

Este mapa era para outro comentário, mas esta malta meteu-se no meio e poupou-me o trabalho de o escrever.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.


Este mapa era para outro comentário, mas esta malta meteu-se no meio e poupou-me o trabalho de o escrever.
À atenção de todos os que mantendo residência oficial em Portugal já tiveram de fugir da zona de conforto dos banqueiros: os emigrantes podem votar, hoje, amanhã e quinta-feira. O facto de isto ser desconhecido e aqui anunciado por uma candidata diz tudo sobre quem foge ao castigo: o governo.
Rangel distribui calendários do mundial de futebol e chama-lhe pedagogia europeia.
As manobras de manipulação eleitoral em favor da maioria têm, em todos os canais televisivos, atingido níveis demenciais, nunca vistos (e os deuses sabem que já vimos muito!…). Dá resultado? Vai dando. As sondagens parecem mostrá-lo (já sei, já sei, as sondagens valem o que valem, etc. e tal).
Não querendo gastar-vos a paciência com especulações sobre a alienação dos oprimidos, aqui vos deixo um poema breve do velho mestre, que dedico a todas as vítimas que tencionam votar nos seus carrascos:
O cão fiel
Era um cão fiel…
Foi a dar ao rabo atrás do dono
até à oliveira em que este
o enforcou com um arame.
(Joaquim Namorado)

Desconfio que o partido surpresa destas eleições vai ser o POT. É deles.

O nojo continua, a pouca vergonha enfuna as velas, como aqui se lembrará neste dia, todas as semanas. Já agora – e sem perder tempo com comentários – importam-se de dar uns calmantes ao Rangel, ou, se for caso disso, reduzir-lhe a cafeína ou os fármacos para emagrecer? É que o homem está alucinado. Tanto, que o Assis até parece diferente do seu parceiro de centralão.
(Nota: deixei de ver este programa , mesmo que em passagem de zapping, desde o longínquo dia em que, passando por ele, ouvi este edificante debate: Constança C.S.: “o PCP tem uma posição sobre…”. Assis, atalhando seco e breve: “não interessa; o PC não passa de uma seita religiosa”. Rangel apressou-se a concordar. Rosas sorriu, encostou-se à cadeira e calou-se. Nunca cheguei a saber qual era a questão da Constança. Mas fiquei esclarecido. Só regressei agora, por não resistir à curiosidade de ver até onde vai o asco comunicacional neste como noutros programas. É por militância cívica, mesmo.)

Todos as conhecem. São uma das mais detestáveis brincadeiras de Carnaval. Mas, nesta quadra, são a melhor metáfora para o início da campanha eleitoral quando queremos caracterizar os discursos de alguns protagonistas.
Lá aparecem as tentativas de revisão da legislação que regula o acesso aos media. Lá vêm os opinadores do costume, segundo a maioria dos quais tudo devia ser regido pelos famosos “critérios editoriais”, que, sendo as coisas o que são, dariam o resultado que todos adivinhamos. Para já, os do costume vão-se locupletando. Estou a admirar, sobretudo, a distribuição de papéis pelos vários actores.
Cavaco aparece hoje a fazer o mais pornográfico apelo ao “bom senso” dos portugueses para que estes votem nos partidos subscritores do pacto troikeiro. Os candidatos a candidatos a Belém desdobram-se em declarações de amor ao bloco central – já nem se preocupam em referir o CDS, que fará o que lhe mandarem para sobreviver. Seria, pois, de esperar, que os candidatos Dupont et Dupond – Assis e Rangel, bien sûr – se atirassem como gato a bofe a este eleitorado. Mas não. [Read more…]

Quando aqui se chamou a atenção para a sujeira informativa em que consistia a continuação do programa “prova dos 9” com os actuais participantes – refiro-me, naturalmente, a Paulo Rangel e Francisco Assis -, houve quem discordasse, sobretudo nos termos em que pus a questão, alegando as qualidades de Constança Cunha e Sá e Fernando Rosas.
Amigos houve que não tiveram dúvidas de que o quadro de comentadores iria mudar. Dois episódios passados e não só se confirmam todos os piores prognósticos como as coisas ainda superam as piores expectativas.
Que a questão foi abordada noutras instâncias, não tenho dúvidas. José Alberto Carvalho, director de informação da TVI, na altura em que se congratulava com a nomeação de dois dos seus comentadores para cabeças de lista dos seus partidos, advertiu que “agora temos um problema”. Intuía ele, e bem, que alguma entidade, em nome da democracia ou do mais elementar sentido de decência, iria pôr fim à festa.
Santa inocência. Como era de se esperar, é fartar vilanagem. Hoje a coisa chegou ao ponto do Rangel, agitando a sua mão como uma solha neurótica, ter repreendido uma perplexa Constança, cujo rosto transmitiu bem o que lhe ia na ponta da língua. Fernando Rosas, dir-me-ão, defende os seus pontos de vista, mas continuo a pensar que acaba por ficar ali com um papel puramente instrumental, não sendo capaz de desmontar a tramoia, como seria desejável – mas não expectável, não tenho ilusões. E assim prosseguirá a festa por todos – todos, sem excepção – os canais televisivos, meio por excelência de manipulação de consciências e vontades. Já se viu o tom e a regra: [Read more…]
Francisco Assis está para a esquerda como Paulo Fonseca para os adversários do FC Porto: é um abono de família, ambos o querem como rival.
Na ânsia de ir buscar votos ao mítico centro, Seguro apresentou a pedido e no tempo da concorrência, o melhor adversário que João Ferreira e Marisa Matias podiam ter: defensor de blocos centrais, hábil em despistar-se com Clios, um discípulo de Blair e outros cangalheiros da social-democracia europeia na economia.
Paulo Fonseca conseguiu ressuscitar um clássico do Rui Veloso:
Este espírito natalício em vésperas de entrudo, esta generosidade ímpar que segue a par, vai acabar mal, para o PS e para o FC Porto. Ora se o segundo caso me preocupa, o primeiro terá o que merece.
Os líderes do PS e do PSD escolheram para cabeças de listas às europeias os respectivos opositores à última luta pela liderança dos seus partidos. É um ganho para todos.
Os escolhidos vão bem pagos para uma mobilidade de luxo. Os mandantes livram-se da proximidade dos adversários exilando-os para longe. Nós ganhamos por deixar de aturar as suas baboseiras semanais na televisão, no programa comicamente chamado “prova dos nove”, onde fazem reciprocas vénias desde que o assunto seja a parte ausente da esquerda.
Porque o mais elementar sentido ético lhes imporá que abandonem imediatamente tal programa onde são comentadores profissionais remunerados. (Imperativo ético?! Está bem, está…).

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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