Cautela! Crianças e operários estão a ser explorados

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 Estou ciente de me ter referido às formas em que crianças e adultos pobres são tratados em vários sítios do mundo, como se fossem os despojos do dia, ou a escória da vida social. Vida social a que aspiramos como o ninho da nossa vida. Vida social que estimamos seja solidária, amável e reciproca. Reciprocidade definida por Marcel Mauss

no seu texto sobre a dádiva de [1]1924 e comentada por mim em ensaios deste blogue de debate, e no meu livro de 2008: O presente, essa grande mentira social, Afrontamento, Porto. É esse dar e receber de forma igual, bens que nos beneficiam, que nós devolvemos com outras prestações. Meu texto tem sido publicado completo no blogue Aventar, ao que me remeto; http://pt.wordpress.com/ . O de Mauss, aqui;  Se não houver reciprocidade, o trabalho de crianças e operários seriam ainda mais duros. Já é pesado, como comenta Mauss, usando o conceito exploração, definido por Marx no seu texto de 1846, A Ideologia Alemã. O conceito é simples e refere, como comenta Mauss, ao dinheiro pago pela mercadoria feita pelo operário, adulto ou criança, e apropriado pela pessoa que é proprietária dos meios de produção. O trabalhador recebe apenas um salário fixo, enquanto o bem passa a ser da propriedade de quem possui as máquinas, a empresa e os utensílios para que quem nada tem, seja capaz de criar um bem que lhe é duplamente retirado: a obra que fabrica, e o não pagamento do valor a mais que é apropriado pela pessoa que fixa o preço da mercadoria ou alienação. Livro que pode ser lido em linha em: http://virtualbooks.terra.com.br/freebook/colecaoridendo/a_ideologia_alema.htm

O operário não gosta, rebela-se e entontece-se, tem direito a greve ou a defessa do seus pares, em grémio ou sindicato, como comentava ontem num livro que acabo de escrever para as viagens dos argonautas, e que pode aceder em http://www.aviagemdosargonautas.com . O conceito de alienação é duplamente pesado: a venda dos bens gera valor a mais ou mais-valia, apropriada como lucro pelo proprietário dos bens de produção, como comentam Marx e Mauss. O segundo autor diz que nem todo o erário público era capaz de pagar o devido em mais-valia ao trabalhador.

Assim, defende ao trabalhador e condena ao proprietário, como Marx faz no seu texto citado: Karl Marx foi o primeiro pensador econômico que criticou a dinâmica do modelo capitalista. Escreveu um tratado de três volumes sobre todos os economistas existentes, que foi publicado como Teoria da Mais-Valia e, posteriormente, incorporado à obra O Capital, a obra mais importante do autor. A teoria marxista da mais-valia pode ser compreendida da seguinte forma: suponhanhamos que um funcionário leve 2 horas para fabricarem um par de calçados. Nesse período ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Mas, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçados e recebendo o equivalente à confeção de apenas um. Em uma jornada de 8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares de calçados. O custo de cada par continua o mesmo, assim também como o salário do proletário. Com isso, conclui-se que ele trabalha 6 horas de graça, reduzindo o custo do produto e aumentando os lucros do patrão. Esse valor a mais (mais-valia) é apropriado pelo capitalista, e constitui o que Karl Marx chama de Mais-Valia Absoluta. Além do operário permanecer mais tempo na fábrica o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação da nova tecnologia, dessa forma, o funcionário produz ainda mais. Porém o seu salário não aumenta na mesma proporção. Surge assim, a Mais-Valia Relativa. Com esse conceito Marx define a exploração capitalista Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1705312-karl-marx-conceito-mais-valia/#ixzz1dCpu48Px.

O operário reclama, mas é mandado calar. Eis o motivo do título deste trabalho. Bem como o de alienação, no mesmo texto: A palavra aliena contem e várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos por quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraído de processos socioeconómicos concreto.

O suicídio, sendo um fenômeno que indica uma qualquer desordem mental, insere-se no quadro da alienação (ver lista de suicidas famosos).

A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação.

Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios.

