
Toda a gente conhece a história de Dorian Gray: o rapaz belíssimo que vende a alma para que seja o seu retrato que envelhece e não ele. Ao mesmo tempo, Dorian vai-se tornando mais perverso, mais corrupto, mais cruel. Nada disto tem efeito nele, mas sim na sua pintura.
O filme segue esta história mas adiciona alguns volte-faces interessantes. No livro, sempre se deu atenção a Basil, o homem que pinta o retrato. É normal pois diz-se que Basil é o alter-ego de Óscar Wilde. Contudo, para mim, a personagem mais interessante, talvez até mais que o próprio Dorian, sempre foi Lord Henry que corrompe Dorian. E este filme, esta nova versão, dá a Henry uma renovada importância. É ele o responsável pela transformação terrível que se dá em Dorian, mas ele Henry nunca se transforma em algo semelhante. E porquê? O filme oferece uma excelente explicação.
Este filme é também mais gráfico que o livro sendo que o espectador fica com uma muito boa ideia da crueldade e perversão de Dorian Gray algo que no livro não é totalmente explícito e devia ser. Dorian é afinal aquilo que qualquer pessoa se pode tornar, se as condições em seu redor permitirem.







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