«Lembrai-vos disto e meditai, reflecti, ó prevaricadores» (Is 46, 8)

Arguments that teaching explicit pronunciation is a waste of time or does not fit into a communicative classroom thus do not hold, as the benefits to the students are tangible.
Abby Bajuniemi

And then you cut
You cut it out
And everything
Goes back to the beginning
Choir of Young Believers

Mementote istud et confundamini; redite, praevaricatores, ad cor.
Is 46, 8

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Ontem, foi dia de reflexão.

Hoje, é dia de meditação («lembrai-vos disto e meditai»).

Efectivamente, vede, incréus, o que aconteceu hoje no Diário da República.

Houve fatos

sim, houve fatos

e, além destes fatos, houve contatos:

Citando Frei Bento Domingues, num texto muito justamente intitulado Meditar em qualquer lugar,

boas férias e até Setembro.

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«Pão para todos»

Já disse aqui que gosto de algumas crónicas de Frei Bento Domingues. Transcrevo uma passagem interessante e sublinho ideias tal como faço no jornal de papel:

Jesus não alinhou nem com o regime de austeridade de João Baptista, nem com o estilo de vida do rico avarento. Gostava da vida, de comer e de beber, como toda a gente que tenha os sentidos bem apurados. Até lhe chamaram glutão e beberrão (Lc.7 e 16). Não suportava ver uns à mesa e outros à porta. Era a partir dos excluídos que encarava a transformação da sociedade (Público, 29/7).

 Jesus  – quanto mais não seja, enquanto figura histórica para a maioria – devia ser um exemplo para os políticos.

 

O poder dos sem-poder

Gosto de ler as crónicas de Frei Bento Domingues ao domingo no Público.

Hoje, escreveu: “O poder da palavra é o poder dos sem-poder. Daí, o perigo do seu contágio.”

Que bom podermos dizer livremente aquilo em que pensamos.

Uma difícil arte

 

(Paul Cézanne, Retrato do Pai do Artista, c. 1866)

Às vezes, espreito o que escreve Frei Bento Domingues no PÚBLICO e gosto. Nem sempre concordo, nem sempre compreendo a sua «dureza». Este domingo, talvez pelo uso de palavras mais simples, li a crónica até ao fim.
Julgo que procuramos num texto as palavras que precisamos. Muitas vezes as que alimentam a alma…

Talvez influenciada pelas últimas notícias de idosos que foram encontrados mortos em casa, sós, ao fim de vários dias ou mesmo semanas, as palavras que Bento Domingues escolheu para este domingo 12/2, remeteram-me para essas histórias de vida tristes que não encontraram nos vizinhos e na sociedade a família que não tinham ou que já não os queriam por perto ou que deles se foram afastando por esta ou aquela razão.
Agrada-me e identifico-me com a ideia de “ver o mundo como uma família” e de que a “Igreja deve ser o sinal e o instrumento de um mundo de mãos dadas, de um mundo que tende a entender-se como sendo uma família, na multiplicidade de todos os povos e culturas”.
E sim, é deveras difícil essa “arte de sermos família com pessoas que não escolhemos, mas acolhemos.”