O Japão aqui tão perto

Já está: A UE e o Japão assinaram anteontem o JEFTA, o acordo comercial UE/Japão, criando uma zona de comércio livre com mais de 600 milhões de habitantes

Mais uma vez, a voz da sociedade civil ficou de fora; entre os cidadãos, quem ouviu falar deste colosso que sujeita às leis do comércio livre quase todas as áreas da nossa vida???

Eis apenas uns exemplos dos problemazinhos do JEFTA:

a água é considerada uma mercadoria; o princípio europeu da precaução não é mencionado; preconiza uma cooperação regulatória que nos rouba soberania; submete os serviços públicos às leis do mercado (excepto aqueles que cada governo tiver expressamente listado como excepção), limitando severamente a capacidade de governos os criarem, expandirem e regularem e de reverterem liberalizações ou privatizações; restringe ainda mais a capacidade da UE e dos Estados-membros controlarem as importações de alimentos e rações provenientes do Japão, apesar de já existirem casos documentados de importação ilegal de ração geneticamente modificada do Japão… [Read more…]

Analytica

 

Fonte: internet

 

O Estado – o Soberano – sabe mais sobre cada um dos seus súbditos do que cada um desses súbditos sobre si próprio. É esse, aliás, um dos fundamentos do poder do Soberano.

Estando o Estado – o Soberano – capturado e detido por Ordens multinacionais cuja característica principal é o ilimitado poder económico e financeiro, são essas Ordens que, de facto, constituem o verdadeiro Soberano e é a ele que os cidadãos estão subjugados, por interposto ritual cívico-político, mero ecrã institucional que não é mais que uma terceira ordem de poder, destinada a revelar (cobrir de novo) a sua real origem.

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As notícias que não passam nas tevês portuguesas #2

huge_demonstration_against_TTIP_Berlin_10_Octob2015
Uma gigantesca manifestação contra o Tratado Transatlântico em Berlim, hoje.

Luxembourg Leaks: uma história de gatunagem legal

(O esquema de evasão fiscal resumido em 3:10 minutos de boa animação)

A organização não-governamental Transparência Internacional revelou na passada Quarta-feira um relatório sobre a transparência na actividade das 124 maiores multinacionais do planeta. A avaliação foi feita com base em 3 critérios: transparência financeira, transparência organizacional e políticas anti-corrupção. E se os resultados como um todo não surpreendem, não deixa de ser surpreendente, verificar que petrolíferas como a americana Exxon Mobil ou a sua parceira estatal russa Rosneft, ou bancos predadores como a JPMorgan Chase estão melhor colocados neste ranking do que a Apple, a Google, a Canon ou a Walt Disney. A Walt Disney? Porra! Nem as crianças estão a salvo destes gangsters financeiros…

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Hoje dá na net: The Corporation (A Corporação)

Documentário canadiano de 2002 que apresenta o poder das Corporações, mais forte que o poder politico.

Através de seus lobbies junto aos governos e suas ferramentas de merchandising, marketing, branding, etc, elas definem tendências de consumo de produtos electrónicos, vestuário, alimentos, entretenimento, medicamentos, etc.

Corporações farmacêuticas influenciam e até definem o que será e o que não sera ensinado nos curriculos universitários de Medicina, Farmácia e outras áreas de Saúde, para defender seus interesses mercantilistas de vendas de inúmeros medicamentos nocivos.

Versão de 2 horas (o dvd tem 7), legendado em português. Ficha imbd .

A China, a Europa e já agora o PCP

          Negócio da China!

negócio da chinaO comissário europeu para a Indústria e vice-presidente da CE, Antonio Tajani, acaba de alertar para o perigo das aquisições de empresas europeias pela China. Considera tratar-se de ofensiva de estratégia política dos chineses, contra os interesses europeus.

A que interesses se referirá o político, oriundo da Força Itália, de Berlusconi? Obviamente aos do poder do capital financeiro europeu. Nem dele, nem de outro comissário, nem do Presidente da CE e ex-MRPP, Barroso, ouvíramos antes observação semelhante; breve que fosse, se atingidos interesses e  direitos sociais legítimos de milhões de europeus. Perante os efeitos da deslocalização para a China de inúmeras actividades industriais de multinacionais europeias, a CE mostrou-se capciosamente indiferente. É o mercado a funcionar, diziam.

Com a Índia como companheira, a China, controlada pela oligarquia  do PC chinês, é a  pátria preferida pelas multinacionais. Motivo? Os benefícios do “dumping” social de mais amplas proporções e desigualdades do universo. Um única empresa, Foxcoon, ilustra com clareza o que é o trabalho de semi-escravidão naquele país:  12 horas diárias de trabalho, 6 dias por semana e salários mensais entre 90 e 120 euros. Contra estas ignominiosas condições de trabalho, fortemente responsáveis pela crise económica, social e de emprego a que os países da UE estão submetidos, o silêncio da CE tem sido a regra, de facto. Agora, porém, outro galo canta. Está em causa a ‘Volvo’ e, acima de tudo, um conjunto de interesses da Alemanha e França na indústria automóvel. [Read more…]