É por isso

que existe uma empresa como a Amazon…

Está na mão de cada um de nós boicotar.

Confirma-se: Passos Coelho tinha razão

PPC

Fotografia via Beira News

Depois do anúncio da Google, eis que somos hoje confrontados com uma nova tragédia, que apenas vem reforçar a genialidade, clarividência e intuição do primeiro-ministro no exílio, Pedro Passos Coelho.

Segundo o Jornal de Negócios, a Amazon poderá a próxima gigante tecnológica a aterrar em Portugal. E – espantem-se – diz-se por aí que poderá aterrar no Francisco Sá Carneiro, e não no Humberto Delgado, contrariando a lógica centralista que impera no rectângulo.

A confirmar-se este rumor, podem os passistas regressar à garagem para pegar nas suas bandeiras, não sem antes remover os autocolantes de Santana, e sair à rua para festejar. O querido líder tinha razão e o processo de venezuelização em curso, que lhes permitirá um dia emergir por entre os escombros, continua imparável.

O drama, a tragédia, o horror.

 

Darwinismo empreendedor na Amazon?

Bezos

Jodi Kantor e David Streitfeld assinam um artigo de opinião no The New York Times que arrasa o funcionamento interno do gigante Amazon. Aqui ficam algumas passagens de um artigo do Dinheiro Vivo que retratam aquilo que aparentemente se vive no interior do império de Jeff Bezos: [Read more…]

Luxemburg Leaks – Versão em Inglês

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Panorama – die Reporter – 11.11.2014 – Reportagem de Pia Lenz, Christoph Lütgert, Anna Orth & Kristopher Sell para o canal NDR.de

As empresas internacionais, grandes nomes como IKEA, E.ON, Deutsche Bank, Amazon e outros, foram capazes de minimizar sua carga fiscal para para quase nada – em detrimento do bem público. Dizem que o que fazem é legal. E provavelmente é. A questão está nas leis que a “Europa” e os seus estados membros fazem, camuflada no discurso pseudo-moralista do “vivemos acima das nossas possibilidades”.

Se o Wikileaks incomoda muita gente…

Primeiro, a Amazon retitou ao seu cliente Wikileaks a possibilidade de continuar a alojar nos seus servidores (AWS) as páginas do site. Depois foi o site Paypal, utilizado para donativos, que recusa processar mais pagamentos. Ambos alegaram violações à sua política de utilização. Uma vez que o Wikileaks apenas está a fazer o que sempre fez, o argumento utilizado não passa de uma treta.

Logo, são opções tomadas após inevitáveis pressões.

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Só não tenho a certeza de onde tenham chegado as maiores pressões: se da administração norte-americana, pela divulgação de 250 mil documentos da diplomacia dos EUA, se das todas poderosas entidades bancárias. É que o Wikileaks já anunciou que a próxima vítima é um grande banco.

Kindle surpresa (eu sei, eu e os trocadilhos não… pois)

Não sou um velho do Restelo, acreditem. Até estava disposta a experimentar o famoso Kindle (o novo leitor de livros electrónicos). Não abdicaria por inteiro do livro em papel, não chega a tanto a minha abertura de espírito, mas estava disposta a dar uma oportunidade a este novo mundo do livro electrónico. O nosso aventor Carlos Loures já havia feito uma lúcida análise deste tema no seu texto “No aniversário de Ray Bradbury – livro vs NTI” e eu, com todo o carinho que tenho pelo velho Ray, ia fazer ouvidos moucos das suas advertências. Mas eis que me chegou aos ouvidos que a Amazon, justificando-se com um problema de direitos de autor, apagou dos aparelhos Kindle os exemplares de “1984” e “Animal Farm”, de George Orwell, que haviam sido comprados e descarregados por vários dos seus clientes para o respectivo aparelhito. (notícia da AP disponível aqui.) A empresa oferece-se agora para reembolsar os lesados ou devolver-lhes os livros que haviam sido apagados, mas a sombra negra que este acto gerou é que já dificilmente se dissipa. A Amazon pode apagar um livro do Kindle depois deste ter sido comprado e transferido para o leitor?

Isto significa que pode aceder ao aparelho e saber quais os livros que compramos, que leituras preferimos, e até consultar as notas que tomamos, os sublinhados que fazemos, o que destacamos de cada página que lemos? Pode armazenar dados sobre as nossas preferências? Pode apagar, quando assim o decidir, aquilo que considera que não devemos ler? Pode enviar-nos os livros que entende que devemos ler, introduzindo-os no aparelho sub-repticiamente? Haverá um olho perpetuamente vigilante do outro lado do aparelho, a acompanhar a nossa leitura, a tomar nota dos bocejos ou dos sorrisos cúmplices que cada página nos desperte, a avaliar e a medir o tédio com que encerramos o ficheiro de um livro ou o entusiasmo com que sublinhamos passagens? Não, fiquem lá eles com o Kindle, que eu vou fazer caso ao velho Orwell.