A sobrevivência do homem implica uma transformação da natureza e do outro à sua imagem e semelhança, o que impõe uma transformação de si mesmo à imagem e semelhança do mundo e do outro. Viver para o homem é objetivar-se, ser fora de si.

Fonte: o livro e um comentário de COSTA, Maria Cristina Castilho: Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3ª ed,  e Codo, Wanderley. O Que É Alienação? 2ª Edição.

Assim é que eu digo

Cautela!

(fuga, silêncio e fantasia)

É o que se grita às crianças. É o que os adultos gritam às crianças, quando os adultos calculam. É o que o patrão grita aos trabalhadores. É o que o adulto, o proprietário, quer pensar e pensar sem a pequenada em frente. Sem o operariado em frente, que, por não ser possuidores de bens, são, infelizmente tratados como crianças. Ao não saber o que os adultos falam, falam eles para se queixar da falta de cumprimento patronal em relação ao pagamento pelos bens que fabricam. Ensejam serem ouvidos. E nem sempre ouvidos são. Porque o adulto, o patrão, tem que pensar, decidir, optar para o lucro. O trabalhador fica confundido, contrariado, especialmente se é a troika quem manda em ele, sem liberdade nenhuma para procurar finanças a mais, o seu lucro. Ainda que o proprietário não saiba que é assim que fica o tecido da dura obtenção de mais-valia: é governado por estrangeiros que pedem conta dos seus investimentos, fogem, não ouvem, refugiam-se na fantasia do lucro. Fogem à rua, não ouvem e continuam a falar, tipo contos de fadas de como ganhar mais.

1. Foge. Foge à rua, aos amigos da rua, dos bares. Eles sabem e dão acolhimento, dão camaradagem, dão ternura. Essa ternura que os adultos troika parecem não terem para eles, porque mandam calar. Os amigos da rua constituem um grupo unido que transfere afetividade. Ainda que dentro das disputas pelas finanças. Mas afetividade, essa que pode existir porque não há laços de hierarquia consanguínea, familiar, paternal, maternal. São, esses amigos dos clubes, todos iguais. Todos financistas. Com a diferença de quem sabe jogar melhor ao lucro, quem sabe atirar o pião do investimento de forma mais acertada, quem emboneca à boneca da mais-valia com fitas mais brilhantes, incrementa os seus bens. A hierarquia entre eles, é de habilidades. A hierarquia dentro da indústria, é de idade e a experiência. E de origem. Os filhos do papá, os filhos da mamã, os filhos do papá e da mamã, esses meios-irmãos que até avós diferentes, e tios diferentes têm entre eles. Donde, a concorrência de qual é o investidor mais valente, vive-se no seio do clube dos industriais: o Rotari Club, a maçonaria, o clube da União, apenas dão acesso aos ricos, e de quem é a mulher mais abrilhantada para exibir, e ser um acerbo do capital, vive-se dentro da casa para se preparar para festas de bem vestir e joias brilhantes. Na rua, os adultos desaparecem para ficar com o domínio da conversa, para apenas aferir as habilidades de investimento, não para brincadeira do valor da moeda e o jogo de ter mais capital. Os adultos que calculam, precisam de gritar e dizer caluda aos pequenos, enquanto combinam como vão fazer para repartir a autoridade entre esses industriais, papás em casa, capitalistas fora do lar. A indústria é a sua escola, em que deveres e convívio são deveres, o convívio, fica para secundário. A distribuição entre os ancestrais consanguíneos interessa pelas heranças, a conversa rival primária: o teu papá não aparece porque anda a trair a tua mamã, diz um betinho a outro, anda apaixonado pela  família paralela e o novo bebé que tiveram,  a tua mãe nem suspeita! Na rua, de forma natural, a pequenada dos ricos, é pequenada que de adultos não falam, embelezados pela habilidade de atirar o carro do papa, esse novo pião que se ofereceu, correr rua acima, como se for escadas de bairro, como brincar em bicicleta. Capitalista que pensam ter ganhado o direito à igualdade da Revolução Francesa, apenas entre eles. Parecem ser uma criançada que foge de casa e hierarquiza as suas relações apenas na base das habilidades de valores investidos. As emoções são usadas para apoiar o melhor jogador, ou o melhor contador de histórias das aventuras da sua mais recente viagem. Quem é melhor é quem saiba evidenciar a sua capacidade para o desafio que parte vidros do sítio em que são trançadas as ações da Bolsa, quem retira um pacote de ações do vendedor de pacotes, quem empurra corretores não identificados, quem atira uma melhor ação a corretagem capitalista, para fumar, a seguir, o melhor charuto. Esse não ouve os filhos ou aos velhos pais da casa, corrida não afetiva, faz fugir para o sítio da igualdade entre ricos. Nos lares onde isto acontece. Porque há os lares que acolhem e criam todos por igual, embora há um sempre que fica de fora, ao pé do dinheiro que trabalha para a família, esquecendo a mamã. Normalmente, da mamã. Enquanto os papás, esses que sempre perdem os seus filhos, ou empurram para fazerem outro que seja o elo de união, ou fantaseia de ser o papá de todos, dos deles e dos dela, por causa dos divórcios que os endinheirados se oferecem ao conhecer em festa do clube, uma nova mulher…

