
António Guterres não normalizou a violência do Hamas. Muito menos a legitimou. Limitou-se a constatar o óbvio.
O absurdo é tal que há quem nos queira fazer crer que Guterres não condenou o ataque do Hamas, quando o fez sem qualquer tipo de contemplação.
Eis o que disse Guterres:
É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante. Viram as suas terras serem progressivamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência, a sua economia está asfixiada, a sua população deslocada e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer. Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas, e esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano.
Subscrevo cada palavra. E sinto orgulho na imensa coragem que demonstrou com esta declaração. Senti-me representado. Guterres bem. Muito bem.











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