O velhinho que roubou 11 bancos nos Estados Unidos


Um benemérito. Porque ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão.

Haiti ou a hipocrisia americana

 

Como é relativamente longo, retirei de um texto de Eduardo Galeano apenas estes três parágrafos, os quais me parecem oportunos nestes dias de profunda hipocrisia. A sua transcrição isolada não me parece desvirtuar o sentido do texto.

 Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até
1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar
as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia
vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário
de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que
a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem “uma
tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de
civilização”. [Read more…]

Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido. Mário Soares e o 25 de Novembro.

continuação daqui

O antigo chefe de gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros e secretário-geral do PS, Vítor Cunha Rego, tivera contacto anteriores ao 25 de Abril com o chefe da CIA em Lisboa, John Morgan. Após o assalto ao «República» e quando Carlucci adquirira a certeza de que Soares entrara no «bom caminho», seriam designados Cunha Rego e Bernardino Gomes para veicular os futuros contactos e o apoio da CIA ao PS.

Com o caso «República» ainda fresco e tendo em conta que aquela organização considerava prioritárias as acções na imprensa e em editoras, como o senador Edward Boland de Massachusset apuraria no final dos anos 70, foi decidido combater a predominância do PC nestes sectores. Assim nasceria a editora «Perspectivas Realidades», ao mesmo tempo que era adquirido o edifício onde iria funcionar a CEIG, Cooperativa de Edições e Impressão Gráfica, com a finalidade de imprimir o diário «A luta» em substituição do «República». O contacto americano era um «operacional» das chamadas «covert operations», ou operações clandestinas, da CIA, a que chamarei apenas KC. (…)

Em entrevista à TVI e a Miguel Sousa Tavares na SIC [1994], o Presidente da República [Mário Soares], para além de se colocar no papel de principal líder da resistência à tentativa comunista de 25 de Novembro, adiuantaria que, de facto, «conspirara» com Callaghan e os serviços secretos ingleses, embora negasse qualquer apoio dos norte-americanos. (…) Mas o general Ramalho Eanes, um pouco esquecido pelos media, viria a contestar o paperl de Mário Soasres no 25 de Novembro, afirmando poder «garantir que a versão dos mesmos apresentada pelo Dr. Mário Soares contém algumas inverdades». Chegaria mesmo a acusar o seu sucessor de pretender adulterar a história, de não ter lido os documentos oficiais sobre o 25 de Novembro e de ter tendência para valorizar os seus contactos internacionais. Mas, segundo refere, «a verdade é que os militares trabalharam essencialmente com matéria-prima nacional». [Read more…]

O Prémio Nobel da Paz, rejuvenecido

Podia-se dizer que a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barak Obama, seria uma surpresa. É verdade que ninguém estava a espera, e, todos ficamos felizes. A minha felicidade é apenas porque o Prémio deve incentivar ao Presidente a acabar a guerra de Iraque-notem bem, acabar a guerra de Iraque, digo, e não uma retirada. Usar essas palavras significa uma obrigação para que os iraquianos não combatam mais entre si. Nunca esqueço o dia em que foi eleito Presidente dos EUA. De imediato escrevi um texto no jornal O Interior, Intitulado: Finalmente! É verdade também que o prémio Nobel da Paz não´tem o mesmo significado desde o ano 1973, por ter-lhe sido atribuído a um criminoso que em Setembro de 1973, após dinamizar um golpe de Estado, em Novembro desse ano foi premiado. O seu colega no Prémio, Le Duc Tho, rejeitou o galardão por motivos conhecidos por todos nós. Ele tinha lutado para acabar a guerra do Vietname, o outro, após da incentivar, virou do avesso e procurou essa paz…anos depois! Le Duc Tho, tinha estado na luta e sabia o que a guerra era e a sua felicidade pela paz era autêntica.

Mas, será justo misturar Obama, esse grande pacificador, com falsos profetas? No seu discurso pré entrega do Prémio, prometeu solenemente acabar as guerras do mundo. De certeza, consegue. E mais nada digo. O facto de comentar o Prémio do Presidente, da família Iraquiana Hussein, é um orgulho: laços de parentesco, não com o ditador, mas sim com um país que sofre, como o sem Prémio Nobel deixa nas suas mãos a responsabilidade que Bush, o seu predecessor no crgo, nunca quis assumir: que o povo Iraque viva em paz. Que os Chitas não perturbem a paz. Que os Sunitas estejam reconciliados entre si e com o povo que sofre. O novo Nobel da Paz, é semelhante ao Dalai Lama, quem também recebera esse galardão. Desde o meu humilde sítio de escritor, penso e sinto que Academia Sueca não podia ter escolhido uma melhor pessoa que Barak Obama Hussein