Cautela! Crianças e operários estão a ser explorados

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 Estou ciente de me ter referido às formas em que crianças e adultos pobres são tratados em vários sítios do mundo, como se fossem os despojos do dia, ou a escória da vida social. Vida social a que aspiramos como o ninho da nossa vida. Vida social que estimamos seja solidária, amável e reciproca. Reciprocidade definida por Marcel Mauss

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Subsistência, mais-valia, reciprocidade

Este texto é parte das minhas aulas aos meus discentes do ISCTE, hoje IUL, proferida a 7 de Março de 2005. Adoeci gravemente, com cancro na tiroidea, mas escrevi o livro «O presente, essa grande mentira social. A  mais- valia na reciprocidade», que reescrevo hoje, 14 de Novembro de 2011.

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 1. O título desta conferência tem vários conceitos que precisam de ser esclarecidos para entender a Antropologia da Economia e a falência em que este governo e o anterior nos fizeram cair. O primeiro é o de subsistência. Entendido este conceito, devemos lembrar o que se tem definido como objetivo da atividade humana. Esta foi exprimida in extenso por Adam Smith nas suas duas obras citadas [Read more…]

amizade e solidaridade

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….para as pessoas que se estimam minhas amigas… e lembram-se de mim…

Hoje em dia, a amizade e a solidariedade, parecem ser dádivas. Mas dádivas raras. Em outros dos meus textos tenho definido, mania académica, o que é amizade: uma atracção recíproca com a pessoa que nos entendemos. Não envolve nem erotismo nem amor, apenas entendimento, alegria de se estar juntos e poder confidenciar assuntos que a mãos ninguém diríamos.

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Sir Raymond Firth. Pai Fundador da Antropologia- 5

o nosso docente e colega Maori, Sir Raymond Firth, ainda a dar aulas aos seus 90 anos

Pretendíamos comemorar os seus 101, como fizemos com o seu pai, o Maori Wesley Firth, que faleceu aos 104 anos de idade…, mas deixou-nos um mês antes. Comemoramos com um serviço em memória dele. [Read more…]

a amizade é uma relação cultivada

as mãos do Joquer quem toma conta de mim

… para Joker, quem me tem curado…dedico este reedição…

Escrever sobre um sentimento, não precisa citações. A amizade é uma   afeição recíproca entre duas pessoas que cultivam boas relações. É a sinceridade entre essas duas pessoas que sabem partilhar sentimentos e calar. Em uma palavra, é a confiança mútua entre pessoas de qualquer idade que sabem tomar conta uma da outra, sem entrar pela vida privada do outro. É um sentimento de nunca abandonar a pessoa por quem se sente afectividade Os gregos clássico definiam a amizade como Aristóteles Assim como os motivos da Amizade diferem em espécie, também diferem as respectivas formas de afeição e de amizade. Existem três espécies de Amizade, e igual número de motivação do afecto, pois na esfera de cada espécie deve haver afeição mútua mutuamente reconhecida.
Aqueles que têm Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade; desse modo, aqueles cujo motivo é a utilidade não têm Amizade realmente um pelo outro, mas apenas na medida em que recebem um bem do outro.
Aqueles cujo motivo é o prazer estão em caso semelhante: isto é, têm Amizade por pessoas de fácil graciosidade, não em virtude de seu carácter, mas porque elas lhes são agradáveis. Assim, aqueles cujo motivo da Amizade é a utilidade amam seus amigos pelo que é bom para si mesmo; aqueles cujo motivo é o prazer o fazem pelo que é prazenteiro a si mesmo; ou seja, não em função daquilo que a pessoa estimada é, mas na medida em que ela é útil ou agradável. Essas Amizades são portanto circunstanciais: pois que o objecto não é amado por ser a pessoa que é, mas pelo que fornece de vantagem ou prazer, conforme o caso. A fonte de esta ideia é o livro Ética a Nicômaco de 333 antes de nossa era, versão francesa de 1992, Presses Pocket, Paris.
Texto que define não apenas uma intimidade entre duas pessoas, bem como o interesse ou despertar a simpatia de outra pessoa sobre nós, e de forma recíproca da outra pessoa sobre nós, que não nos abandona e não espera nada de nós, excepto essa mutua confiança

. Falar de amizade tem muitas palavras para serem usadas, é todo um tratado como os dos filósofos ou o interessante livro de Marguerite Yourcenar:  O tempo, esse grande escultor, de 1994 a primeira edição, 2006, a segunda, publicada por Difel, Paris e Lisboa. Defende a ideia que serve de entrada a este curto texto.

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