2. O rico não ouve que a criança desobedece. Quer as escolas, quer os analistas, quer os pedo-psicólogos, andam cheios de pequenada com tiques, que falam para serem ouvidos pelo ancestral que os trouxe a essa situação. Se a pequenada não entendia os cálculos que os adultos falavam e mandavam calar, ainda menos ia entender a disciplina que o novo adulto traz para casa. Uma disciplina que precisa de ser partilhada para manter a comunicação e a conversa. A criança betinha acaba por não saber distinguir que a vida moderna de mais-valia, não ouve os seus sentimentos. A vida moderna distingue entre amor e paixão. Na memória social, existe o facto do cultivo da passagem da paixão ao carinho. Toda relação tem um ciclo biológico de desejo, que diminui com o desejo satisfeito e não desenvolvido. Um desejo modelado pela cultura freedmanista, pela sociedade, pela conveniência do que é bom fazer para continuar a História. Entre os melhores abastados da sociedade, acaba por ser cultivado e convertido em carinho que liberta a individualidade do outro. Adultos enriquecidos cultivam uma intimidade que nem sempre passa pela cama. Mas sim pela penetração na indústria rival. Podem permitir-se a penetração de outros corpos, até outros corpos do mesmo sexo, uma ética protestante só de ricos, como escreve Max Weber em 1905. Os mais novos não ouvem por não ter os conceitos para sentir com o seu corpo o que os adultos sentem e explicam a si próprios. Tudo se passa pelo curto ciclo de vida da infância, como um meteoro de poucas horas de duração nos curtos anos de vida de infância. Dentro de famílias patriarcais, fatimizadas pela crença de Portugal a que aderem os crentes patrões, ou pretendam aderir. E que acaba pelo comportamento, ou dedicado aos livros ou lazer, ou a sonhar acordados de que nada do que acontece, é assim. Os capitalistas criam lucro outorgando aos descentes dois papás, duas mamãs, oito avós, tios ad infinita, primos de todos os cantos. Este sofrimento que os abastados criam nos mais novos, faze-los sentir que era melhor a rua. É melhor não ouvir. Para desespero de quem, adulto, não pode agir como foi ensinado: a mandar na infância que mora sob o mesmo teto. Como acontecia poucos anos antes, quando esse adulto era criança sem ter especulado na Bolsa, havia uma mãe em casa o dia todo, e um pai na rua, o dia todo. Com papás e mamãs de todos os cantos na rua o dia todo, a criança não ouve, porque não há ninguém com quem falar. A criança dos milionários não ouve, porque não tem palavras como conceitos para entender. Acaba com a queixa dos seus docentes a um dos pais e mães, que ralha com eles. Porque esses docentes, também pais e mães, nem sabem o que dizer que não tenha a ver com o Estatuto de Carreira Docente nem investimentos para fugir da docência que cansa. A criança não ouve, porque não sabe o que está a ouvir dos seus pais que sabem lucrar. Não sabe pensar no assunto. Não tem epistemologia. Tem sentimentos. E foge outra vez, desta, para a fantasia.

