Fátima. O ano em que os portugueses foram pedir emprego a Nossa Senhora*

Não dura sempre. Um dia deixam de pedir de joelhos, e exigem-no de pé. Fiem-se na virgem e não corram e vão ver o trambolhão que levam. Tenham medo, muito medo, Portugal não é a Grécia, é mais Maria da Fonte e sobretudo Revolta do Manuelinho. É de uma vez, sem sindicatos ou partidos e vai tudo raso.

*Título roubado a uma excelente reportagem de Rosa Ramos.
Sobre as alterações populares que no final da 3ª dinastia fizeram do cobardolas João de Bragança o “corajoso” João IV, há muito estudadas por António Oliveira e outros, falta material de divulgação na net. Se mais ninguém o fizer um dia destes trato disso.

Comments

  1. Ainda dizem que vivemos no antigo dogma dos três F’s.
    O fado torna-se património, o futebol continua a parar o país -e até os sindicatos-, Fátima tem enchente. Pena é que os jogos de azar não tenham um “F”. É que se fala mais de pocker, euromilhões, etc.. que de trabalho e emprego.

  2. maria celeste ramos says:

    É de uma vez, sem sindicatos ou partidos e vai tudo raso.
    Obrigada pela página de história esquecida
    É de uma vez, sem sindicatos ou partidos e vai tudo raso – á temos uma amostra da greve dos professores (de que sindicatos se aproveitaram) – ainda quero ver isto e depressa – antes de haver “mais filipes de outras nacionalidades!
    Esta tarde fui à praia – estava mais do que delicioso – ando sempre de carro com o rádio sempre no 94.40 – ouvi algo muito interessante embora só um bocadinho – às 16.3O a notícia de investigadora portuguesa da fac ciências do Porto que anda a dar cartas ao mundo de investigação científica (biologia e biogenética) que os portugueses têm genoma de origem directa de áfrica (que povoou o mundo) do local dos “piratas” espalharam-se pelo mundo e os portugueses misturaram-se com os povos do norte de áfrica + nordeste asiático + norte europa (mas não com os dos genes puros arianos) – sendo que obtiveram maior biodiversidade genética e maior imunidade a doenças – não recordo tudo, como de costume, mas acho interesante a quem queira procurar a nossa origem genética estudada também a partir de elementos de vestígios arqueológicos de há 40 mil anos, e sendo que as “doenças” foram devidas à sedentarização para fazer agricultura misturando-se com as doenças dos animais domesticados – já tinha lido artigo da nossa origem genética mas claro que a ouvir, agora, já pouco retenho – esta história da antena da radio 2, coincide com a da confª ouvida em 2011 – não há que duvidar que esta Ibéria é uma coisa, e este ocidente do fim da Terra é também, especial – artigo publicado na revista American Society of man evolutions and genetics (será isto ??- não sei e tenho pena – ouvi e retive o que pude) – para mim faz mais do que sentido e acho interessantíssimo como os genes se dispersaram pelo mundo despovoado e viemos aqui parar – e como – quanto aos “filipes” é igualmente genético – pelo menos em mim – e recordo ainda que investigadora portuguesa andou há poucos anos à procura dos genes que nos diferenciavam do resto dos europeus – que pena esta porcaria de memória que era – mas já não é – sorry

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