Michael Seufert, o deputado que não precisa de reforma

O estudante nas horas vagas (ainda não acabou o “mestrado”, designação pós-bolonhesa para licenciatura) e deputado por profissão Michael Lothar Mendes Seufert  quer a malta nova a trabalhar sem Segurança Social.

A afirmação tem causado a repugnância habitual. Eu fiquei contente. Em novembro escrevi no Aventar: “vamos ouvir falar muito deste deputado na presente legislatura, diz-me o meu dedo que adivinha.” Assim de repente recordo-me de ter tido outro palpite sobre Ricardo Rodrigues, personagem que superou as minhas piores expectativas.

É pena não haver apostas sobre deputados como as há para actividades desportivas. Desconfio que tal como Seufert também passava a desdenhar da Segurança Social.

Não perdem pela demora

Itália tira a Alemanha do Euro. Merkel já ordenou um plano de austeridades para os italianos.

As aventuras de um inglês por causa de meia dúzia de km numa ex-scut

Ontem, no semanário de língua inglesa publicado em Portugal The Portugal News (edição em papel, pág. 20), deparei com esta carta ao director, que traduzo:

Sir,

Passei recentemente uma férias no vosso adorável país e tudo correu bem excepto um fiasco ainda em curso.

Como visitante, achei a questão das portagens na A22 confusa e pouco amigável. Acho que, numa ocasião, fui excessivamente cobrado (cobraram-me 6.42€ por um troço de Lagos a Carvoeiro – num só sentido!). Queixei-me na loja de pagamentos e mandaram-me para os CTT. Queixei-me nos CTT e mandaram-me para a ViaLivre. Acabo de receber um e-mail da ViaLivre e mandaram-me falar com a agência de aluguer de automóveis!!

Estarão as autoridades portuguesas a tentar mandar os visitantes e o seu dinheiro embora?

Bem-vindo à realidade portuguesa, Sir. Isto é apenas a pontinha do iceberg. Para quem cá vive, o pesadelo é bem pior.

Num instante tudo muda

Ao folhear o Público de hoje, fui atraída pela frase “O futebol como coreografia da vida” do deputado do PS, Francisco Assis, que escreve às quintas naquele diário. “Gosto de futebol como jogo, paixão, estratégia, coreografia e vida. Está lá quase tudo”.

Refere-se, sobretudo, ao desempate por grandes penalidades, comentando de forma curiosa e muito interessante (parabéns): “Já não há mais jogo, só penáltis. O estádio pára. O tempo desaparece. Estamos perante a tirania da geometria pura. De um lado um marcador, de outro um guarda-redes. Esquecemo-nos que são homens, de certa forma deixaram de o ser. Solidão absoluta envolta numa multidão muda e expectante. Não é imaginável uma situação mais cruel. Pura existência individual confrontada com o destino. (…) Curiosa metáfora de tantas vidas. Contudo, num instante tudo mudou. (…) Um “golo é muito mais do que um golo. É arte, paradoxalmente imprevisibilidade e dir-se-á que foi feita justiça. Provavelmente foi o génio que triunfou. Seria reconfortante pensar que as duas coisas andam a par. Fiquemos satisfeitos por admitir que por vezes elas não se contrariam. Já não é pouca coisa.(…)”

A vida feita de instantes de arte, justiça, injustiça, génio, crueldade, azar… Feita de instantes de glória e de falhanços.

Também penso que há muitos momentos em que estamos completamente sós: nós e o problema, «o marcador» e o «guarda-redes». Não podemos contar com mais ninguém. E ninguém pode resolver «a coisa» por nós. «A multidão» não pode fazer nada. Tudo está nas nossas mãos. É também o «agora ou nunca» do instante.

Abolir as grandes penalidades? Há quem defenda isso. Afinal já «não é jogo»…

Tal como a selecção portuguesa, ganhamos umas, perdemos outras. Olhemos para a frente, chegará outra oportunidade!

Desporto em Portugal – finalmente!

Há duas vantagens na pontaria do Bruno Alves. Não, não estava a pensar nas questões traumáticas dos adversários.

A primeira vantagem é a possibilidade de ler o que se escreve no Record. A ser verdade, nem encontro palavras para descrever.

A segunda e verdadeiramente importante é a possibilidade, nova, do país se voltar para o que o Ministério da Educação se prepara para fazer com a Educação Física e com o Desporto Escolar. O Miguel explica.

Jornalismo de serviço privado

Eusébio saiu de um anónimo hospital polaco e já está num hospital privado com publicidade gratuita.

Ainda o Escarnecedor Rodrigues

Ninguém no seu perfeito juízo se atira a defender o escarninho Ricardo Rodrigues, dando-lhe o benefício de uma natural reacção a quente. O deputado foi entrevistado. Uma entrevista aceita-se ou declina-se. Numa entrevista, responde-se sim, não e mesmo talvez. Se foi confrontado com o envolvimento num caso de pedofilia, não tinha de ter uma reacção intempestiva, mas desenvolver os seus argumentos com imensa serenidade. Quem não deve não teme. Desatar a pegar nos gravadores e abrir pelos sonoros corredores do palácio de São Bento não abona a favor de uma boa autodefesa ou suficiente paz de espírito, mas sublinha uma sensação de derrota e comprometimento.

