Despacho de organização do ano letivo 2012/2013

O que muitos temiam, aconteceu!

O MEC acaba de publicar em diário da República o Despacho Normativo nº 13-A/2012 (link para o pdf).

É um documento que vem colocar em forma de lei alguns dos aspetos que se consideravam em dúvida:

– horários de professores,

– organização dos horários dos alunos,

– crédito de escola,

– etc…

Para o leitor, não docente, que teve a coragem de chegar até aqui,  será importante dizer que este é um documento que operacionaliza parte das intenções governamentais de reduzir docentes nas escolas e ao mesmo tempo garantir que os restantes asseguram o trabalho.

É uma espécie de cobertor – Crato está a cortar uma parte muito significativa do tapete e, com este despacho, espera conseguir obter os mesmos resultados.

Em educação, desde 2005 que se tentar fazer mais, com menos.

Os resultados estão aí!

Nota: temos já disponível uma primeira análise do Despacho.

Dia da libertação dos impostos e hipocrisia

Partindo de uma treta estatística, a do dia da libertação dos impostos (bem desmontada pelo Miguel Madeira), anda parte da direita muito entretida naquele lirismo serôdio do “não queremos pagar impostos”. Querer ninguém quer, é sabido, mas a demagogia tem o inconveniente de colidir com a vida real.

Sugiro que amanhã vão todos para o trabalho a pé por veredas e atalhos, para começar, e se forem assaltados não chamem a polícia. E sempre questiono se assim pregavam casonão tivessem dinheiro para pagar as mensalidades do colégio onde têm as crias, ou se por acaso lá na família quando aparece uma doença cancerígena não utilizam os serviços do IPO.

O primarismo anti-impostos é uma doença de ricos, precisamente os que proporcionalmente menos pagam porque têm acesso aos mecanismos de fuga. Mas não prescindem do que não dá lucro e apenas o estado lhes pode proporcionar.

Bom ambiente

No Dia Mundial do Ambiente, só me ocorre dizer da importância de procurar criar “bom ambiente” nos lugares que são as nossas «casas», quer sejam elas permanentes ou temporárias, físicas ou virtuais!!

Penso, sobretudo, no local de trabalho. Que ele seja, com o nosso pequenino contributo, um espaço onde a convivência com os outros é agradável, saudável, «respirável», positiva, acolhedora. E isto só é possível se houver humildade, se se souber pedir desculpa, elogiar, agradecer e conviver.

O projecto Sacapelástica em ante-estreia


Está para breve a edição do primeiro trabalho do Projecto Sacapelástica, liderado por Paulo Lopes, ex-guitarrista dos Repórter Estrábico. Num total de 14 músicas, entre as quais se conta uma deliciosa cover de Je t’aime, de Serge Gainsbourg, está este Brincadeiras que hoje apresentamos.
O vídeo é uma composição da música com imagens e sons da nossa História, destacando-se as frases com que Pinheiro de Azevendo brindou os portugueses no período quente que se seguiu ao 25 de Abril.

Mega – agrupamentos: Diretores de escola têm o que merecem.

A Educação não foi ontem tema do Prós e Contra. Lá, no cantinho da Fátima, falou-se de muita coisa, mas não de Educação. De Educação, pouco ou nada ouvi. Fico sempre com a ideia que o cérebro é uma coisa tão interessante, que toda a gente deveria ter um, nomeadamente quando vai à televisão.

A temática dos mega-agrupamentos tem estado muito presente no Aventar nos últimos tempos: a manifestação em gaia que furou o silêncio em torno dos MEGA, as reflexões de Nuno Crato, comentador, sobre o tema,  ou até uma análise entre os MEGA e o trabalho de sala de aula.

Mas não temos visto explanada uma argumentação que tem sido consensual nas escolas: este processo é uma espécie de infanticídio, onde o criador mata o monstro. Continuar a ler “Mega – agrupamentos: Diretores de escola têm o que merecem.”

Marcelo e os Marcelóides

Ouvi, no Domingo, Marcelo Rebelo de Sousa tecer considerandos que chovem no que tem molhado e humidificam o facto conhecido de que não gosta de Miguel Relvas: repetiu que o ministro “é um peso nas costas do Primeiro-Ministro”; “está descredibilizado” e deveria sair pelo próprio pé.

Continuo a insistir neste ponto singelo: independentemente das díspares versões que Relvas tenha tido em oito dias acerca do coito mais ou menos íntimo com o bicharoco-alternadeira Jorge Silva Carvalho, convém que Marcelo e todos os demais marcelóides de caninos em riste percebam que se a credibilidade de um político fosse aferida a partir da inconsistência discursiva ou das variações de formato e versão, o palavrório do Filho da Puta Supremo Abichador de Comissões em Negócios Ruinosos para o Estado Português até era bastante consistente e nem por isso subsistem dúvidas acerca do respectivo fundo reles a vários níveis devastador para o País. Donde, se o Regime português, tal como o conhecemos e concebemos, não quer colapsar ao menor sopro, o melhor é deixar de consentir na impunidade dos seus corruptos da política, auto-exilados ou com lata para a deputação, deixando de ter no cume da Justiça títeres em vez de homens desassombrados e livres. Títeres em compromissos de covardia, títeres em submissões ultracaninas a eminências pardas cujo verniz merdífero cumpre raspar.

Esta novela Relvas não passa de um desfile de cínico, uma vírgula, um arranjo e uma agenda lateral que fazem bocejar.

Homo Sapiens

Filme-documentário em francês, realizado sob a supervisão de Yves Coppens, que retrata a longa evolução do ser humano até ao Homo Sapiens. O filme vai contando a história de sucessivas gerações que se encadeiam e que chegam mais longe, sempre mais longe do que os seus antecessores. A parte final (cerca de 20 minutos) aborda já os tempos do Neolítico e da domesticação das primeiras plantas e dos primeiros animais – eis o momento ideal para iniciar a 2.ª unidade do programa do 7.º ano, As sociedades produtoras.
A versão que apresentamos hoje inclui alguns comentários técnicos e não tem legendas. Em breve contamos pôr on-line o filme original legendado em português.


Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.1. – As sociedades recolectoras
Unidade 1.2. – As primeiras sociedades produtoras