Um caso de auto-agressão?

Homem embriagado atira copo a Alberto João Jardim

Drogas, álcool, preconceitos e realidades

No dia em que na Califórnia se vota a legalização da cannabis é notícia uma reavaliação da perigosidade das drogas legais e ilegais que coloca o álcool onde sempre deveria ter estado, no topo, e o tabaco onde nunca na realidade deixou de estar, a meio da tabela.

O ranking não é novo, mas só agora foi publicado na Lancet, uma vez validado inter-pares. David Nutt, o seu autor, já foi entretanto corrido pelo governo britânico das suas funções de conselheiro; as heresias pagam-se caro, e é disso que falamos, de religião.

Foi por motivos moralistas e religiosos que os antecessores do Tea Party norte-americano impuseram a proibição da marijuana em 1937, na sequência da lei seca e seu falhanço. Por outro lado o álcool continua a vender-se sem grandes restrições, porque “beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses“, já se dizia no tempo da outra senhora.

Não deixa de ser curioso constatar que nesta matéria o islamismo leva um bom avanço científico em relação aos cristianismos, que desenvergonhadamente erguem o cálice nas suas cerimónias religiosas.

Gráfico roubado ao Público.

Podia viver sem mulheres? Podia, mas não era a mesma coisa

Pergunta a Carla Romualdo se os homens podem viver sem mulheres.

Pois claro que podem. No meu caso pessoal, podia perfeitamente. Não era a mesma coisa, mas podia. Já vivi dois anos fora e desenrasquei-me perfeitamente.

Já sem a minha mulher, acho que não podia viver. Ou melhor, podia, mas facilmente me perderia no louco mundo do sexo e do álcool. Está ali a base, a base que me protege de mim próprio. Acredito que não sou o único.