Não fiz nada de mal, mas por favor não contem a ninguém

“Na noite de uma quinta para sexta-feira o senhor primeiro-ministro telefonou-me e pediu-me por tudo para não publicar uma notícia sobre a sua licenciatura”, contou o director do Expresso, acrescentando que estiveram “mais de uma hora ao telefone”, e que questionou várias vezes José Sócrates se “queria fazer algum desmentido ou correcção”.

Mas não, o primeiro-ministro pedia apenas, e reiteradamente, para que o texto não “fosse publicado”. “Antes disso”, contou ainda Henrique Monteiro, “já várias pessoas, políticos e não políticos me tinham manifestado incomodidade ou estranheza por notícias que tinham saído, mas por notícias que ainda não tinham saído foi a primeira vez”.

O engraçado é que ainda na segunda-feira vimos o licenciado ao Domingo com a maior lata deste mundo afirmar que não se tinha provado que tivesse havido qualquer favorecimento nesta anedota.

Pelos vistos não se provou, mas preferia que não se tivesse sabido.  Como se não fossem tantas as oportunidades que tem de demonstrar a qualidade do seu inglês técnico:

Acção de nulidade da Licenciatura de Sócrates

Recebido por mail:

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se
averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates,
depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue «Do Portugal Profundo”

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo (como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois, não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas.

Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.
Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi – na semana passada – será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em Engenharia Civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

Dr. José Maria Martins

Homenagem a João Miguel Tavares contra as manigâncias de Sócrates (onde se compara com João Vale e Azevedo)

Mais uma vez, José Sócrates perde um processo em Tribunal. Desta vez, contra João Miguel Tavares que, no fim de contas, só disse o que muitos já disseram: «A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.»

As dificuldades de José Sócrates em conviver com a democracia impediram-no, mais uma vez, de ver que só um cego não vê que o primeiro-ministro é claramente suspeito de um conjunto de manigâncias, mesmo que as mesmas não tenham sido (ainda) provadas em tribunal. Não é culpado, pelo menos até ver, mas que é suspeito, é.

Faz-me lembrar João Vale e Azevedo: enquanto foi Presidente do Benfica, a Justiça nunca lhe tocou e era tudo difamações do FC do Porto e da Olivedesportos. Quando deixou de o ser, cairam-lhe todos em cima.

 

Um é sabido e o outro é anjinho?

Costuma dizer-se que "ou há democracia ou comem todos" o que parece (parece, já não sei bem) querer dizer que estamos todos em igualdade  perante a lei e os costumes. Não podemos exigir a um o que não exigimos a outro.

 

Vem isto a propósito do que aí vai entre os meus amigos PS quanto à questão da trapalhada com as palavras e os silêncios de Cavaco Silva, Presidente da República.

É óbvio, para todos, que há aqui uma questão mal explicada, acusações deturpadas, fontes interessadas, tentativa de intromissão nos resultados das eleições, tudo o que não deveria ter acontecido e muito menos com o envolvimento da Presidência da República.

 

Mas estes meus amigos, são os mesmos que defendem José Sócrates, Primeiro Ministro, de todas e quaisquer suspeitas nos diversos casos em que o Primeiro Ministro está envolvido.

 

Foi acusado? O tribunal já se pronunciou?

 

 

 

No Freeport aparecem envolvidos, tios e primos do Primeiro Ministro? Tudo natural.

 

Na Cova da Beira, o professor que passou o Primeiro Ministro a doze disciplinas ao domingo, é um dos acusados em tribunal por ter existido batota no concurso em que José Sócrates era o secretário de Estado de quem dependia a adjudicação? Normalíssimo!

 

José Sócrates falsificou as fichas na Assembleia da República? Normal!

 

Comprou uma casa a metade do preço e através de uma off shore? Normal!

 

Não há nada provado em tribunal, até lá todos são inocentes. Mas então isso não se aplica ao Presidente da República? Os índicios que nem tudo correu bem no caso das escutas, é razão bastante para transformar Cavaco no sr. silva e, no caso de Sócrates, não chega para lhe fazer crescer o nariz?

 

Há Democracia ou comem todos?