A vida de um post

Em jeito de brincadeira…antes que morra este dia, que tem uma vida ainda mais curta que um post!!

A  esperança média de vida de um post, parece-me, é de 48 horas.

Ao fim deste tempo, poucos são os que querem saber dele e do trabalho que teve 0 seu autor…

Quer-se um post fresquinho, acabado de publicar. Sim, um post é como pão acabado de sair do forno barrado com manteiga…

A tristeza de ver morrer o seu post, faz com que o bloguer escreva um novo artigo logo a seguir… 

O bloguer é, neste sentido, um padeiro ou uma padeira em constante azáfama, num esforço tremendo em ter pão sempre fresco…

São raros os leitores que procuram pacientemente um título interessante, escrito há dias ou meses (o que é ainda mais raro).  Anos? – nem pensar.

Há uns tempos recebi o comentário de um post que me tinha «morrido» há uns mesitos. Fiquei admirada. Que coisa macabra alguém ler um post escrito e enterrado há tanto tempo…

Obrigada a esse leitor que, por breves momentos, insuflou vida ao meu post!!

Portugal: corrupção e crise de mãos dadas

Relatório da Transparência Internacional estabelece uma forte correlação entre corrupção e a actual crise financeira, sobretudo nos países do Sul da Europa.

APPLE desafia a União Europeia

“Em Roma… sê romano!”
No entanto, ainda que a APPLE pretendesse ser ROMENA, ia dar no mesmo.
Porque a Roménia faz parte da União Europeia e, no seu seio, a garantia legal das coisas móveis (Directiva 1999/44/CE, de 25 de Maio), o mínimo, o mínimo de garantia é de dois anos para as coisas móveis novas.
Pois a APPLE, na Europa, só concede aos seus produtos uma garantia de um ano, o que é manifestamente ilegal.
Claro que o consumidor tem de atacar, em caso de actuação da garantia, o fornecedor. Directa. Imediatamente. Pode fazê-lo, porém, perante o fabricante ou seu importador na União Europeia.
Mas há que denunciar os factos à União Europeia, já que a arrogância dos fabricantes de equipamentos APPLE é manifesta.
A União Europeia terá de tomar medidas, a outro nível, para que os consumidores não se prejudiquem. Esse terá de ser o caminho.

Poder circulatório: organização do ano letivo, matriz curricular, estatuto do aluno

Até para os mais atentos está a ser complicado acompanhar a publicação irregular do Ministério da Educação que consegue publicar três versões do mesmo documento, mais depressa do que um diabo esfrega o olho. É a matriz curricular (este link abre um pdf que, à hora da publicação deste post, ainda é a que vale) que afinal é outra, diferente daquela que afinal não era novidade em relação a outra.

Confuso? Pois!

Eu imagino, caro leitor não docente, o desafio que é tentar perceber o que se passa no aventar. Se, chegou até aqui, aposto que é professor e permita-me que partilhe a angústia perante esta trapalhada legislativa de um poder circulatório (circulatório de circulares, de despachos, de …) sem qualquer tipo de sentido.

Depois é o estatuto do aluno que sai, sem sair…Vai a caminho do Conselho de Ministros.

Os mega-agrupamentos contra os quais todos estão, apesar das mentiras da televisão.

A pérola maior acabou por ser o Despacho de Organização do ano letivo que é verdadeiramente surpreendente pela forma como conduz a escola pública para uma equação sem sentido: fazer menos, com menos!

Parece ser esta a sina da Escola Pública – um palco para vaidades de ignorantes que dia após dia tratam de transferir recursos da escola pública para o negócio privado do ensino.

A vida como acto solidário: Ray Bradbury ~1920-2012

Obrigado Ray Bradbury, hoje de regresso às estrelas porque sempre te li no lugar onde os velhos se juntavam.

Agora que os livros já não podem arder, feito o funeral do papel que ardia mal mas se queimava, a quantos graus vão fazer a combustão das ideias? a 451 terabytes?

Ficção científica, o caralho.

Há tantas razões para gostar de Espanha

Hoje pode ser porque o Júri do Prémio Príncipe de Astúrias decidiu premiar Philip Roth. Diz o Júri sobre o romancista norte-americano:  “Personagens, factos e argumentos compõem uma complexa visão da realidade contemporânea que se debate entre a razão e os sentimentos, como o signo dos tempos e o desassossego do presente. Possui uma qualidade literária que se reflecte numa escrita fluida e incisiva”.

Depois do clamoroso erro de casting da Academia sueca, que, trocou o Nobel da Literatura que cabia a Roth por um da Paz para um seu conterrâneo, a Fundação Príncipe das Astúrias escolhe uma vez mais um premiado maior do que o prémio  e faz alguma justiça a este romancista.

Se ainda não leram, aproveitem o pretexto. Humor feroz, inquietação, sexo, cinismo e lucidez, e momentos líricos arrancados literalmente da merda, como na magnífica passagem do seu tributo à memória do pai, Património, na tradução de Fernanda Pinto Rodrigues: [Read more…]

Poupa quase tudo e despede muito mais que nada

É que o despacho de abertura das hostilidades para o ano lectivo é só o maior despedimento de sempre na função pública. O maior incentivo à perda de qualidade e produtividade também.

De noite e de dia, ao serviço da pátria

No despacho de organização do ano lectivo de 2012/13, gostei muito de um professor que trabalhou de manhã e de tarde ainda ter de reunir à noite. A salvação será o recolher obrigatório. Estado de sítio, já.