O deputado aceitou ser entrevistado e os jornalistas fizeram perguntas que o embaraçaram? Azar. A protecção da lei não tem sido igual para todos – protege os facínoras e ladrões de alto gabarito, oprime e esmaga os pagadores de impostos e os pequenos delituosos filhos da miséria e do desespero. Mas é curioso o quanto esta casta de socialistas degenerados pela obscenidade socratista invoca abusivamente para homens-lixo, para índoles infectas nada recomendáveis e para manifestos corruptos, nada mais nada menos que a defesa do respectivo bom nome e reputação, tratando-se de impunes crónicos e beneficiários vitalícios do beneplácito protector proporcionado por bonecos aos quais aconteceu encabeçar uma Procuradoria.

Por más práticas de gestão, por coacção abusiva de jornalistas e órgãos dos media, ostensivos beneficiários de escandalosa impunidade, apesar de comportamentos censuráveis em funções públicas, é vasta a colecção de cromos doentios de que se compôs o infeccioso socratismo. Só falta a higiene exemplar de uma prisão.

Em Portugal? Impossível!

 

Por vezes somos levados a pensar que Portugal é um país de terceiro mundo. Que só aqui acontecem coisas inacreditáveis. É preciso estar com terceiros, com não portugueses e a nossa alma fica um pouco mais…alegre.

 

Um velho amigo de outras paragens esteve, por estes dias, de visita a Portugal. Entre algumas valentes patuscadas e a folia própria do S. João, contou-me uma história de bradar aos céus que lhe aconteceu no seu país.

 

Este meu amigo trabalha como Consultor de Comunicação. Nos finais da década de noventa, depois de muitos anos a virar frangos, criou uma empresa. Recentemente, um cliente seu, no final de uma palestra onde foi orador um importante administrador (ou director, não percebi bem) da televisão pública do seu país, virou-se para quem o convidou, o tal cliente do meu amigo, tecendo críticas ao facto da escolha de media partner ter recaído num concorrente privado de TV. Não satisfeito, atirou-lhe:

 

“Eu bem lhe disse para escolher outra empresa de consultoria, a que escolheu é uma merda. Devia ter escolhido a que lhe indiquei e sempre garantia um forte apoio da minha televisão”.

 

O inacreditável é que a tal empresa de comunicação a que se referia esse administrador (ou director) era…da mulher (ou amante, ainda ninguém percebeu bem).

No final só tive tempo para lhe explicar que, em Portugal, era impossível um administrador/director da RTP fazer coisa semelhante. Impossível, repeti. Onde já se viu semelhante? Imaginem um Administrador/Director da RTP criticar a um organizador de um determinado evento por ele escolher a SIC em detrimento da RTP e logo a seguir aproveitar para tentar vender os serviços de consultoria da sua mulher (ou amante) garantindo, pelo caminho, os seus bons ofícios no canal que administra/dirige. Nem consigo imaginar.

 

Realmente, não lembra a ninguém, pois não???

A Assembleia de Freguesia de Tadim, o “Interesse Nacional” e 70 Minutos de Atraso

Tal como anunciado em newsletter via correio electrónico no dia 25 de Junho, realizou-se hoje a Assembleia de Freguesia de Tadim; o email recebido pelos subscritores da newsletter, e tal como anunciado no próprio site oficial da Junta de Freguesia de Tadim, dava conta que esta Assembleia se realizaria hoje, dia 27 de Junho “pelas 21h30“.
Na medida da minha disponibilidade temporal, acompanho sempre que possível estes actos de cidadania e democracia e hoje, tendo-me sido possível programar o meu dia de trabalho em conformidade, cheguei à porta da Casa do Povo de Tadim (local onde decorreria a Assembleia) minutos antes da hora marcada.
Por razões que a Mesa da Assembleia e o próprio sr. Presidente da Junta aludiriam no decurso da Assembleia, o atraso no início dos trabalhos – atraso de 70 minutos – deve-se a ter havido um jogo de futebol com uma equipa portuguesa e onde, disse-se, estava em causa o “interesse nacional“. Portanto, a desculpa para atraso estava dada. [Read more…]

A escala consente

(Texto de Marcos Cruz )

(Quadro de Adão Cruz)

 A Joana Vasconcelos é, de acordo com o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, “uma artista de uma modernidade assustadora”. Ele lá saberá por que acha isso. A frase, em si, pouco diz. Cada um de nós, face ao conhecimento que tem quer do SEC quer da JV quer do meio artístico quer da conjuntura nacional quer seja do que for que conte para o caso, pode interpretá-la como lhe apetecer. Na minha opinião, o SEC pretende dizer: a JV é uma artista à frente do seu tempo, visionária. E não: a modernidade que consagra a JV como artista é assustadora. A mim, porém, faz-me mais sentido esta segunda hipótese. [Read more…]

Latadas, a Jusante de Mirandela

Linha do Tua, anos 70. [Read more…]

As Sete Maravilhas da Grécia Antiga


Um documentário falado em português que aborda alguns aspectos da religião e da arte na Grécia Antiga, sendo que há espaço para factos e monumentos de que não se fala habitualmente durante as aulas. Ideal para terminar o estudo da Grécia Antiga.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Guimarães