD Porto

7c-1-9Hoje, ao final da tarde, fui contactado por alguns jornalistas questionando-me se seria candidato novamente a presidente da distrital do PSD do Porto.

Confesso que inicialmente fiquei surpreendido porque ainda estamos a 10 meses do final do actual mandato.

Porém foi-me transmitido em seguida que correm fortes rumores que as eleições poderão ser antecipadas para o próximo dia 5 de Março, coincidindo com as eleições para Presidente do Partido Social Democrata.

Também me foi dito que os potenciais candidatos à distrital, na linha da actual direcção politica, poderão ser Andreia Neto, Paulo Rios, Sérgio Humberto ou se for mesmo necessário para garantir a vitória e a sua sobrevivência política poderà ser o próprio Marco António Costa.

No decorrer destas conversas os jornalistas aproveitaram-me para me perguntar como estava o processo judicial que envolve Marco António Costa, no seguimento da denúncia que apresentei junto da PGR, PJ e DCIAP, e como é publico corre termos no DIAP do Porto.

Eu respondi que conheço o processo, talvez como poucos, mas que respeito muito o segredo de justiça e o difícil trabalho dos profissionais judiciais, por isso, não comentaria nesta fase, de forma alguma, o processo judicial.

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A política no ” grau zero “.

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Virgílio Macedo tomou hoje posse como secretário de estado da administração interna do novo governo. Talvez seja uma boa desculpa para mais um ” golpe palaciano ” na Distrital do PSD do Porto.

Há cerca de 10 anos que nenhum presidente da distrital do PSD do Porto completa o seu mandato. Foi assim com Agostinho Branquinho, Marco António Costa e Virgílio Macedo. Esta é sempre uma forma de apanhar desprevenidos os seus antagonistas, não permitindo que haja tempo necessário para que possa aparecer uma alternativa política com tempo efectivo para apresentar uma candidatura credível e para fazer uma campanha séria e verdadeira junto dos 30.000 militantes do PSD no distrito do Porto.

Defendo, por várias razões, que o financiamento dos partidos deve ser exclusivamente público. Este é um passo importante para o fim da corrupção. Até agora só ganha eleições internas quem tem recursos financeiros para pagar as quotas aos ” seus ” militantes. E este dinheiro para pagar quotas de militantes de onde vem? De alguma árvore das patacas ou aparece após um toque de midas? Está provado que não se ganham eleições internas por mérito, mas ganha quem tem dinheiro. Por isso os dirigentes políticos são aqueles que conhecemos. Não se discutem ideias ou projectos, apenas prometem-se e oferecem-se ” tachos “.

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