Por falar em idiotas

Considera-se perfeitamente normal um quilo de alface que custa ao consumidor 1,8€ ter sido comprado ao produtor por 0,4€. São os custos de:

transporte, refrigeração, armazenamento, mais os salários das pessoas envolvidas, mais os custos do supermercado, rendas ou amortizações, salários dos funcionários, bem como provisões para as várias alfaces que vão se estragar e ter de ser deitadas fora, mais a quota parte dos salários dos empregados nos serviços centrais, mais a publicidade na TV, os folhetos e sabe-se lá que mais

O sabe-se lá que mais deve incluir o lucro, cuidadosamente escamoteado nesta descrição toda, feita por um Absolutista dito Liberal.

A alface não foi semeada, regada, adubada nem colhida e a terra (provavelmente a estufa) também não deve ter tido os seus custos a precisarem de amortização. O agricultor não correu o risco, durante semanas, de uma geada lhe destruir todas as alfaces. O agricultor trabalha generosa e graciosamente para a malta comer alfaces.

A lógica das cadeias de distribuição (que substituíram os velhos intermediários precisamente porque têm uma estrutura que lhes permite baixar os custos, e que têm feito mais pela destruiçãoo da agricultura portuguesa que a própria CE) não é nada idiota, nem é uma batata, é uma alface. Idiotas, nós é que somos.

Comments


  1. Caro João José Cardoso

    Essa é que é essa… Pois canté! Vamos voltar à horta, quem pode pelo menos.

    Cumprimentos

  2. maria celeste ramos says:

    Isto para não falar na SIC quando era uma TV mais pública do que a TV1 – em que vi reportyagem – a história de alfaces que são importadas e cultivadas nas terras pobres de áfrica – semedas em caixotes – depois metidas na terra – depois regadas e não sei quê, depois apanhadas e metidas em contentores de frio, transportadas em camiões gigantescoa até ao porto mais próximo, depois metidas de novo em avião e descarregadas onde são imprtadas e depois mais transporte para França e Portugal e outros países UE – vi este documentário dado com verdadeiro claro – o mesmo com um francês que faz rosas e outras fores em áfrica do mesmpo modo + outras coisas assim pois importar é o grande negócio – o que não quer dizer que frança não tenha agricultura própria e até tem no sul restaurantes da melhor gastronomia com a sua horta privada como tem pescadores à linha para determinados restaurantes e não mais outros – tudo o que vi na SIC que agora cala o bico é indizível – e também como laranjas da áfrica do sul e américa do sul e não sei de onde mais – e não do Algarve ou setúbal ou Monte Feio de Sines onde trabalhei mas caíam prematuramente das árvores com o etileno da Petroquímica de Sines – e se hoje se fala (documentário de abril 2012 – o melhor eixe do mundo – festival em fev no algarve com os melhores gourmets do mundo incluindo americanos (2 reportagens tv sic (??) este anonão sei se alguém recorda a “pescada de Vigo” pois espanha impinge o que quer e portugueses (quem ??? os pães de açúcar e continentes ?? – e carne de vaca da argentina e agora do brasil – Medicamentos e alimentos são a maior negociata do mundo – não conto histórias da carochinha – vi na SIc – alfaces até da XINA ??? pois é – Recordo muito bem embora sem pormenor mas até queria guardar a frase e persí-a de um português que em 1986 disse algo importante e tal que a agricultura nunca devia fazer parte de políticas económicas europeia mas ser sim, e apenas, um problema de casa país – na mercearia que ainda não fechou na minha rua vou igualmente sabendo muita coisa e este ano comprei em fevereiro mais ou menos boas e bonitas, nêsperas de Espanha e em Portugal no tempo em que o tempo respeitava o tempo, as nêsperas só amadurecem em Março como as cerejas das Beiras são compradas ainda na árvores pelos ingleses (não há cerejas em qualquer país) e são de Maio – como as ameixas e abrunhos e alperces e etc são de junho e se sei que a descoberta de frigoríficos gigantes podem armazenar as uvas de setembro e guardar para vender dez vezes mais caras no Natal – tudo isto está virado de pernas para o ar – mas a UE que faz leis incrívis não se interessa em dizer que a agricultura de cada país deve ser comida como fruta da época sem estas aldrabices de tornar tudo mais cáro e lucros astronómicos – para todos menos para o desgraçado do produtor que abandona a terra ou vai morrendo e aparecem aqueles aldrabões dos “novos agricultores” a terem estufas em que fazem sempre no mesmo solo saturado de químicos, produtos que nos envenenam – comer pera Rocha duras que nem um corno a saber a químicos – ora para quem como eu viveu perto de Alcobaça – o império da fruta perfumada – não me lembro há 20 anos de comer o que comia – agora sei que como lixo e que o cancro aumenta até nas crianças não só por se viver debaixo de antenas de alta tensão mas – como foi dito em documentário a semana passada – comemos químicos na alimentação e nos LIXOSOS refrescos e sumos que os miúdos adoram e que têm auxinas + outros lixos dos corantes e conservantes – comemos química e nada de orgânico – agora com estes passos cuelhos que pena estarem mamarrachos de betão e estradas nas HORTAS de Lisboa e no Vale do Tejo (nasci em santarém mas vivi lá só dois anos e odeio os marialvas) que dava para quese todo o país até porque quando estive a trabahar no min agricultura, um holandês que visitou o meu serviço disse isso e que se admirava de tanta importação – pois ´o negócio dos continentes – além de que as caixas de transporte de tudo e agora são de plástico que, igualmente, só por contacto e usados no frigorífico fazem saltar moléculas venenosos desses containers ++++++++++++ etc – qualquer agrónomo (que até são mesus colegas e eis ministros da agricultura – fihos de cabra mal parida e na UE alguns) dirá que eu sou doida – posso ser mas sou agrónoma e mais coisas e viajei mais que q.b. para ver paisagens e peocessos de cultura pois que conversei com milheres de pessoas e leio desde que tenho 7 anos – escrevo mal porque nem emendo esqueço.me mas sei ler e ainda pensar pelo menos um bocadinho sobre estes “silogismos” – e todos os anos desde que começou fui à Feira Agrícola de Santarém – mas já não vou – não me apetece – odeio agrónomos e desonestos e mentirosos e filhos da putae conheci muitos – vivi no meio deles muitos anos embora não queizesse mas teve de ser com o foi

