Mãe, estou no desemprego

Algumas faixas conseguiram entrar no estádio, enganando a censura.

Diferença entre 2012 e 1969: a PIDE privatizada na forma de empresa de segurança. E também que ao menos desta vez venha a taça para Coimbra. Também pelos seus adeptos, a Académica merece.

 

 

Comments


  1. As afirmações das faixas deixam-me algumas questões…a entrada para assistir ao jogo é gratuita, está no desemprego e recebe por isso…ou os pais estão a trabalhar para o sustentar…enquanto ele tenta diminuir o “trauma” de ser desempregado, através de vários divertimentos. Por algum motivo os festivais de Verão estão sempre cheios, afinal…ou os jovens até conseguem ter dinheiro porque estão empregados… ou chulam os pais para lhes sustentarem todos os caprichos.

  2. Dora says:

    Maria,

    Veja a coisa pelo bright side: se deixarmos de consumir, a economia interna vai-se ainda mais à vida. Como as exportações não têm os seus melhores dias e não compensam a contração do mercado interno, o que acontece é que há mais despedimentos.

    E assim sucessivamente.

    A nível bem pessoal, o marido levou os nossos dois adolescentes ao jogo.
    Divertem-se os 3, arejam a carola e pude ficar aqui em casa descansadinha da vida, sem barulho e sem ter de fazer o jantar, porque devem estar a emborcar umas minis e uns cachorros ou bifanas.

    Todos ganham. Bom, o Sporting não ganhou.

    Essa é a parte aborrecida.


    • Dora,
      Nunca referi que, quem tem dinheiro não o gaste.
      Ainda sou da geração em que ensinavam aos filhos que, quem não tem dinheiro, não tem vícios.
      Sou da opinião de que quem tem poder de compra, burro será se não usufruir dele. No entanto, olhando para milhares de famílias que estão com a corda ao pescoço, não conseguindo pagar os seus compromissos mensais, olhando para um Portugal, onde todos protestam porque a vida não está fácil, afirmando que passam dificuldades para conseguir sobreviver…afinal elas não serão assim tão reais, porque se não há dinheiro para bens essenciais, também não o há para tantos festivais, concertos e outros afins. Caso contrário, o conceito de bem essencial está invertido.
      A Dora e a sua família, podem ter possibilidades para estes consumos, no entanto, apercebo-me de muitas famílias que são pressionadas pelos filhos, os quais exigem dinheiro para manter os consumos que a sociedade quase que lhes impinge, fazendo estas famílias bastantes sacrifícios e muitas vezes endividando-se, só porque os coitadinhos dos filhos com idade para se sustentarem, vivem no bem bom do encosto familiar, querendo fazer vida acima do que podem, alegando que não conseguem emprego…uma vez que…não querem trabalho.

  3. Dora says:

    “Um comum consumidor da classe média cria muito mais emprego do que um capitalista como eu.” A frase é do multimilionário norte-americano Nick Hanauer e foi proferida numa das famosas conferências da TED, no dia 1 de Março. Dois meses depois, os responsáveis da fundação privada sem fins lucrativos recusam-se a publicar o vídeo da palestra, por considerá-la “muito politizada”.

  4. antonio says:

    DEIXEM-SE DE SER PIEGAS… BRIOSAAAAAAAAAAAAA!!!!

  5. maria celeste ramos says:

    Não percebo porque é que se fala “tanto” dos que nem se conhece nem a essa “classe” se pertence – só bocas – quem é que sabe se não ter dinheiro não se compensa pela alegria que tantos homns (e já agora mulheres) têm ao ir divertir-se no desporto favortio, encontrar gente, esquecer por momentos ?? Mas tantos moralistas que há em portugal a falar dos “outros” – deviam ser “padres” – profissão em vias de extinção – ou ser psicólogos – espero que a tão moralistas e inteligentes comentaristas nunca chegue o problema de não terem o dinheiro que se habituaram a ter – se o futebol (orgãos sociais naconais e mundiais) é o que se fala e os jogadores ganham biliões e ninguém se “ofende” – se até o futebol gerou riqueza para alguns e alegria para tantos – que raio de moral anda por aí ??? Deizem o futebol em paz – contribuam para que seja menos IMORAL, e como dizia Manuela Ferreira Leite (deixem os ricos em paz) vamos ver se “deixar em paz, QUEM ??? escolham quem xatiar mais e que mereça mesmo ser xatiado e não xateiem o mais fácil

  6. J.V. says:

    Acho que não está nada claro na foto, deixo transcrição das outras faixas, porque também têm o seu interesse “3ª propina mais alta da europa”, “11 mil bolsas de estudo a menos”, “Marinho paga-me as propinas” (e “Inês casa comigo”).

    Já agora, se algum dia o meu filho quiser assistir à final, nem que eu tenha de arrumar carros ou passar fome, ele vai. Os melhores anos das nossas vida são para ser plenamente desfrutados, e não para serem abafados em moralismos beatos, fruto da propaganda que andou quatro decádas a fazer de nós um povo triste e apagado.


  7. Obrigado J.V, é isso mesmo. Mais tarde aparecerão melhores fotografias.

  8. nightwishpt says:

    Claro que não, pá, o dinheiro devia ir todo para o banco que faz tão boa gestão dele e nem agua e eletricidade se devia ter em casa, que como mostram os impostos de 23%, são luxos.
    Carro, só para ir trabalhar e café nem pensar, com xixi cama logo depois do jantar, que o emprego acaba às 10 da noite para gente que tem produtividade alta, não são precisos luxos.

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  1. […] Terra de capas e batinas, fornadas de licenciados à espera de se enfileirarem à porta dos centros de emprego. Este país tem algo de cabalístico que às vezes mete medo…. Falta é cumprir Portugal. […]


  2. […] e semelhanças. partilhar:Facebook Esta entrada foi publicada em a sociedade, com as tags académica, comboio, […]

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