Olhó título!

Portugal deve ser o único país europeu onde predomina o culto de se tratar a outra pessoa pelo alegado título académico.

Sim, digo alegado porque há muitos que sabe Deus… ou nem Ele.

Um dia, espero ser tratado por Senhor Teixeira com mais respeito do que tantas vezes sou por Senhor Doutor.

Boa, Torre de Moncorvo!

José Manuel Prostes da Fonseca- Homenagem

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Todos sabemos que faleceu subitamente a 3 de Fevereiro deste ano de 2013. Todos sabemos que nasceu no dia 20 de Março de 1933, todos sabemos que era o Engenheiro Prostes, como era denominado por todos nós no ISCTE, hoje ISCTE-IUL, por ser Licenciado em Engenharia Química. Sabemos também que foi Diretor Geral de Administração Escolar antes do 25 de Abril e Secretário de Estado de Administração Escolar do Ministério de Educação e Ciência dos três primeiros Governos Provisionais a seguir à data da nossa liberação da ditadura, opressão de que não fez parte. Bem como todos sabemos que foi Diretor do Conselho Diretivo do ISCTE entre 1984 e 1999, com o Catedrático em Comunicações José Manuel Paquete de Oliveira.

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Os canudos e o Sr. António

É notícia que este ano, para o ensino superior público, há “mais 647 vagas, num total de 54 068“.

Em princípio isto seria bom. Mas na verdade não é. Pelo menos enquanto dominar a lógica das famílias investirem ao longo de anos numa carreira académica para que a  descendência atinja o almejado canudo, e depois de se ter um doutor, ou engenheiro, na família, é procurar emprego. Com sorte, irá trabalhar numa empresa criada e gerida por alguém que só tem alguns estudos de liceu.

Um dos grandes males deste país é que se estuda para doutor ou engenheiro, ou algo do género, para se ir trabalhar para a empresa do Sr. António  – porque neste país o normal é tratar as pessoas pelo primeiro nome, nem que elas tenham idade para serem nossos avós.

O Sr. António não foi para doutor, lançou-se à vida e será ele quem, como patrão, irá fixar o salário do Sr. doutor ou do Sr. engenheiro. E é um sacana, porque explora e quer ficar rico. Como se fosse censurável quem assume responsabilidades empresariais – pagar salários, fornecedores, tributos, encargos, rendas, dar avais pessoais aos bancos, etc – almejar ter muito mais do que um salário. Para isso, para viver de um salário, tinha estudado para ter um canudo de doutor ou engenheiro e arranjado emprego na empresa doutro Sr. António.

O mundo da infância – II parte: mudança de vida

 

Habituado a navegar e academicamente preparado para isso pela Universidade Católica de Valparaíso[i], como narrei na parte I, o mar era a sua delícia, navegar o seu objectivo, e esses encontros e desencontros com a sua mulher e o único filho desses tempos, sogros e cunhados, uma delícia. Estar todos os dias com as mesmas pessoas, poderia ser cansativo. Estava habituado a solidão dos campos, a montar o seu cavalo e percorrer o fundo em procura de amores ou amigos para cavaquear. Gostava dessas companhias, mas nem todos os dias nem com as mesmas pessoas. Era o patrão e gostava mandar ou pregar brincadeiras pesadas aos amigos, mas de que gostava brincar, era o seu prazer. Tinha começado os seus estudos na Universidade referida antes, em breves anos após a sua fundação, aos seus 18 anos: cinco anos de estudo mas a prática de engenheiro da marinha, acabaram por deixa-lo livre e com um bom ordenado em 1937. Aos 27 anos casou com a Senhora que pretendia mãe do bebe que foi a sua ilusão. [Read more…]

AH! Estes jovens tão imaturos

Atão o nosso inginheiro tem feito um trabalho tão bom e vivemos num país em que tudo funciona tão bem (pelo menos segundo o que ele próprio apregoa, porque eu não consigo ver bem isso, mas, obviamente, que é porque tenho cataratas) e vem aquele rapaz mais novo e diz que isto não pode continuar? Tem a lata de dizer que só aprova o orçamento se o Governo quiser descer a despesa do Estado e se não subir os impostos? Atão sem subir impostos como é que se pagava a bestial governação do senhor inginheiro e as despesitas da administração? Só faltava dizer que também não podiam pedir uns cobres lá fora!

É, mesmo, preciso uma oposição madura. Uma oposição que não queira impor estas coisas sem sem sentido. Uma oposição que seja responsável e dê “roda livre” ao senhor inginheiro.

Acção de nulidade da Licenciatura de Sócrates

Recebido por mail:

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se
averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates,
depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue «Do Portugal Profundo”

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo (como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois, não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas.

Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.
Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi – na semana passada – será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em Engenharia Civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

Dr. José Maria Martins

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