  3. maria celeste ramos says:

    e aprendi todas as ciências da terra + climatologia + horticultura + silvicultura + viticultura + microbiologia do solo + pedologia + zootecnia + economia agricola e florestal + hifráulivca agricola e economia florestal + plantas tropicais (e fui vê-las a cabo verde onde vivi 6 meses e angola e moçambique onde andei por muitos aldos um mês – e palntas ornamentais (para fazer projectos de jardins) tudo no tempo em que se estudava e coipiar era raro – e o mais espantoso é que nem sequer esqueci – e plantei árvores para o eis INH e lá estão frondosas em Olivais Norte e Sul e em férias no campo divertia-me a pegar em anxada de bicos e apanhar batatas – e peguei em estrume com as mãos porque o prof Penim nos obrigava – e aprendíamos a mexer e cionduzir máquinas agrícolas e a fazer estrume na estrumeira e xoruime (aproveitamento do xixi dos animais) e hidraulica agricola (e fazer barragens de terra . e hidráulica florestal (para não acontecer como aconteceu há 2 anos no Funchal – estudei estupidamente mas gostava de estudar – e aprendi a podar árvores de fruta mas a Ponte sobre o Tejo destruíu-nos o pomar onde se podava encavatitada numa escada e aprendi a podar e a fazer a “empa” da vinha – e tínhamos campos experimentais de cereais ++ etc – agora os meninos são de Bolonha e nem escrever ou falar sabem – não me falem em ALFACES – pois que alguém há poucos anos ainda as vinha vender aqui na rua mas é raro, como é raro encontar os morangos de Sintra pequeninos e perfumados e agora compro ou matacões de moramgos de químicos que não cheiram nem sabem a nada – e há transgénicos e lkixos mesmo com lei da UE a proibir mas que interessa isso – quem fiscaliza ??’ a ASAE ?? se já acabaram com a profissão de “extensão agrícola” que eram os agrónomos que fiscalizaval os campos ??? – pois comemos lixo da indústria química e depois vamos ao médico e à farmácia – e tinhamos 36% de solo agricultável onde agora existem bairros de lata de torres de betão de 11 andares na Quinda do Mocho e da Fonte e não só – produz-se menos de 20% do que se come e produzia-se 78% para tudo dar à holanda e Sarkozy – de paaís agricola complexado por haver 40% da população activa do sector primário masndou-se destruir tudo para ir para a indústria evoluida (mas não agro-alimentar) e agora merkel e sarkozy depois de retirar daqui o que quizeram mandam em 2002 para a XINA e ficámos um país de “serviços” e de doutores que emigram para os Usa e inglaterra e nem emprego têm – mas temos Ronaldo e Mourinho que nem aqui – como outros – valiam nada e tiveram de emigar – e há uma 3ª emigraçao de portuguses para o AGORA trabalho escravo da suissa e inglaterra – puta da europa

