Drogas, álcool, preconceitos e realidades

No dia em que na Califórnia se vota a legalização da cannabis é notícia uma reavaliação da perigosidade das drogas legais e ilegais que coloca o álcool onde sempre deveria ter estado, no topo, e o tabaco onde nunca na realidade deixou de estar, a meio da tabela.

O ranking não é novo, mas só agora foi publicado na Lancet, uma vez validado inter-pares. David Nutt, o seu autor, já foi entretanto corrido pelo governo britânico das suas funções de conselheiro; as heresias pagam-se caro, e é disso que falamos, de religião.

Foi por motivos moralistas e religiosos que os antecessores do Tea Party norte-americano impuseram a proibição da marijuana em 1937, na sequência da lei seca e seu falhanço. Por outro lado o álcool continua a vender-se sem grandes restrições, porque “beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses“, já se dizia no tempo da outra senhora.

Não deixa de ser curioso constatar que nesta matéria o islamismo leva um bom avanço científico em relação aos cristianismos, que desenvergonhadamente erguem o cálice nas suas cerimónias religiosas.

Gráfico roubado ao Público.

Comments


  1. Não concordo com o simplismo do gráfico. Uma pessoa pode passar uma vida a fumar tabaco e não enlouquece. Com uma “trip” basta uma vez, se a “viagem” for má. Está-se a misturar alhos com bugalhos.


  2. O LSD não está neste gráfico. De qualquer forma não causa dependência, logo os seus efeitos são pontuais, e nisso estou em parte de acordo consigo.
    O tabaco não enlouquece, mas mata.

  3. miguel dias says:

    Na verdade o ópio do povo é o futebol. A propósito
    jj, viste o golo do Aimar? Uma ganda trip sem comentários.

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