André Ventura, o candidato a Miguel de Vasconcellos de Abascal

Em 2020, a propaganda do neofranquista Vox apresentava um mapa de Espanha no qual Portugal surgia anexado, como se o 1 de Dezembro de 1640 não tivesse acontecido. Por altura do sucedido, André Ventura fez um dos seus números de contorcionismo e exigiu um pedido de desculpas ao partido do aliado Abascal, pedido esse que nunca aconteceu. E logo aqui vemos o patamar de nacionalismo em que se encontra o Chega: o da chalaça.

Seria de esperar, da má velha extrema-direita, que, perante ausência do vigorosamente exigido pedido de desculpas, se seguisse uma acção mais musculada, ou mesmo um corte de relações institucionais. Por muito menos – a data de um congresso – cortou com o CDS. Mas nada aconteceu, perante este insulto a ocidental praia lusitana. Aliás, tivemos até André Ventura a lamber as botas de Abascal, na passada semana, e a gritar “Viva España” num comício da extrema-direita espanhola. Querem ver que o projecto mal parido de Francisco Franco já ofereceu a Ventura uma pasta ministerial no hipotético governo da Ibéria?

Entretanto, o Vox voltou esta semana a cuspir na nação portuguesa e a apresentá-la, em novo mapa, como um anexo de Espanha. E de Ventura nem um tweet furioso, como é seu hábito por tudo e por nada. Nem piou. Meteu a viola ao saco e bateu a bola baixa. E aqui se vê a determinação e o nacionalismo do líder da extrema-direita. O amor à pátria termina onde começam as suas alianças políticas. Um hipócrita, portanto. Nada de novo.

Regular a banca para salvar a economia

Marisa Filipe

Elizabeth Warren, candidata presidencial e senadora democrata, quer implementar uma revolução na banca dos EUA, um plano Glass- Steagall para o século XXI. Se nunca ouviu falar deste plano, voltemos um bocadinho atrás na história.

Em 1929, a banca de Nova Iorque desmoronou-se da noite para o dia. A especulação atingira o seu limite e a falta de regulação bancária provocou um terramoto financeiro, económico, político e social. Em poucas horas, milhares de empresas fecharam portas com bens acumulados e desvalorizados e milhões de americanos ficaram no desemprego. Perante este cenário de catástrofe, dois senadores criaram uma lei, à qual deram os seus nomes, Glass e Steagall, que separava a banca comercial da banca de investimento e que esteve em vigor, no EUA, até à era Clinton. A partir daí, a desregulação atingiu o seu apogeu nos anos 90 e não houve mão visível ou invisível que regulasse o mercado.

Os loucos anos 90 traduziram-se em capitalismo desregulado em que o lema bancário de Wall Street defendia que quanto melhor estivesse a banca, melhor estava a economia. E quanto mais a banca estivesse desregulada, melhor a economia se comportava no mercado livre. Ora, a desregulação da banca criou bolhas imobiliárias, swaps e outros créditos de risco que, quando a bolha rebentou, rebentaram a economia. E os clientes da banca comercial, avessos a créditos de riscos, e os contribuintes alheios às negociatas privadas, tiveram todos de ir salvar a banca e seus especuladores. [Read more…]

Precioso

Um mapa histórico animado  com 3000 anos da Península Ibérica, ou de como iberos nos arrumámos no nariz da Europa, e arrumaremos, num universo de séculos nenhuma fronteira é imutável.

Mapas originais em diapositivos podem ser vistas por exemplo nesta História de Espanha em 8 minutos:

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Rede Ferroviária de Portugal em 1988

O troço Guimarães-Fafe encerrara três anos antes. Cavaco Silva era primeiro-ministro desde 1985.