Cultura, coesão e sanidade mental

« É difícil convencer os políticos de que a cultura não pode ser negligenciada“, disse a comissária da Cultura da UE em Lisboa. Acrescentou ainda:

A arte é um factor de coesão e que pode ser uma garantia de sanidade mental.

A sanidade mental…

Cultura, precisa-se!!

 

Despacho de organização do ano lectivo 2012/2013: primeira análise

Parece a história do rei vai como Deus o trouxe ao mundo, mas é mesmo assim: despedir é a intenção de Nuno Crato, nada mais que isso: DESPEDIR!

A intenção é clara – não gastar em educação o que é preciso para os Bancos, para as parcerias e para todos os tachos dos boys laranja.

Há outro caminho. Tenho dificuldade, reconheço, em dizer qual. Mas, por aqui é que não pode ser porque o Comentador Nuno Crato do alto da sua sapiência televisiva está a mexer no que até agora estava mais ou menos intacto – o trabalho com os alunos.

E, ao longo de todos os pontos do Despacho, não há uma única proposta que, ainda que simbolicamente, possa significar investimento na situação x ou y. Nada. Apenas um conjunto de medidas com um denominador comum: ter menos professores na escola.

Vamos lá então à fundamentação desta reflexão através do texto do dito cujo:

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Não mudaram de assessores jurídicos

no Ministério da Educação. Ou então agora o estado é o Crato.

Quem disse que António Costa é de esquerda

devia estar a pensar no modelo soviético. Limpo por fora, sujo por dentro.

Insensato, ponto, Crato

Santana Castilho *

1. A Unicef divulgou o relatório “Medir a Pobreza Infantil”, considerando crianças até aos 16 anos e dados de 2009. Num universo de 29 países estudados, Portugal está na 25ª posição. Atrás de nós só Letónia, Hungria, Bulgária e Roménia. Quase um terço das crianças portuguesas está em carência económica (o critério é o não cumprimento de dois ou mais dos 14 requisitos considerados). Essa carência dispara para 46,5 por cento se o universo for o das famílias monoparentais ou 73,6 por cento se ambos os progenitores estiverem no desemprego. Há crianças (14,7 por cento) que vivem em famílias cujo rendimento não ultrapassa os 200 euros mensais. A desatenção que as autoridades portuguesas dão às nossas crianças está bem patente quando verificamos que a taxa das que sofrem privações é três vezes superior à dos países com idêntico rendimento per capita. Sendo certo que os efeitos da presente crise ainda não se manifestavam em 2009, imagine-se a brutalidade dos números se fossem reportados à actualidade. É insensato fingir que esta realidade não existe.

2. O teste intermédio de Matemática do 9º ano, da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional, teve resultados alarmantes. Houve turmas com uma só nota positiva. Nas escolas de topo dos habituais rankings verificaram-se quebras de 30 por cento. Foram vários os professores da disciplina que consideraram o teste com grandes lacunas de validade relativamente ao programa em vigor na maioria das escolas do país. [Read more…]

Já ganhámos!

Ainda a pensar na nossa seleção e nas despesas surreais da mesma. Soube, entretanto, que é a comitiva que mais gastou na estadia e que os valores dados pelo Jornal de Notícias parecem estar incorretos.

Já ganhámos numa coisa: Portugal é número 1, líder nas despesas!

Em contrapartida, a FIFA coloca-nos em 10º…

Somos, muitas vezes, líderes naquilo que menos interessa.

Continuo a dizer: para um país pobre como o nosso, não combina ter uma seleção rica e que dá ares disso sem a menor solidariedade com os portugueses e a situação difícil que passamos. Não estamos em tempo de circo levado a cabo por quem não é artista circense.

«11 por todos, todos por 11» – não vou nessa, amigos!

p.s.- Nem de propósito. Acabo de receber e-mail da Galp Energia com o conhecido slogan que referi atrás. Pedem « Veste a nossa camisola». Eu respondo: «não me serve».

Stonehenge descodificado

Documentário da National Geographic, com locução portuguesa, sobre o monumento megalítico de Stonehenge, em Inglaterra.
O arqueólogo Mike Parker Pearson, através de datações por radiocarbono, desenvolve uma teoria segundo a qual Stonehenge foi utilizada como cemitério desde há 3 mil anos a. C.
Os mistérios que envolvem a sua construção, como o transporte dos gigantescos blocos de pedra, são também explorados de forma magnífica neste documentário de cerca de 50 minutos.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.2. – As primeiras sociedades produtoras

Da janela do meu quarto

Vila copiada…

Hallstatt na Áustria, foi copiada até ao último detalhe… na China (fotos).

O despacho revogado antes de feito

Acabada de publicar a revogação de uma coisa que sairá em Agosto. No Ministério da Educação não se brinca em serviço; prepara-se o futuro com rigor e perfeição.

Nos próximos dias os professores portugueses vão revogar mentalmente o governo (tirando os adesivos do costume). É que isto de ganhar menos e trabalhar mais, sendo certo que já estamos habituados, tem limites. Quero ver as sondagens, quando isto for percebido, engolido e digerido pelas vítimas.

Para quem está de fora ter uma ideia, soube disto por mail sindical só uma hora depois de circular nos blogues dos zecos. Um fenómeno.

Detalhe via Ricardo Montes.