Medicamentos inovadores – um problema económico?

Há uma guerra na Saúde. Por um lado os médicos que vêm a sua capacidade de prescrição reduzida por o Infarmed (entidade que no Ministério da Saúde aprova os medicamentos) demorar cerca de um ano a dar novas autorizações a medicamentos que são utilizados correntemente noutros países. Por outro lado o poder político que vê a factura do medicamento crescer desmesuradamente.

Claro que há muito medicamento novo que não é inovador, muitas vezes são combinações de principios activos já utilizados, e que são comercialmente reciclados .

Uma das formas mais interessantes para ajudar a resolver esta aparente contradição é levar a indústria farmacêutica a suportar parte dos custos, pois é parte interessada em demonstrar a capacidade do seu medicamento.

Outra forma, é as autoridades da Saúde perceberem que a despesa em medicamentos pode e deve ser vista como um investimento, se olhado na óptica do doente – a maioria destes medicamentos estão na área da oncologia – pelos sofrimentos que evitam, pelos tratamentos caros e menos eficazes que substituem, pelas camas ocupadas, pelos médicos e outro pessoal utilizados e que podem ser reduzidos com a introdução de medicamentos, realmente eficazes.

A introdução no mercado de um medicamento realmente inovador exige um enorme investimento por parte da indústria que tem, naturalmente, que reaver o dinheiro para poder continuar a investigação, mas não podemos matar a “galinha dos ovos de ouro”.

Há que encontra formas de prescrição, como a unidose, para evitar o desperdício de muitos milhões que são habituamente deitados para o lixo.

Nenhum de nós precisa de sair de casa para perceber isso!

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