Chico Fininho

O actor Vítor Norte como Chico Fininho, no filme de Sério Fernandes inspirado no tema de Rui Veloso (de 1979).

Um jovem doutorando da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto publicou, no passado dia 29 de Dezembro, um estranho artigo no jornal Público, sob o título “Queres tomar MDMA? Informa-te”. O título do artigo diz ao que o jovem vem e corresponde ao seu conteúdo. Trata-se de uma subtil apologia do Ecstasy, uma droga dura e sintética que nos anos 90 era presença assídua nas raves e que aparecia quase sempre associada à música tecno.

Diz nesse artigo o jovem doutorando que o MDMA (Ecstasy) é uma das “substâncias” mais procuradas em Portugal e que a informação que circula sobre ela não é muito fidedigna. Mais adianta que se trata de uma “substância psicoactiva” que “provoca efeitos estimulantes, de bem estar e empatia”. Todo o texto evolui neste tom subtilmente apologético, tratando uma das drogas  sintéticas mais duras e perigosas que existem como se fosse uma simples aspirina. Por outro lado, o mesmo jornal publica hoje um outro artigo com um alerta para as dietas ricas em sal, “substância” que, segundo o texto de Andrea Cunha Freitas, pode “comprometer funções cognitivas e neurovasculares” quando consumida em excesso.

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Canábis legalizada em dois estados dos EUA

O uso da droga foi legalizado no estado de Washington e no Colorado (em inglês). Agora só têm de convencer o governo federal…

Legalização da cannabis


Pelo menos assim há um controlo sob a venda. Como estamos, há lucro garantido para criminosos.

Drogas, álcool, preconceitos e realidades

No dia em que na Califórnia se vota a legalização da cannabis é notícia uma reavaliação da perigosidade das drogas legais e ilegais que coloca o álcool onde sempre deveria ter estado, no topo, e o tabaco onde nunca na realidade deixou de estar, a meio da tabela.

O ranking não é novo, mas só agora foi publicado na Lancet, uma vez validado inter-pares. David Nutt, o seu autor, já foi entretanto corrido pelo governo britânico das suas funções de conselheiro; as heresias pagam-se caro, e é disso que falamos, de religião.

Foi por motivos moralistas e religiosos que os antecessores do Tea Party norte-americano impuseram a proibição da marijuana em 1937, na sequência da lei seca e seu falhanço. Por outro lado o álcool continua a vender-se sem grandes restrições, porque “beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses“, já se dizia no tempo da outra senhora.

Não deixa de ser curioso constatar que nesta matéria o islamismo leva um bom avanço científico em relação aos cristianismos, que desenvergonhadamente erguem o cálice nas suas cerimónias religiosas.

Gráfico roubado ao Público.