3 A fantasia. O derradeiro refúgio da criança como a dos pais investidores com fantasia que aumenta o lucro. Refletida nos desenhos da nova maquinaria ou em papel para os mais novos, um repto de enriquecidas pessoas que sabem como vestir e o perfume para usar. Como esses que pedi para fazer às crianças de Pencahue, dos Picunche do Chile. Como esses de Vilatuxe de hoje, na Galiza. Como esses anuais de Vila Ruiva em Portugal, como esses do Vale de Trás-os-Montes, como esses de Cotas de Vila Real, como os de Livingstone na Escócia, como esses de Cambridge. Que deflectem a procura, sempre, do papá. Ainda nos desenhos dos bairros de Santa Inês, Viña del Mar, Rocuant, Valparaiso, Chile, outros que guardo e nem me lembro. Desenhos de um Mercedes, de uma limusina, acumulados em trinta anos de pesquisa que fala da criança. Pequenada que se refugia na fantasia do financista, que é-lhe melhor fugir e não ouvir rivalidades de proprietários, que por acaso são os seus pais. Fantasia, hoje, que serve para comprar afetividade do pai não pai, da mãe não mãe, do pai que vive com o pai, da mãe que vive com a mãe. Esses pares heterogéneos que a criança nem coloca em questão. Se for modelar Keynesiana a relação, até entendia pelo menos o modelo que podia comparar com os outros de arranjos de pares que moram juntos como melhor acharem. Fantasia que coloca a miudagem a imaginar ou que o mundo é assim e desenvolve a sua autonomia que paga ao futuro, quando adulta, por não ter modelo de compromisso da intimidade, com adultério ou sem ele por parte dos seus adultos. Um imaginário extorsionário o adulto mais emotivo. Uma fantasia sem objeto comum de vida, como acontece quando há interesses de trabalho em conjunto. Fantasia que o pai ou mãe, não pai ou não mãe, sob ou fora do mesmo teto, desejando comprar um Telecel, um carro, com dinheiro que leva à adquirição de calmantes, ou mal seja possível, a vida fora de casa para partilhar a vida com outros, com intimidade temprana, que pode fabricar filhos cuidados pela parte adulta responsável, que ainda fique no grupo do dito lar.

Eis que é mais fácil dizer cautela á criança que trabalha, até enriquecer e governar o seu país. Se a criança de forma normal não tem resposta, o adulto que vive uma situação nova, na nova Europa que é Portugal, também não tem resposta. E é caluda para o adulto como para a criança, enquanto o tempo passa para os dois. Felizmente, o tempo passa e acaba por ser entendido, ainda que ressentido, por ambas as partes. Caluda, pelo menos, no Natal, esse ritual familiar que junta, ou não, a família original que, no meio da paixão, fez filhos que o vento do compromisso não cultivado, acabou por tudo levar.

Raul Iturra

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) / Lisboa

Nota: Escrevo este artigo à luz do aprendido no meu já cumprido trabalho de campo de trinta anos, no texto de Anália Torres Divórcio em Portugal. Ditos e entreditos, Celta, Lisboa,1996; no texto de José Gameiro Os Meus, os Teus e os nossos, Terramar, Lisboa,1997; e os de Daniel Sampaio e os meus, em amável colaboração à distância esbatida pelas conferências em conjunto. E, naturalmente, enquanto oiço Lagrime di San Pietro de Orlando di Lassus, Munich, 1595


[1] Mauss, Marcel, 1924: Essai sur le don. Forme et raison de l’échange dans les sociétés archaïques, em  L’Année Sociologique, Nouvelle Série, vol I, Paris, Félix Alkan. Em psicologia social, reciprocidade refere-se a responder uma ação positiva com outra ação positiva, e responder uma ação negativa com outra negativa. Ações recíprocas positivas diferenciam-se de ações altruístas visto que ocorrem somente como decorrência de outras ações positivas e diferenciam-se de uma dádiva social, visto que esta não é concedida na esperança ou expectativa de respostas positivas futuras. Fonte: o texto de Mauss e SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias. Esquema mental de reciprocidade e influências sobre afetividade no trabalho. “Estud. psicol.” (Natal), Natal, v. 10, n. 1, Abr. 2005. Disponível em: Scielo

