Neo-liberal-capital: as Marteladas bilionárias

Desde 1980 (antes também, mas marquemos o barómetro aqui, porque Thatcher+Reagan=amor infinito) que se tem assistido a um cavalgar do capitalismo selvagem, imposto pelas políticas neo-liberais, o que levou à abertura do fosso, já de si grande, entre os muito ricos e os pobres e muito pobres. Para além disso, a narrativa dominante demonstra uma aporofobia asquerosa, de rejeição e hostilização do Ser que é pobre, negando-lhe acesso aos mais elementares direitos básicos de sobrevivência, assim como o hábito de inculpar o pobre por ser pobre, ao invés de se inculpar o sistema capitalista vigente há mais de quatro décadas.

Thatcher e Reagan, os dois maiores expoentes de um neo-liberalismo colonial entre as potências ocidentais; Fotografia retirada do site Aventuras na História

  • Uma pessoa, associação ou partido político defende que toda a gente deveria ter direito e acesso a uma habitação condigna, água e luz a preços acessíveis: radical!

 

Fotografia: DW.

  • Um senhor calvo, com semelhanças arrepiantes com o Dr. Evil, explora milhares de trabalhadores e gasta bilhões de euros numa viagem ao espaço, apenas para proveito próprio e vê a sua acção apoiada por certas pessoas, associações e partidos políticos: empreendedor!

Imagem de Humans of Late Capitalism.

Assim vai o mundo…

É por isso que gosto de futebol

O único sector em que os operários ganham mais do que os administradores

As fermentações e destilações de Pulido Valente

Vasco Correia Guedes (Pulido Valente apenas aos 17 anos, pouco antes de idade para assistir a filmes para adultos e à ´Revista Portuguesa’) escreve normalmente a dois tons: ‘fermentação e destilação’, vitalizando abundantes microorganismos à volta da matéria orgânica que, mais do que menos vezes, preenche os textos que publica.

No ‘Público’, e a propósito do agora famoso – e incomodativo para o governo e acólitos – desenho do visado (PP) na ‘Quadratura do Círculo’, SICN, o Correia Guedes fermentou e destilou uma composição, dedicada a Pacheco Pereira, iniciada com o seguinte parágrafo:

O regresso à infância do dr. Pacheco Pereira impeliu esse erudito e estudioso cavalheiro a fazer um desenho, que a televisão mostrou e, ao que parece, foi um “sucesso”.

Ao artigo deu o título ‘ As 200 famílias (nova edição) ‘, inspirada no facto de um político francês, Daladier da Frente Popular, ter denunciado em 1936 que 200 famílias controlavam o Banco de França, então privado.

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Hoje dá na net: Chicken à la carte

«Chicken à la carte» é um filme que explora e de que maneira as desigualdades sociais de um mundo em que o lixo de uns é o luxo dos outros. Uma curta-metragem de Ferdinand Dimadura absolutamente imperdível.