  4. Konigvs says:

    Acho que a promoção do Pingo Doce teve este condão de abrir os olhos a quem andava com eles bem fechados. Se por um lado fez um favor a este governo de direita, uma vez que descredibilizou o motivo do feriado e no dia seguinte falou-se em “dia de consumidor” e sobre quem foi à promoção no dia anterior, por outro lado na sequência da promoção dos 50% de desconto e que ainda assim tiveram lucro, pôs as pessoas a pensar, e nos dois últimos dias não se falou de outra coisa a não ser nas margens de lucros completamente absurdas destes merceeiros que são os portugueses mais ricos do país à custa de espremeram os portugueses que lhes vendem os produtos, que são as pessoas que trabalham a terra.
    Ouvi ontem o fórum da TSF e fiquei completamente estúpido com as coisas absurdas que se passam e como um produtor quase que tem de dar o cu para poder ser fornecedor de uma grande cadeia de hipermercados em Portugal.

    Agora também deixo a pergunta – também são custos da distribuição pagar 20 mil euros às televisões por cada 20 segundos de publicidade para fazerem as lavagens cerebrais à maior parte dos consumidores? Agora multipliquem os 20mil euros pelas centenas e centenas de vezes que aquilo passa em horário nobre.

  5. Zé Carioca says:

    “…um produtor quase que tem de dar o cu…”, eu acho é que ele sem dar o cu não consegue vender um “pintelho” a uma grande superfície, apareçam é economistas sérios para desmontarem publicamente o negócio destes merceeiros da holanda (são todos), para que nós os “beneficiados” percebamos quem é o filho da puta nesta questão, e aí pode ser que estas campanhas não sejam apenas quando “eles” quiserem, mas TODOS OS DIAS.

  6. João Cabiça says:

    Mas que grande idiota!

  7. ddragoonss says:

    Se é tão barato na origem, porque não vai você mesmo e compra do agricultor e recomenda que todos façam o mesmo? Se ter intermediário(que lucram!! vejam o quão maquiavélicos, eles trabalham para ganhar dinheiro) é algo tão malvado e errado, compremos todos os produtos da origem.

    Ou melhor ainda, produz tu mesmo alface suficiente para alimentar a sua cidade e depois doa a preço de custo para os pobres portugueses, mas lembre-se, não pode usar intermediário ou ser um “porco capitalista explorador do homem”(a.k.a empregar alguém para te ajudar), tens de ir TU sozinho de casa em casa e dar o alface a preço de custo.

    Nunca entendo se comunistas são realmente burros em questão de economia, ou se apenas se fazem de burros por pura pieguice.
    Vai ler Adam Smith ou abre uma feira pra ver o quão malvado são as pessoas que tentam buscar lucro e vender coisas para outras pessoas.


  8. Ó ddragoons, se não fosses mesmo idiota, ainda te respondia. Um analfabeto que nem escrever sabe mandar os outros ler, não merece mais comentários. E foge, corre, depressa. que ainda te como ao pequeno-almoço.


  9. Onde estão as organizações dos agricultores que fazem pelos seus associados, mas não me digam que não há esse tipo de organizações, ou são só mais uns quantos a comerem á custa de quem trabalha e a fazerem aquilo que os governantes lhes mandam, estar calados. Este país criou nos últimos anos uma cambada de associações e sindicatos e centrais e confederações que não serviram para nada só para andarem ao serviço de quem governa e a receberem chorudos subsídios que não se sabe para o que foram (eles sabem) mas que os tornaram inoperantes e os calaram, FP.

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