Comments


  1. Não ainda há muito tempo as crianças não iam à escola e trabalhavam com seus pais, ou na agricultura ou a guardar rebanhos (e vi ontem reportagem bonita dos últimos pastores de rebanhos, com a sua manta ao ombro, feira artesanalmente da lã de suas ovelhas, homem feliz e bonito no seu trajar a rigor e na alegria de conhecer todos os animais mas dizendo que os rebanhos estavam a cabar, o pastoreio cada vez mais raro e os pastos mais pobres e o queijo a desaparecer
    Depois os DIREITOS das crianças e a obrigatoriedade de ir pra a escola e claro, acabou a ajuda aos pais e à suas economias
    Depois a razia do fecho das escolas nas aldeias e vilas e concentações em que nem sequer acredito da sua qualidade na maioria dos casos e a deslocaçao diária de muitos kilómetros em autocarro, ficando longe dos pais e de alguma aflição que surja (empresa mais lucrativa em que o ser humano e alegria não conta nem pouco nem muito
    Depois a criança escolarizada vai para a cidade e os pais no campo – longe o relaconamento e crescimento ao lado do familiar que, por sua vez, fica despojado do amor dos filhos
    depois ainda meninos e meninas que bebem alcool na cidade até acir em coma alcoólico e doga e ficam inutilixados e analfabetos e mesmo prostituição de que Paris e MAdrid e Santiago de Compostela são “capitais”
    depois – depois – os eninos da cidade que não estudam todo o ano mas empinam na véspera dos textes, depejam e esquecem o que fizera certo ou errado naqueles textes americanos batoteiro de 3 hipótese de reponder de olhos fechados a apontar com o dedo (até parece sistema paralelo com o da Saúde e que ontem no PRÓS e CONTRAS foi tão bem criticado com m+edico de 80 anos com que concordei totalmente e mais diria ainda
    Criança – desde os 14 anos a bebedeira já nem dá para ser criança e para estudas as meninas da Universidade de Compostela até vendem os seus óvulos para pagar propinas e si lá que mais
    Quanto às universitáris de Paris residentes ou emigrantes, andam pela rua à procura de como ganhar a vida como qualquer galdéria pois que nem prostitutas são
    E ainda os meninos da fronteira com espanha que a saltam para trabalho escravo nas ESTUFAS da estuporada agricultura de Almeria e outros lugares, produtos de agroquímicos, meninos em alojamento nem assistência médica, nem contrato e muitas vezes sem ordenado
    E as crianças Senhor, porque lhe dais tanta DOR
    Agora há tantos doutores e que nem sabem ler nem escrever nem soletrar e não fazem contas de cabeça à porta de sa+ido do técnico
    Ontem estive com amiga doutorada em “Gestão e formação do Pensamento” – interessante – como se pode educar a pensar desde os 1ºs meses de idade – interessante ter de aprender para ensinar a pensar – por mail cheira mais a formatar
    A senhora dá aulas a formadores e na universidade
    Ai meu rico tempo em que era tão natural aprender e estudar com o prazer de quem canta e como quem respira, e tem a alegria até mesmo ao nível celular
    Como tudo se complicou e não me consta que todos saibam mais sobretudo com cargos em que têm de contar com a existência do colectivo e dever de deixar “um pinguinho” do seu saber para devolver – afinal aos que pagaram IRS para tanto doutoramento
    vida canalha
    e eu que pensava que ensinar era sobretudo ir ao encontro da alma do alno e depertar-lhe o preazer de aprender sem ter de o ensinar a pensar pois que pensar é pessoal e todos os caminhos vão dar a Roma
    Mas se calhar não sbem porque chove e quando deveria chover e porquê e o nome das árvores da sua Rua ou do Jardim do bairro, ou dos dos animais da alimentação comprados no supermercado já desmanganitados em bocados sem pertença a nada – nem sabem o tempo das flores e das sementeiras e como nascem as plantas e os animais nem sabem porque não há pássaros nas cidades nem sabem o que é o 1º de dezembro ou o 25 abril nem como é a estrutura da cidade onde mora e porê essa e não outra e o que +e uma Aldeia e porque se denomina assim ecomo começou a ser construída e porquê ali e não em outro lugar (como hoje se faz e constrói e tanto faz onde)

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