Filosofia de bolso (5)

– Na vida, os valores e os princípios têm o seu peso. Por isso é que há uns que sobem mais facilmente do que outros.

Filosofia de bolso (4)

– Cada um tem a sua vida, mais a vida dos outros…

Filosofia de bolso (3)

– O medo e a coragem são a raiz da vida. Principalmente o medo: somos treinados para ter medo, e para ter coragem perante o medo. Dificilmente somos treinados para ter coragem pela coragem, sem ideia de medo.

Filosofia de bolso (2)

– Dantes, vivia-se menos tempo e tudo era moroso. Hoje, vive-se mais tempo e tudo é frenético. Andamos sempre em desacerto.

Filosofia de bolso (1)

O nosso Prof. Raul Iturra, disse, recentemente, que “o nosso sítio de debates está a piorar“.
Da minha parte, e porque sempre mais vale  prevenir do que remediar, vou tentar elevar o nível intelectual desta casa, abrindo este meu pequeno espaço para publicar breves e avulsos pensamentos que me vão surgindo.
Pensamentos para serem levados ou não a sério, consoante a vontade de cada um.
Para começar, e por evidente razão de inspiração, aqui vai o primeiro:
– Quem critica a existência do Dia da Mulher, fala mal ou desdenha,  é porque não tem uma florista, nem um restaurante, nem uma tipografia que faça postais com corações. Como eu.

Convidado – para reflectir…

 Estudei com ardor tanta filosofia, Direito e Medicina, e, infelizmente até muita Teologia. A tudo investiguei com esforço e disciplina. E assim me encontro eu, qual pobre tolo, agora, tão sábio e tão instruído quanto fora outrora!

Primeiro fui assistente e em seguida Doutor, dez anos a ensinar, autêntico impostor. A subir e a descer por todos os lados. Estudantes à volta em mim sempre grudados. E chego ao fim de tudo ignorante em tudo! Coração a ferver! Para que tanto estudo! Não tenho mais saber que os tolos e doutores, nem sei mais do que os Mestres, padres e escritores. Dúvidas? Escrúpulos? De tudo já dei cabo.

Não mais me assombra o Inferno e nem mesmo o Diabo, fugiu todo o prazer da minha adolescência, não me interessa mais do Direito e a ciência, nem tampouco a tarefa árdua de ensinar, aos homens converter e tanto doutrinar.

Dinheiro não ganhei, não tenho quase haveres, nem a gloria do mundo e seus doces prazeres; por que tanto viver como se fora um cão! Apego-me à magia. É uma salvação.

Pela força do espírito e o vigor do verbo, as forças naturais, secretas e exacerbo, que com amargo esforço eu tentei revelar não conseguindo nunca a verdade alcançar. Por fim, conheço hoje, o que em todo o mundo. Existe de mais íntimo e de mais profundo. As forças criadoras, forças embrionárias, que palavras não exprimem tão tumultuárias.

Goethe (Fausto)

 

É apenas para reflectirem um pouco. Pode ser de grande ajuda nos tempos que vão.

 

RD

Rolf Dahmer

Desistência

Por cada cabelo branco que nasce, há, provavelmente, uma ou mais células cerebrais que se consomem. É a lei da vida. Por esta lei da vida desconfio que possa haver, em muitos homens, algum grau de displasia e degenerescência na sua admirável capacidade de pensar. O sinal desta desconfiança reside, a meu ver, naquilo que me parece ser alguma instabilidade e algum desacerto no fio-de-prumo do seu intocável carácter.

 

Dá ideia de que as células, cansadas de tanto pensarem bem, como aconteceu tantas vezes na sua vida e em muitas das suas intervenções, muitos homens se desmobilizam e se demitem, por vezes, do rigor funcional que lhes é exigido. Há muita gente ansiosa por pendurar a tabuleta a dizer “cheguei até onde pude”. Por vezes não querem parar um pouco para descansar, pensar e entender que esta viagem não tem fim, é a viagem da dignidade humana, da infindável curiosidade e descoberta, e qualquer fictícia chegada arruma a pessoa para fora da única vida que vale a pena viver. Parar, não é uma decisão muito compatível com o homem da angústia e da sede da verdade. O homem da formação e da determinação.