amizade e solidaridade

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….para as pessoas que se estimam minhas amigas… e lembram-se de mim…

Hoje em dia, a amizade e a solidariedade, parecem ser dádivas. Mas dádivas raras. Em outros dos meus textos tenho definido, mania académica, o que é amizade: uma atracção recíproca com a pessoa que nos entendemos. Não envolve nem erotismo nem amor, apenas entendimento, alegria de se estar juntos e poder confidenciar assuntos que a mãos ninguém diríamos.

Quanto a solidariedade, a defini também como um estar ao serviço de outro, caso o precisarem, sem esperar por isso uma estimação semelhante.

Não apenas nós antropólogos, especialmente os que nos enveredamos pela via de ser psicanalistas crianças e dos seus pais pata sarar magias emotivas, sabemos o que é amizade e solidariedade. Toda pessoa que ama aos outros, acaba por ser amigo recíproco de quem gostamos e que sabemos que gosta de nós. Como as pessoas da minha amada Vila Ruiva, a vila onde passo a maior parte do tempo para entender de crianças e sou recebido pelo meu amicíssimo António Lopes e D. Fernada, a sua mulher, bem como o carinho irreparável pelas minhas filhas, um degrau menos seus maridos, e por cima de todos, os seus filhos, meus netos e netas. Quando soube que as minhas filhas iam ser mães, não podia conter a minha alegria, sem choramingar, porque pelos netos e filhas e genros, sentimos um amor especial que nos faz felizes, seja que estejam connosco ou à distância.

Há surpresas agradáveis, como esse dia em que sem saber como e porque, um docente me telefonou para me convidar a escrever com eles. Começou a explicar o porque, mas o parei de imediato: trabalhar convosco será para mim um imenso prazer. Assim tem sido até o dia de hoje, apesar das tristezas que me causam os desentendidos de quem não percebe o que não escrevo e pune-me não publicando os meus textos por pensar que são reiterações, sem ter lido o contexto desse e outros. Os especialistas sempre reiteramos o que mais sabemos e gostamos definir, é preciso saber da matéria que falo, para não ser tão injustamente punidos. Mas fiquemos apenas pela alegria que me causara esse convite, como também o que me fez outro amigo, Carlos Loures, para criarmos um blogue. A minha alegria tem sido tão grande, que entrego livros completos que ele me publica por capítulos, como estava a congeminar fazer com os Senhor que me convidara a escrever com eles. Tinha já começado, com a imagem de dois rapazitos com couves como bonés para cobrir a testa. Era tão divertido! Nós, escritores, gostamos dar prazer aos outros, é esse o meu intuito.

A mi maior alegria, é quando uma amiga minha especial, me convida a sair por longos tempos. Ou quando as minhas Paula, Ana e Maria Paula, tomam conta dos meus assuntos. Ou a minha farmacêutica a rir comigo das nossas dores.

A minha maior alegria, é esta, mal acordo de manhã, a minha solidariedade torna-se autista e ninguém me tira desta máquina, a minha amiga solidária…onde posso enaltecer e comunicar com os que amo e respeito.

Amor e solidariedade são possíveis se esquecemos as arestas da vida e nos lembramos, num dia como hoje, do aniversário da nossa mãe.

Amizade e solidariedade, os meus objectivos na vida….especialmente com filhas, genros e netos….sentimentos que não existem no vazio, ou os fabricamos e vivemos deprimidos. Quem quer outro sentimento que não seja recíproco, o construa, fique alegre e não perca o tempo com raivas e temores? Sentimentos que, se entram em mim, morrem…

Lembranças aprendidas da minha mãe do seu filho querido!

Raúl Iturra

lautaro@netcabo.pt

Sermos felizes, dá alegria a os outros, como as minhas Paulas, Ana e Maria, têm ensinado já na minha velhice. Ou essa amiga que toma conta de todos os meus assuntos, Maria da Graça e família

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